Aqueles Homens
Loucos... Eram loucos Aqueles homens, ideais nutridos pelo entono de muitos anos, Curtidos pelas fronteiras que iam e vinham Ao sabor das muitas batalhas.
Loucos... Eram loucos aqueles homens, Que abraçavam Suas causas, seus direitos e as defenderam, Com heroicos feitos Relatados Na história Desse povo Para sempre.
Loucos... Eram loucos Aqueles homens, Que amavam A terra, Como amavam As mulheres, Que viviam a paz Como viviam A guerra, Pelo simples prazer Da luta pela vida.
Loucos... Eram loucos Aqueles homens, Que tomavam Para si A dor do pago, Que lavavam A honra Dos seus mortos, Com o sangue de outros mortos simplesmente.
Loucos... De uma loucura Plena A terra conquistada, Heroica loucura, Que empunhava Lanças, desembainhava espadas, Em nome da sonhada liberdade De uma pátria nova já amada.
Loucos... De uma loucura Sem medidas, desvairada, Perdida Entre sóis E madrugadas, Fincando cruzes, Abandonando corpos Na paisagem destroçada Pela guerra.
Loucos... De uma loucura Bruta, Inclemente, Cobrando Com a vida A semente, Plantada A ferro E fogo N'alma dessa gente.
Quem eram Esses loucos, Libertários, Que de cada Coxilha, Fizeram um calvário, de cada aguada, Um campo de batalha, Usando o nosso pasto Por mortalha Fertilizando Com seu sangue o nosso chão.
Eram heróis Da grande epopéia, Que marcaram O tempo Com a fibra e o entono, Que outros homens Eram de uma raça diferente, Eram gaúchos Nada mais.