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2.743 poemas no acervo
Sebastião Teixeira Corrêa
Meus olhos amanhecidos Reclamam noites de insônia Que há tempos venho passando
Moisés Silveira de Menezes
Quando um acorde celeste se desprende do infinito e vem me falar de manso pela boca escancarada
Sebastião Teixeira Corrêa
É ainda de madrugada, E pelas frinchas do rancho Vejo um clarão que se espalha Pelos caibros do galpão
José Machado Leal
Agradeço ao Pai do Céu por me perdoar os defeitos, as baldas, os preconceitos, me dando chão e guarida.
Gilberto Trindade
O galo canta no pago, evocando rebeldias… E o seu canto é como açoite tocando as trevas da noite,
Moisés Silveira de Menezes
Cando la pampa se duerme entre zambas y vidalas que viven en los ocultos del alma y de la guitarra,
João Otávio N Leiria
Tenho o ardor de um flete escramuçando, quando sente no lombo reluzento - a crina pelo ar, revolta, revoando – o chicotaço do vento
João Batista de Oliveira Gomes
A você meu velho pai, Que me escuta lá das alturas Excelente criatura Nos anos que aqui viveu
Apparício Silva Rillo
Isto que lerás, meu afilhado, quando souberes ler e sobretudo entender - E o importante, na verdade, é entender - não chega a ser um poema, me acredites.
Élson Lemos
Eu busco um recanto de paz e sossego, com campos bem largos, galpão pros amargos e empelegados cepos na volta das brasas.
Jorge Luiz da Rosa Chaves
Naquela tarde medonha O minuano me “assoprou”... Que ali naquela coxilha
Dimas Costa
Chegaste. Ainda bobo com a luz Deste mundo aonde estou. Eu, há muito cheguei.
Pompeo de Mattos
Senhores peço licença Para fazer uma invocação Em forma de oração Falar isso com meu jeito
Loresoni Barbosa
Um par de esporas e um manguito debochado, Um santo sob o sombreiro - por vezes mui preocupado – De prata a rastra oriental reluz no seu tirador, E dois cavalos de muda garantem o estradeador.
Apparício Silva Rillo
Eu era um frangote novo, crista curta e meia pua, quando não sei por que lua me deu cambiar de querência.
José Luiz Flores Moró
Embora apague a chama aventureira Que sustenta a luz da nossa história E vá nublando nos fachos da memória Os brios da epopéia farroupilha,
Luiz Menezes
Um dia longe fiz um rancho tosco De pau-a-pique, ficou lindo até. Uma ramada no oitão, florida Que contrastava com o santa-fé.
Marco Póllo Giordani
Águas puras que rolaram Na cascata da existência! Infância é como uma essência De arte - de ingenuidade.
Jadir Oliveira
Mais uma noite campeira, Chega encostando os gravetos No velho fogo crioulo Que acendi no meu galpão.
Anderson Fonseca
É de pau-ferro o monumento campechano... ...talhado por mãos de rude artista; Cuja sombra imponente, se alonga
João Benito Soares
Parceiro, chega sem pressa Neste galpão de campanha E toma um trago de canha Te conto Tim por Tim Tim
Sebastião Teixeira Corrêa e João Antônio Marin Hoffmann
Matear ao pé do fogo divaga nossos pensares, E nestas horas que a gente dá asas pro pensamento... O meu, engarupou-se no vento,
Carlos Omar Villela Gomes
Domingo ensolarado neste outubro febril Onde caminho sem pressa, despretensiosamente, Ou melhor, com a mais singela pretensão De quem, apesar de interiorano,
Claudionir Araújo Bastos
Hoje o planeta acordou, numa estranha inquietação, um inimigo invisível chegou de arma na mão