Galpão da Santo Hipólito
Rafael Ferreira
Galpão é casa de encilha, É rancho do mate amargo, É lugar do trago largo Na madrugada tordilha,
Bagé, RS · 2 edições · 12 poemas
Rafael Ferreira
Galpão é casa de encilha, É rancho do mate amargo, É lugar do trago largo Na madrugada tordilha,
Osmar Ranzolin
Guilherme mirou o chão, buscando no frio da cela um fiapo de esperança... Sentia o peso da algema
Moisés Silveira de Menezes
I Vem de longe, genuíno! Um tostado frente aberta, olhar de águia em alerta.
Matheus Costa
Estranha o sestro e a cisma que perdeu, sentindo a idade; E, talvez, tenha saudade dos retovos, d'um tirão.
Vinicius Dias
Ah! este “meu” pingo mouro… meu, pela lealdade, da estância -propriedade- pela marca do patrão.
Caine Teixeira Garcia
O meu verso envelheceu Mateando ao canto dos galos, Com a encilha dos cavalos Bem antes do alvorecer...
Mateus Neves da Fontoura
Foi-se o tempo em que as gavetas Solitas guardavam o corpo De um poema natimorto Que sucumbiu … incompleto,
Fábio Vaz Mattos
Juvêncio nasceu terrunho num catre foi partejado. Por mão parteira experiente teve o umbigo cortado. Foi água benta de sanga que crismou seu batizado. A beira de um caponete já nasceu enraizado.
Athos Ronaldo Miralha da Cunha
Solitária na curva do caminho, a cruz ostenta o lenço maragato. Evoca um silêncio de retrato, na Picada de São Martinho.
Alberto Sales
Sou filho do tempo que não se curva sou neto da cinza espalhada ao chão, minha pele é terra que o vento turva quando o mundo nega meu coração,
Rafael Ferreira
Hoje dorme entre as paredes De um bolicho abandonado, A réstia de algum passado, Aranhas tecendo redes,
Matheus Costa
Deitou a crina d’um manso que pastoreava o silêncio no potreiro - manhã cedo - Depois, ouviu os segredos