Galpão do Verso
Poetas

Carlos Omar Villela Gomes

74 poemas

Poemas

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  • A Batalha de Santa Maria

    Carlos Omar Villela Gomes e Ricardo Rítzel

    Os meus olhos de guri eram puros, verdadeiros, Só miravam brincadeiras e pequenos horizontes; Bebiam das limpas fontes que a infância nos proporciona.... A minha alma era dona da velha Boca do Monte.

    1ª Estância da Poesia Crioula - Virtual
  • A Caixa dos Sonhos Desfeitos

    Bianca Bergmam e Carlos Omar Villela Gomes

    Quando eu abri os meus olhos E enfim notei esse mundo, Tinha ânsias de saber, De onde vinham os ventos?!

  • A Cidade dos Homens Livres

    Carlos Omar Villela Gomes

    Um povoado se fez Com seus esteios de fé... Erguido com altivez, Veio mostrar o que é.

    7ª Colheita de Versos Abdon Batista - SC
  • A Culpa é Tua!

    Carlos Omar Villela Gomes

    Se não estás aqui não tenho culpa, Mas se eu estou aqui, a culpa é tua! Não soube dos teus trancos e teus sonhos, Nem lembro dos teus passos pelas ruas.

    12ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • A Espada

    Carlos Omar Villela Gomes

    A espada é feito uma pena que escreve com cor de sangue... O instinto e a loucura refletindo no metal; Os motivos e a bravura

  • A Janela do Nada

    Carlos Omar Villela Gomes e Bianca Bergmam

    A janela do nada não mostrava nada, Numa falta de tristeza e alegria sem igual. Debruçado sobre o tempo, transparência emoldurada... De um nada sobre o outro, fui erguendo o meu quintal.

    15º Bivaque da Poesia Gaúcha
  • A Minha Alma se Afogou no Rio

    Carlos Omar Villela Gomes

    A minha alma se afogou no rio... Peço desculpas se não convidei Os amigos pra o funeral, Mas foi tudo muito rápido, brutal,

  • A Moça dos Olhos Brancos

    Carlos Omar Villela Gomes

    Não sei se vem de longe este desejo que me faz navegar tantos mates... Um beijo doce transborda no manto azul dos meus sonhos,

    8ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • A Montanha do Tio Anco

    Carlos Omar Villela Gomes

    Meu tio tem uma montanha... É uma montanha encantada! A grandeza da paisagem Contraponteia meus passos,

    19ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • A Sanga Beijou Meus Pés

    Carlos Omar Villela Gomes

    A sanga beijou meus pés nessa tarde... Não pedi, foi algo natural, de improviso. Ela simplesmente chegou, Beijou meus pés e continuou a correr.

  • A Semente e o Cimento

    Carlos Omar Villela Gomes

    Eu sou apenas palavras Pelas palavras de alguém; Eu não respeito ninguém, Apenas semeio o nada.

    26ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • A Toca do Tatu

    Carlos Omar Villela Gomes

    A toca do tatu é esconderijo Onde o bichinho se resguarda e se protege; Onde tão frágil, se preserva dos perigos... É a natureza, que tão sábia, sempre rege.

  • A Última Dança

    Carlos Omar Villela Gomes

    Chegou num tranco seguro De dono, líder, patrão... Fazendo contrapartida Ao tranco do coração.

    10º Bivaque da Poesia Gaúcha
  • Alma Antiga

    Carlos Omar Villela Gomes

    A eternidade é lagoa Por onde o tempo navega... O tempo, que abençoa Gerações e gerações.

  • Amo e Basta

    Carlos Omar Villela Gomes

    I Amor! Amor eterno e constante... A vida se inunda dessa aguada; Palavras nunca dizem o bastante...

    6º Esteio da Poesia Gaúcha
  • As Asas da Poesia

    Carlos Omar Villela Gomes e Bianca Bergmam

    As asas da poesia não têm plumas Mas revoam muito além do céu imenso; Levam junto as raízes do que penso E propagam claridade frente às brumas.

