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252 poesias
Luís Lopes de Souza
Deixem falar o tropeiro pela memória do tempo... Pois o rol de sua memória é um lenitivo de glórias
Henrique Fernandes e Jadir Oliveira
Qual é o ponto de partida? A morte ou o nascimento...? Parei pensar um momento Nestes mistérios da vida...
Colmar Pereira Duarte
Na pedra somente o nome e duas datas, mais nada. Nas datas, os dois sinais: para o nascimento, a estrela,
Loresoni Barbosa
As lembranças vem a galope com a saudade nos tentos, e atropelando a memória faz-me rever a história
Vaine Darde
A chuva se derrama desde o cerro e a noite trás acordes de cincerros nas lágrimas da quincha sobre o balde... Ah, que triste a cantiga da goteira
Henrique Fernandes
Morri antes de mim... ...sucumbido neste tempo de vaidades e ganâncias... Morremos eu e a estância... galpão, mangueira e palanque. -arquitetura entalhada nos relicários da alma-...
Moisés Silveira de Menezes
Do alto de si mesmo, senhor de si... o cerro guarda a lagoa que se espraia vagarosamente... entrelaçada ao vento
Joseti Gomes
A mão que costura os panos também recorta da história os remendos pendurados na imensidão da memória.
Joseti Gomes
Na penumbra do salão eram risos que falavam e desfaziam contratos desses de fios de bigode.
Paulo Ricardo Costa
Coloquei reticências nas frases da vida, Por saber que a vida não tem ponto final, E refiz as metáforas de palavras seguidas, Seguindo o caminho do meu próprio ideal.
Wilson Araújo
Um galpão, um fogo de chão, um manojo de jujos pendurado à parede. Uma tira de couro que ganhou de um amigo, para os dias de chuva,
Loresoni Barbosa
Uma legião de centauros mete a cara na fronteira zombando a sorte dos ventos, pelo perfil da coluna
Loresoni Barbosa
Nessa miséria campeira já não dou graças a Deus, maldigo as nuvens covardes que vem no final das tardes
Sebastião Teixeira Corrêa
I Me perco, as vezes, contemplando a estrada Que se prolonga ao rumo do infinito; Atrás, há um rastro de ilusão passada,
Juarez Machado de Farias
O Seu nome era Fraterno: irmão das águas do arroio que davam no Camaqüã.
Glênio Fagundes
Rufando o tambor das asas, A garganta funda dos galos, Brota no atavismo sonoro... De um canto “leguero”!
Carlos Omar Villela Gomes e Bianca Bergmam
“ Abrindo nossos trabalhos Pedimos a proteção Ao nosso Pai Oxalá Para cumprir nossa missão.”
Djalma Corrêa Pacheco
Pra mim, O sol não desenha silhuetas do galpão Quando a noite engole o dia. A boieira não se esconde na coxilha
Henrique Fernandes
Nasci espinho na rama da flor... ...e aos olhos da dor perdi a beleza... A flor colorida, em vida e nobreza e eu... um espinho... destino? -tristeza-...
Tadeu Martins
Viu, Aurélio?, Gaiota deve ser gaiola (sem a travessa no tê).
Jorge Claudemir Soares
Eu tenho visto muitas faces! Faces de gente que sente, faces de gente que mente, e faces de gente que chora.
Gujo Teixeira
Venho ao meu tempo senhores contar de um tempo antigo, que nunca vi, nem estive mas que em mim sobrevive,
Alvandir Oliveira
Um vento morno acaricia o pasto Sem muito esforço, sem pressa. Nesses ermos fundões de campos
Moisés Silveira de Menezes
Não, não me pintem por favor, pilchado, bem montado em flor de flete; pelas bailantas, fandangueando alpedo, arrastando a asa pra morochas lindas.
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