Galpão do Verso
Poetas

Athos Ronaldo Miralha da Cunha

20 poemas

Poemas

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  • 41 Voltou em 24

    Athos Ronaldo Miralha da Cunha

    A palavra é distopia, Para descrever a tragédia. Rios acima da média, Na enchente de agonia.

  • A Cruz dos Degolados

    Athos Ronaldo Miralha da Cunha

    Solitária na curva do caminho, a cruz ostenta o lenço maragato. Evoca um silêncio de retrato, na Picada de São Martinho.

    3º Parador da Poesia Crioula – Bagé
  • Buenos Dias, Estância!

    Athos Ronaldo Miralha da Cunha

    No encontro veio a proposta, um desafio na Estância, a ideia causou ressonância, não teve contraproposta.

  • Cinco Cevadas de Chimarrão

    Athos Ronaldo Miralha da Cunha

    I O mate amargo e transcendental, De um taura de fogo e fogueira, Que nasce no silêncio matinal,

  • Doze Tinas de Águas de Poço e Rio

    Athos Ronaldo Miralha da Cunha

    – I – Seis tinas de águas de poço, cruzam cordas nas roldanas. Pela gana da força do braço,

    3º Obelisco da Poesia Gaúcha
  • El Payador

    Athos Ronaldo Miralha da Cunha

    Lá onde sopra o Minuano, Nasceu Jayme Caetano Braun. El Payador... poeta imortal, Se fez nas lidas de paysano,

  • Entre o Céu e o Chão da Querência

    Athos Ronaldo Miralha da Cunha

    Sou desatento da geografia, Da pampa sem sentinela, E da fronteira sem tramela. Tranquila a vida seguia,

    7º Candieiro da Canção e da Poesia
  • Herdeiros

    Athos Ronaldo Miralha da Cunha

    Cinco séculos de história, De garra trabalho e dor, É o povo trabalhador, Na saga desta trajetória,

    16º Bivaque da Poesia Gaúcha
  • Lá no Sul do Alambrado

    Athos Ronaldo Miralha da Cunha

    É largo o verde da travessia, Que a cena do pampa modela, O tempo fecha a cancela, E o vento Pampeiro anuncia,

  • Maragato em Noites de Prata

    Athos Ronaldo Miralha da Cunha

    O meu chimarrão é virado Com a cuia xucra dos dias Num domingo de ventania O meu churrasco é salgado

  • Milonga Envolta de Ventos

    Athos Ronaldo Miralha da Cunha

    Muy amargos os mates, Cevados de solidão, Laços longos de lassidão, Clausura visível de catre.

  • No Meu Lugar

    Athos Ronaldo Miralha da Cunha

    No meu lugar havia uma sanga E pitangas nos matos da infância Trilhos para brincar de maquinista E uma vista carregada de distâncias

  • Notas de uma Acordeona para o Clarão da Lua

    Athos Ronaldo Miralha da Cunha

    Na minha mente esta milonga induz, Notas mágicas de um clarão da lua, Dos meus dedos que a guitarra conduz, Polvadeira de sonhos na noite escura,

  • O Lado Oposto do Verso

    Athos Ronaldo Miralha da Cunha

    Trago a cor de meu olhar cinzento, Num caminho de poeira e estio, Enfrento devaneios de chuvas e ventos, Reacendo os braseiros de fogo vazio.

  • O Vazio nas Recordações Casa Adentro

    Athos Ronaldo Miralha da Cunha

    A ausência preencheu o vazio, quando minha mãe foi embora… não clareou… os raios da aurora: no remanso na curva do rio…

    9ª Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula
  • Quando Essa Pandemia Passar

    Athos Ronaldo Miralha da Cunha

    Quando essa pandemia passar eu quero chutar o balde... e o pau da barraca. Quero sentar na rede na varanda

    2ª Florada de Versos (Virtual) - Blumenau - SC
  • Rosa Chimanga dos Olhos Verdes

    Athos Ronaldo Miralha da Cunha

    Um ventito soprou nas margens, Do silêncio noturno das matas, E a chimanga em lua de prata, Um clarão de vida na paisagem.

    7º Candieiro da Canção e da Poesia
  • Três Marias em Nuvens de Chumbo

    Athos Ronaldo Miralha da Cunha

    I – Maria catadora das penas Maria catadora das penas, Revira migalhas no arrebol,

    1ª Porteira da Poesia
  • Um Poema... Lá no Passado!

    Athos Ronaldo Miralha da Cunha

    Na ausência da pampa singela, Bate a saudade campeira. E no mate com erva-cidreira, Na memória o retrato dela.