    17ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Batará

    Carlos Omar Villela Gomes

    Batará, galo entonado, não floxas nem no lançante, Porque nasceste cercado por uma cepa maior; Batará, plumagem buena, um taura que se garante, Mas ninguém vê em teu semblante o que tens em sangue e suor.

    8º Esteio da Poesia Gaúcha
  • Cabriúva

    Carlos Omar Villela Gomes

    O vento vil não me verga Nem quebra a fibra da estampa Que o lombo forte do pampa Um dia viu florescer;

    15ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Cerração

    Carlos Omar Villela Gomes

    Cerração, não me assusta o teu cenho, Quando cerras, negando o futuro; Quando cegas os sonhos que tenho Meu cavalo é um morcego no escuro.

    5ª Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula
  • Costeando o Mundo

    Carlos Omar Villela Gomes

    Não se debruçam meus sonhos Em parapeitos rachados... Nem nas janelas gradeadas Que teimar em se fechar.

    11ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Crucificado

    Carlos Omar Villela Gomes

    Meus sonhos, ideais, a minha força; Ungi com água benta minhas esporas Já cansadas de garrões e de puaços.

  • De Alma Inteira

    Carlos Omar Villela Gomes

    Retoçou o peito feito potro arisco renegando freio... Já mirei na volta, procurando as portas pra saltar bem longe dessa solidão.

  • De Costas

    Carlos Omar Villela Gomes

    De costas, fora de pulha, é assim que vejo o mundo... É assim que vejo os dias que passam ao meu redor, Contemplo o chão, deixo as casas, reviro a alma nas brasas E bato meu par de asas pra revoar da razão.

  • Desamor

    Carlos Omar Villela Gomes

    Gota a gota, afogou o que era belo E eu finei na torre alta de um castelo Que, sem base, foi criado pra afundar.

    14ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Do que Falam os Sonhos

    Carlos Omar Villela Gomes

    Suspira a folha amarela De um caderno envelhecido, Como buscando respostas Que ninguém mais encontrou;

  • Dos que se Foram

    Carlos Omar Villela Gomes

    Tudo parte de um fogo quase extinto e uma pequena cruz Onde um rosto sofrido parece me olhar... Já não há dor, mas sim uma saudade mansa Que não me abandona nem me deixa esquecer.

  • E a Terra Não Esqueceu

    Carlos Omar Villela Gomes

    Sob meus pés o silêncio, Sobe meus pés o destino De gerações estraviadas Pelas pateadas do tempo .

  • Eu e o Meu Tambor

    Carlos Omar Villela Gomes e Bianca Bergmam

    “ Abrindo nossos trabalhos Pedimos a proteção Ao nosso Pai Oxalá Para cumprir nossa missão.”

    24ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Fada Gaúcha

    Carlos Omar Villela Gomes

    Eu vi uma fada gaúcha... Voava no meu coração; Pilchada com suas asinhas, Luzia encanto e paixão.

  • Guarita

    Carlos Omar Villela Gomes

    Como chegou, ninguém sabe, Ninguém viu nem se importou... Apenas passos cansados E um silêncio que restou.

    9ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Hoje é um Bom Dia pra se Morrer

    Carlos Omar Villela Gomes

    “ Hoje é um dia bom pra se morrer...” Pensou repentinamente, sentindo a alma nos olhos... Assuntou consigo mesmo na paz da varanda antiga...

    6ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Jayme e os Dez Mil Poetas

    Carlos Omar Villela Gomes

    Jaime abriu os olhos mansamente, Num silêncio de poço... Sentou, fechou um palheiro, Olhou pra os lados mas não viu ninguém...

  • Lírica

    Carlos Omar Villela Gomes

    I Um mundo de silêncio e pedra bruta Jazia sob as nuvens carregadas; No sangue, que verteu de tantas lutas...

    22ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Louco de Atar

    Carlos Omar Villela Gomes

    Eu sou louco de atar e tenho dito! Sou louco de pitar papel carbono... Amarrar cachorro com linguiça E achar que esta terra ainda tem dono.

