Galpão do Verso
Poetas

Apparício Silva Rillo

119 poemas

Poemas

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  • A Filha do Patrão

    Apparício Silva Rillo

    Meu coração tafuleiro se abichornou, certo dia, trampeado na simpatia pela filha do patrão.

  • Alma Pampa

    Apparício Silva Rillo

    Os ossos Como signos de cal. A ferrugem Nos ferros enterrados.

  • Armorial

    Apparício Silva Rillo

    Eu tenho Salamancas no meu peito e nelas Teiniaguás pardas ou louras. São ibéricas heranças no meu sangue que fluem da estirpe sarraceno-moura.

  • Boi Barroso

    Apparício Silva Rillo

    Meu boi barroso, lendário, haragano e teatino, te criaste sem destino vagando pelo rincão;

  • Boizito Colorado

    Apparício Silva Rillo

    Eta, boizito matreiro esse boizito de pêlo colorado que não tem parador! Não há, que eu saiba,

  • Bolicho

    Apparício Silva Rillo

    Paredes de pau-a-pique, sete braças de comprido, chão de barro bem batido, cobertura de capim.

  • Caminho de Leandro

    Apparício Silva Rillo

    Pelo caminho por onde ajudaste a levar tantos te levamos. Era domingo. Havia sol e pássaros e automóveis correndo e

  • Caminhos

    Apparício Silva Rillo

    Um caminho nunca é triste, é triste quem nele anda arrastando pés timbrados por terras de outra banda.

  • Canha

    Apparício Silva Rillo

    és a chinoca ruiva mais acesa que jamais gauderiou pela campanha. Para encontrar-te basta bater à porta de um bolicho,

  • Cantigas do Tempo Velho

    Apparício Silva Rillo

    Parei rodeio no Tempo... ...e as cordeonas, os botões graves e as primas, o rechinar das carretas,

  • Canto aos Avós

    Apparício Silva Rillo

    Os avós eram de carne e osso. Tomavam mate, comiam carne com farinha, campereavam. Sopravam a chama dos lampiões, dormiam cedo.

  • Canto de Adeus

    Apparício Silva Rillo

    I Não vou cantar teu vulto de legenda perdido no impreciso dos tempos e das lendas. Nas entrelinhas da história se retraça

  • Canto de Clã

    Apparício Silva Rillo

    Morre o pai e fica o filho, morre o filho e fica o neto e o sangue não se perdeu. Da raiz rebrota a rama,

  • Carreta

    Apparício Silva Rillo

    Recavém , chedas , cadeias, tablado de duas braças, raios, cambotas e maças de guajuvira ou de ipê

  • Céu

    Apparício Silva Rillo

    Quincha do rancho do mundo que o picumã das queimadas de pouco a pouco azulou.

  • Charla

    Apparício Silva Rillo

    Buenas, meu Cristo, meu Jesus-Cristinho. Se não levar a mal eu desencilho à luz de sua Estrela o meu tordilho que já vem basteriado dos caminhos.

  • Chinoca

    Apparício Silva Rillo

    Chinoca que a legenda dos poemas fez morena, fez bonita, vestida sempre de chita cabelo sempre trançado,

  • Cismas de Velho

    Apparício Silva Rillo

    Quando a garoa do inverno me atropela pro galpão, chego a chaleira ao tição, corto um crioulo a preceito,

  • Conceito e Reflexão

    Apparício Silva Rillo

    "Quem muito parte e reparte - já dizia o Malasarte - a si próprio se reserva sempre o melhor do aparte."

  • Contrabando

    Apparício Silva Rillo

    Vai a balsa de farinha cruzando o velho Uruguai. Vaqueano dessas cruzadas,

  • Coplas de Nazareno

    Apparício Silva Rillo

    Nazareno fui chamado, por sobrenome - da Cruz. Nazareno da Cruz, um seu criado, por acaso tocaio de Jesus.

