Carregando poesias…Acervo
81 poesias
Guilherme Suman
A parede que no tempo há muito se enfeia, Sem cor, sem graça, e um eito de estranha... Se prateia no cardar do fio das teias Uma tela tão perfeita pro tecido das aranhas.
José Mauro Ribeiro Nardes e Francisco Carneiro Neto
Tendo o verso como arreio, Vou fazendo pastoreio No manancial da memória. E ao repisar as lonjuras,
Jadir Oliveira e Adão Pedro Bernardes
O silêncio tem efeitos De reflexão e calma Entendê-lo é percorrer Os labirintos da alma.
Jurema Chaves
Saudade é algo que fica Nas marcas que o tempo deixa De sonhos, risos e queixas Para nunca ser esquecido
Guilherme Suman
Entro solene à beira da porta. Arrasto um corpo que pouco se importa Em dar a resposta se vive ou se é Apenas carcaça inútil e morta
Jéferson Rogério Valente de Barros
No rancho de chão batido, Única herança do peão, Velam o corpo: A viúva, os filhos
José Luiz Flores Moró
Sopra um minuano na pele do chão, Descansa o violão no colo de um banco E o pampa adormece num sono solito Ao lume proscrito de algum pirilampo...
Arabi Rodrigues
Quem, eu? Eu! Sou filho daqui mesmo, devoto de Santa Bárbara, neto do velho “Mandico,”
Everton Michels
Terra batida, chão vermelho, Pedras e campo aberto... Do mais distante ao mais perto, Conheço esse pago sulino,
Heitor Gabriel Hartmann
As aves carregam penas, Sem penas n'alma levar; Carregam penas no corpo, Penas para voar.
Alcindo Neckel e Luís Lopes de Souza
Um céu longe multicor estende o véu da aurora no meu olhar já sem cor... trazendo imagens vagas
Caine Teixeira Garcia
Um bom dia morno Que se faz suplício, Serve um mate frio Que à mão alcança...
Adão Pedro Bernardes
Nasci aqui nesse vale Aqui passei minha infância, Por isso dou importância Quero que o vento me embale.
Sebastião Teixeira Corrêa
Ontem vendí meu cavalo... Foi o final de uma etapa Da vida deste peão;
José Luiz dos Santos
Quando me paro a pensar, na vida e suas entrelinhas, nos credos, nas ladainhas e juras frente ao altar,
Matheus Costa
Quem me vê nada imagina Do que tenho por malgrado, Pois meu semblante bordado Não transparece jamais
Marcelo d’Ávila
Meu simples galpão de estância Guarda lembranças antigas Em cada nesga de história Pendurada na parede;
Rodrigo Canani Medeiros
Era uma tarde de chuva num setembro de aguaceiro, quando Venâncio Fogaça pitava um palheiro grosso
Matheus Costa
Para os olhos da tapera - curiosos e sonolentos - quanto mais vertem lamentos, mais recorda-se o que era.
Carlos Omar Villela Gomes
São nove estrelas que eu vejo deste meu apartamento... Nove estrelas que se mostram nas funduras do que penso; São estrelas de saudade, de alma e de sentimento, Me trazendo um céu de sonhos, bem maior que o próprio tempo.
Rafael Mota Altenburg
Quem nunca viu Dom Altair Cruzando por estas estradas Farejando o pó das tropilhas Ou de tropas repontadas.
Mateus Lampert
(A Guitarra) Enverguei em vento a madeira ... plantei sons nos temporais. E depois de andar caminhos
Matheus Costa
Que destino, moça bela, Ter nascido Bem-Te-Vi Se meu canto - que era livre É prisioneiro de ti...
Henrique Fernandes
Hoje, logo cedo… antes mesmo do dia clarear, um beija-flor madrugueiro se achegou em meu ranchito