    6ª Tertúlia da Poesia - Santa Maria
  • Marca e Sinal

    Carlos Omar Villela Gomes

    0 tom do vento murmura teu nome Quando recorta a madrugada fria; Tem sonhos, sombras e assombros... Tem gosto de nostalgia.

    2º Esteio da Poesia Gaúcha
  • Minha Casa na Árvore

    Carlos Omar Villela Gomes

    A minha casa na árvore É um castelo encantado; Meu pai ergueu cada tábua E terminou seu telhado.

  • Na Boca do Poço

    Carlos Omar Villela Gomes

    A aura do poço era densa, Não fazia jus à água que acolhia... A água vinha da terra, do fundo da terra, O poço veio dos homens, da sede dos homens.

  • O Arco e a Flecha

    Carlos Omar Villela Gomes

    Poesia é flecha, a alma é um arco... Futuro é um alvo que a alma tem; Estamos todos no mesmo barco... Se ele naufraga vamos também!

  • O Corajoso

    Carlos Omar Villela Gomes

    Voluntário! Falou. Não disse o nome, mas não foi esse o apelido que ficou... Os nervos de aço, os braços de tarumã, grandes olhos negros feito a própria guerra

    4ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • O Dono de Mim

    Carlos Omar Villela Gomes e Bianca Bergmam

    Partiu... Se foi embora ao romper da madrugada, Não levou as malas, nem se despediu. Só deixou pra trás dois ou três pertences,

    4º Esteio da Poesia Gaúcha
  • O Eterno e o Etéreo

    Carlos Omar Villela Gomes

    O tempo tem movimentos que o eterno ignora, A eternidade é um momento que soma todas as horas. Não concebe pensamentos se esvaindo a cada instante, Pois somente resta eterna a ideia que se garante.

    5ª Tertúlia da Poesia - Santa Maria
  • O General

    Carlos Omar Villela Gomes

    Os olhos voaram longe com asas rubras de sangue E até a penumbra calou... O gosto afiado do aço ainda pairava cortando O tempo escasso de alguém.

  • O Grande Anão

    Carlos Omar Villela Gomes

    O grande anão não usava alpargatas Nem botas de cano alto... Andava de pé no chão. Ia despacito criando rumos no seu itinerário incerto

  • O Homem do Avesso

    Carlos Omar Villela Gomes

    Picava fumo meio sem jeito naquela hora sebruna; Era um fumo dos buenos, amarelito, “flor de tropa” do bolicho velho, Era um homem dos buenos, bem gaúcho,“flor de tropa” de qualquer galpão.

  • O Homem que Encantava Facas

    Carlos Omar Villela Gomes

    O talho que fere fundo não mostra a sina da faca... a faca é mais que seu corte... É mais que o golpe do braço.

  • O Mistério das Palhas

    Carlos Omar Villela Gomes e Bianca Bergmam

    E lá se ia o tal velho Com quatro cestos nas costas, Cheios de palhas e sonhos... Frente aberta nessa estrada,

    3º Esteio da Poesia Gaúcha
  • O Olhar da Pedra

    Carlos Omar Villela Gomes

    A pedra inerte mirava o tempo inquieto passar Firmava o olhar de pedra nas horas, sempre corridas; A pedra não tinha febres na sina de não andar... Queimava pelas fogueiras do seu desejo de vida!

  • O Poço que Fiz pra Mim

    Carlos Omar Villela Gomes

    Cavei um poço pra mim Que cobre além do pescoço; É um poço velho, sem fim, Maior que o mais fundo poço.

    2º Festival Unidos pela Tradição (Virtual) - Tapejara
  • O que Procuro...

    Carlos Omar Villela Gomes

    Não está à mercê das traças nem da poeira insistente... Não se encontra dentro de algum livro Nem colado nas folhas de um caderno. O que procuro não está nos envelopes velhos, nos jornais antigos

  • O Saci de Duas Pernas

    Carlos Omar Villela Gomes

    O Saci de duas pernas Resolveu passear aqui... Veio de longe, faceiro Diferente do que eu vi.