  • Coração de Mentira

    Apparício Silva Rillo

    Na invernada do meu peito tem mágoas de todo o pêlo, sendo a saudade o sinuelo dessas mágoas que falei;

  • Cova de Touro

    Apparício Silva Rillo

    "Cova de Touro" me chamam e o porquê não me interessa. Quem por frente me atravessa se plancha, roda ou tropeça

  • Cuia

    Apparício Silva Rillo

    Cuia morena queimada confeccionada a lo bruto, rude cálice matuto de amarguentas comunhões;

  • Cusco Cego

    Apparício Silva Rillo

    Este cusco brasino, cara branca, pequenote e rabão, que o parceiro está vendo enrodilhado aí perto do fogão,

  • Da Ponta do Mato

    Apparício Silva Rillo

    Irmão do asfalto, do salto, do assalto, nos ranchos no alto e dos olhos no chão, esquece o imediato, vem ver este mato, beber deste rio - um crioulo Jordão.

  • De Potros y Tropillas

    Apparício Silva Rillo

    En el más íntimo, más hondo de nosotros, una tropilla de potros galopea. Una tropilla de potros nos golpea...

  • Desafio

    Apparício Silva Rillo

    Há um potro dentro de mim, pedindo cancha. Sinto-lhe o bater do coração inquieto como um tambor a rufar em véspera de peleia braba.

  • Desengano

    Apparício Silva Rillo

    Ah, china maula! No dia em que te trouxe pro meu rancho engarupada na anca do picaço,

  • Despetalada

    Apparício Silva Rillo

    - Tem quarto, dona Isolina? - A Rosa! Mas quem diria! - É pra ver, dona Isolina... - Então, voltou a ser china?

  • Devaneio

    Apparício Silva Rillo

    Chininha reponta um sonho na lonjura ensimesmada de mais um domingo igual.

  • Do Tempo e da Mulher

    Apparício Silva Rillo

    Abro o peito, mas no entanto não sei se o canto garanto como meu tema requer. É preciso

  • Do Ter e do Não Ter

    Apparício Silva Rillo

    Tenho uma ponta de gados - touro, bois, vacas, terneiros. Uma tropilha de baios — um dos baios, estreleiro.

  • Entardecer

    Apparício Silva Rillo

    Aponta uma carreta na distância rincha que rincha no silêncio grande que reponta ao passito, Para o pouso da noite,

  • Faz de Conta

    Apparício Silva Rillo

    "Faz de conta, mulher, que o pão de forno é daqueles leitão que nós criava no rancho de posteiro que deixemo quando a estância do patrão foi-se a la cria

  • Fio de Bigode

    Apparício Silva Rillo

    - "Quinze quadras de campo, meu compadre!" - "São minhas, meu compadre, aperte a mão!" Contratos pura consciência timbrados de coração.

  • Fogo Morto

    Apparício Silva Rillo

    A noite nasceu agora do ventre deste luar e eu morri no fogo-morto que foi luz em teu olhar.

  • Gaita

    Apparício Silva Rillo

    Velha gaita fiel de duas falas, intérprete crioula de emoções, que chora na rudeza dos galpões e ri de gosto no esplendor das almas!

  • Galpão

    Apparício Silva Rillo

    Meu tosco galpão de estância erguido sem aparato, aqui no mais te retrato sem te pedir permissão;

  • Gaúcho Velho

    Apparício Silva Rillo

    Gaúcho velho que foste menino nos entreveros de noventa e três! Brigaste a vida toda com o destino e o destino apanhou mais de uma vez!

  • Gaudério

    Apparício Silva Rillo

    Homem não é como pasto que nasce de uma semente. Eu tive mãe, certamente, e um pai eu tive também.

  • Guaxo

    Apparício Silva Rillo

    Este oveirinho magrela que lá vai no rumo do galpão, não teve mãe que lhe lambesse o pêlo, foi criado mamão.

  • Guitarra - II

    Apparício Silva Rillo

    Meu nome é Guitarra. Sou vento e cigarras, sou risco de garras e sou algodão.

  • Guri-Canto

    Apparício Silva Rillo

    Como me agrada, Guri, ver-te rasgar a cordeona - uma raiz redomona que havia dentro de ti.

  • Herança

    Apparício Silva Rillo

    Naqueles tempos, sim, naqueles tempos as casas já nasciam velhas. Naqueles tempos, sim, naqueles tempos, sim,

  • Intermezzo de Rosa

    Apparício Silva Rillo

    Rosa de carnes maduras na mais lindice de si. Sonho e cama inalcançados pelo bolso de trocados

  • Inventário

    Apparício Silva Rillo

    para as partilhas do nada que couber àqueles que dei vida em seio e ventre no sêmen feito flor numa mulher.

  • José segundo os que ficaram

    Apparício Silva Rillo

    É muito, muito difícil, fazer-se um poema de José, como, sobre, a respeito do avesso ou do direito

  • Lagoa

    Apparício Silva Rillo

    As estrelas pediram, pediram um espelho pra Nosso Senhor.

  • Língua de Trapo

    Apparício Silva Rillo

    Deixa de ciumeira, china boba... Tai meu lenço. Seca esta lágrima quente

  • Lua no Rio

    Apparício Silva Rillo

    Enfeitiçou-se meu Uruguai missioneiro à luz alta do candieiro que o luar pregou no céu.

  • Madrugada

    Apparício Silva Rillo

    No poncho morno das cinzas dorme o fogo de galpão. Ao escasso calor de seus carvões a cuscada se entrevera com os peões

  • Mãe Velha

    Apparício Silva Rillo

    Cabelo era preto Que liso era o rosto! Teu corpo era flor.

  • Medo Velho

    Apparício Silva Rillo

    Houve um crime nesta estância. O moço perdeu um freio, foi acender uma vela pro Negro do Pastoreio.

  • Memórias de um Menino do Ano Dois Mil

    Apparício Silva Rillo

    Eu sei que teus relvados serão verdes. Eu sei que haverá flores sobre a relva. Eu sei que escutarás canto de pássaros e os verás entre as ramas também verdes

  • Milonga dos Ancestrais

    Apparício Silva Rillo

    Afino as cordas do pinho nesta milonga campeira, mais chucra que uma tronqueira mordida pelos baguais.

  • No Bolicho

    Apparício Silva Rillo

    Traga de vez a garrafa, bolicheiro! me despacha, que hoje no mais se emborracha quem nunca se emborrachou.

  • Noiteira

    Apparício Silva Rillo

    A noite é negra macia que eu amo em pratas de lua, a me aquecer os pelegos com brasas de estrelas nuas.

  • O Pai nas Fotografias

    Apparício Silva Rillo

    Revejo as fotografias de família - um vezo antigo de exorcização, caça do tempo perdido como nos romances franceses de Marcel.

  • O Sermão da Coxilha

    Apparício Silva Rillo

    Nazareno, o andarengo: Melena sobre as espáduas, olhos azuis de céu limpo Na sua cara afilada como que feita em madeira, Bigode de asas caída e a barba ruiva no queixo,

  • Os Animais

    Apparício Silva Rillo

    Porque os animais falavam Não os chamamos jamais de animais. Ademais porque adoramos seus retratos Porque viemos deles e os chamamos

  • Pago Vago

    Apparício Silva Rillo

    Vago é meu pago. Este que trago, cicatriz em mim, Raiz de minhas íntimas origens,

  • Pala de Seda

    Apparício Silva Rillo

    meu velho pala de seda com meio palmo de franja! Contrabandeado da estranja para enfeitar meu assombro.

  • Palavra e Cruz

    Apparício Silva Rillo

    Escolho por chamar-te Nazareno para falar contigo frente a frente. Aliás, como sempre faço, quando cruzas nos dezembros de sóis à porta do meu rancho

  • Para Moça Rosa

    Apparício Silva Rillo

    A noite traz a querência na insônia e na solidão. Rosa que o povo chamava Rosinha, mocinha linda,

  • Pássaro Rio Grande

    Apparício Silva Rillo

    Era limpo de cinzas seu traço no céu e a estrela boiera alumbrava seu vôo. Um potro de plumas e asas aos ventos que o tempo em seus tentos

  • Pedro Borges, Capitão

    Apparício Silva Rillo

    - Capitão velho de guerra, quem te pôs neste caixão? quem te pôs entre estas velas que tremelicam, ariscas,

  • Perfil

    Apparício Silva Rillo

    Dou rédea aos potros que monto na concha das invenções, puando esporas de tempo no pelo dos redomões.

  • Pesca

    Apparício Silva Rillo

    Na estreita da canoa a linha longa. Nela o anzol - garra na sombra líquida O remeiro e seu ofício de paciência

  • Petiço Velho

    Apparício Silva Rillo

    Este petiço, veterano aqui da estância, foi o meu pingo de infância, meu orgulho de guri.

  • Pingo Velho

    Apparício Silva Rillo

    Pinho velho, empoeirado, escutei neste momento as notas que a mão do vento te surrupiou ao passar.

  • Pipa de Água

    Apparício Silva Rillo

    Sobre um rodado leve de carreta, puxada por um petiço mui velho, lerdo e maceta, esta pipa veterana

  • Poema Circular

    Apparício Silva Rillo

    Não, não me procurem mais no meu velho endereço la no campo. eu estou me mudando,

  • Poema da Prenda Nova

    Apparício Silva Rillo

    Mocinha do rancho da beira da estrada, sem brinco, sem seda, sem chita floreada - a chita floreada que tem lá na venda, floreada igualzinha ao ipé da fazenda

  • Poema para um Retrato

    Apparício Silva Rillo

    Nesse tempo, as fotografias desse tempo não tinham a nitidez das fotografias de hoje Nem mesmo o colorido que as antigas o tinham no mais íntimo de si.

  • Prendinha

    Apparício Silva Rillo

    Me orgulho deste meu pago Me orgulho de ser prendinha Em minhas veias caminha O nativismo do Rincão

  • Quando

    Apparício Silva Rillo

    Quando o berro do boi fizer-se canto, quando as lavouras se fizerem flor; Quando a mão de couro-cru do pastoreio

  • Quarteada

    Apparício Silva Rillo

    Já muitos quartearam muitos, — seja aqui ou noutra parte - mas poucos quarteiam poucos no dar-se asas à Arte.

  • Quero-Quero

    Apparício Silva Rillo

    Nem que se passe a lo largo Longito do retalho do banhado Onde é teu chão. Nem assim...

  • Recado para Eduardo, no Seu Tempo

    Apparício Silva Rillo

    Isto que lerás, meu afilhado, quando souberes ler e sobretudo entender - E o importante, na verdade, é entender - não chega a ser um poema, me acredites.

  • Recuerdo de Calaveira

    Apparício Silva Rillo

    Eu era um frangote novo, crista curta e meia pua, quando não sei por que lua me deu cambiar de querência.

  • Romance da Mulatinha

    Apparício Silva Rillo

    Ali nascera e vivera na velha Estância da Cruz. Filha de quem? não sabia...

  • Romance da Rosa Plena

    Apparício Silva Rillo

    A Rosa que foi de muitos agora é Rosa de um só. China de casa montada na ruazinha arredada

  • Romance de Dona Constança

    Apparício Silva Rillo

    Porque toda a gente chora quando devia sorrir? Só Dona Constança sabe que era hora de dormir.

  • Romance de Dona Moça

    Apparício Silva Rillo

    Quando meu rio Uruguai, que é meu e de todo mundo, dava curso e dava fundo a buques de vigilância

  • Romance de João Guará

    Apparício Silva Rillo

    (À sua memória) Sempre que paro rodeio no meu baú de memórias, de lá reponto a história

  • Romance de Pena Larga

    Apparício Silva Rillo

    A uns diz que foi o noivo, a outros, que o primo foi. Mas fosse o primo ou o noivo, fosse o destino ou a vida

  • Romance de Volta-e-Meia

    Apparício Silva Rillo

    Botei um culo-clavado num tiro mui chamboneado de pouca volta e mau rumo. Cambeio a tava por outro.

  • Romance do Arrendador

    Apparício Silva Rillo

    Vendeu os gados e arrendou os campos. Reservou-se apenas, as casas da Estância,

  • Romance do Carreteiro

    Apparício Silva Rillo

    Morreu largado e solito num fim de tarde pampeano. Pouco depois que a boiera acendera o seu foguito

  • Romance do Injustiçado

    Apparício Silva Rillo

    Como talhado em pau ferro o carão de traços duros. O bigodão mal cuidado desabando sobre os lábios

  • Romance do Mouro Velho

    Apparício Silva Rillo

    Despionei-me, da última fazenda que nem para patieiro eu já servia. Velho, sofrido, sem china para arrimo, eu sou uma luz de boieira ao fim do dia.

  • Romance do Peão Pobre

    Apparício Silva Rillo

    Toca o tropeiro o matungo fazendo a ronda ao passito, lembrando um rosto bonito que na memória se estampa,

  • Romance do Voluntário

    Apparício Silva Rillo

    Voluntário em Vinte e Três, Chico-Pequeno, um piá, deixou rastro na memória dos que pelearam a seu lado

  • Romance dos Três Lenços

    Apparício Silva Rillo

    Eu tive um lenço pachola que agora não tenho mais. Lenção de cor colorada como a flor da corticeira

  • Romancinho

    Apparício Silva Rillo

    “Em Caminhos de Viramundo. Porto Alegre: Martins Livreiro, 1979” Mirava a lua no açude.

  • Se a Ventura Fosse China

    Apparício Silva Rillo

    Afino o pinho e a garganta para contar a história, daquela china simplória que tentou me engambelar.

  • Ser um Homem do Campo

    Apparício Silva Rillo

    Ser um homem do campo é estar na cidade de terno e gravata e ter a alma debruçada sobre os ombros como um pala de seda retovado

  • Sucessão

    Apparício Silva Rillo

    Ter sido não é ser, é perceber-se na estampa do retrato dos avós, é estar além do vidro das molduras

  • Tangolomango

    Apparício Silva Rillo

    Eu já tive sete amores, um morreu, ficaram seis. Dos seis amores que eu tinha um partiu, ficaram cinco.

  • Tapera

    Apparício Silva Rillo

    Quando o guasca deixa o rancho no abandono, o rancho vira tapera, cria morcego e cupim.

  • Taquara, Lança e Balaio

    Apparício Silva Rillo

    Caminham guaranis pelas estradas, trapos de gente se arrastando a pé, resto da raça dos meus Sete Povos, últimas crias do sêmem de Sepé.

  • Tema de Esquila

    Apparício Silva Rillo

    Esquilei a safra inteira desde as barras da manhã. O tempo trouxe o inverno, meus filhos não tinham lã.

  • Um Rio em Mim

    Apparício Silva Rillo

    Encontrei-te encharcada pela chuva - o céu se derramara sobre ti. Teus seios eram cômoros de areia e a água que escorria dentre eles

  • Velha Faca

    Apparício Silva Rillo

    Um palmo e pico de aço, rude e glorioso pedaço da espada de um general. Cabo de prata estrangeira

  • Ventania

    Apparício Silva Rillo

    Me chamam Ventania porque estou sem estar e sem asas ou plumas me vêem a voar.

  • Ventre-Lua

    Apparício Silva Rillo

    Teu ventre, lua morena cortada em fio de minguante, plantado em grãos de ternura fez a semente madura,

  • Viagem

    Apparício Silva Rillo

    É preciso quebrar pedra, Violentar o cal da argamassa. É preciso cavar a terra úmida, Verde de musgo alimentado a músculos.

  • Viagem pela Memória do Trem

    Apparício Silva Rillo

    Antes do trem, chega o apito fino e, agente aque espera o trem toda se empolga para ver o filme que, um dia sim, outro não,

  • Violão

    Apparício Silva Rillo

    Anca redonda, cinturinha fina... - Como é perfeita a ilusão! Por isso a gente imagina