    Poemas Para a Infância - 10º Celeiro da Poesia
  • O Sétimo Dia

    Carlos Omar Villela Gomes

    O sétimo dia chegou cedo... Cedo demais ou me perdi nas contas E eu aqui, sem uma flor sequer; Sequer um choro pra lavar minha alma,

    13ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • O Velho Testamenteiro

    Carlos Omar Villela Gomes

    O velho testamenteiro abriu quieto o envelope Que exigia sua função... Na sala escura a família, num luto dos bem sentidos, Aguardava o conteúdo do envelope timbrado...

    16ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Ocaso

    Carlos Omar Villela Gomes

    O ocaso deu “oh de casa!”, sem nem eu ver de onde vinha... Chegou bem mais que montado, mas sequer se apresentou; Quando notei, fui tomado de assombros e ladainhas Em uma prosa mesquinha com quem jamais me escutou.

    2ª Tertúlia da Poesia - Santa Maria
  • Olhos Negros

    Carlos Omar Villela Gomes

    Passo a passo, tento a tento, A vida segue seu tranco Pelos fundões desses campos Que São Pedro apadrinhou.

  • Os Caveiras e o Engodo da Morte

    Carlos Omar Villela Gomes

    Os olhos nem se cruzavam desde a saída pra lida... Um vinha mais que montado num baio que era um colosso,

    10ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Os Primeiros Ventos

    Bianca Bergmam e Carlos Omar Villela Gomes

    Os primeiro ventos sopraram sobre a Terra imóvel... Dando movimento para as sangas rasas, Onde os anjos puros se banhavam nus.

    1º Sinos do Verso Gaúcho
  • Paixão e Pedra

    Carlos Omar Villela Gomes

    A paixão é rio fecundo, a pedra parece estéril, A paixão zomba do mundo, esquece que o mundo é sério. A pedra segue calada, inerte, mas imponente, Colocando em xeque-mate o que vale a alma da gente.

    3ª Tertúlia da Poesia - Santa Maria
  • Pranto e Pó

    Carlos Omar Villela Gomes

    Não! Não pronuncies mais meu nome! Estás totalmente proibida... Te nego integralmente esse direito Com a mesma lei que me negou a vida!

  • Prenhes

    Carlos Omar Villela Gomes

    Minha alma está prenha, barriguda... Não sei se de pandorgas, cata-ventos; Ou seriam girassóis extemporâneos Contrariando o grande astro em movimento?

    1º Garimpo da Poesia Gaúcha (Virtual) - São José do Ouro
  • Quando o Sol Caiu

    Carlos Omar Villela Gomes

    Quando o sol caiu não solucei, Enchi o peito com o ar que ainda tinha E pensando estar pensando não pensei.

    2ª Querência da Poesia Xucra
  • Quilombo do Morro Alto

    Carlos Omar Villela Gomes

    Não me digam que sou negra de alma branca, Pois minha alma tem a cor que eu mesma ostento! Negra minha pele, sim senhores, Negra minha alma, com orgulho!

    11ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Rancho de Luz

    Carlos Omar Villela Gomes

    Sentado à mesa, o mate novo, a vela acesa, o olho turvo Ouço mil cascos em disparada, lá por de trás da coxilha E o Negrinho gorjeia seu riso, por ter achado a tropilha Dou-te o lume da vela, a prece prometida

  • Redenção

    Carlos Omar Villela Gomes

    Domingo ensolarado neste outubro febril Onde caminho sem pressa, despretensiosamente, Ou melhor, com a mais singela pretensão De quem, apesar de interiorano,

  • Romance das Nove Estrelas

    Carlos Omar Villela Gomes

    São nove estrelas que eu vejo deste meu apartamento... Nove estrelas que se mostram nas funduras do que penso; São estrelas de saudade, de alma e de sentimento, Me trazendo um céu de sonhos, bem maior que o próprio tempo.

    7º Esteio da Poesia Gaúcha
  • Sangrador

    Carlos Omar Villela Gomes e Mateus Neves da Fontoura

    Pulsa um verso dentro da alma Pela artéria da poesia, Onde a vida principia E a folha, em branco, inquieta

    4ª Tertúlia da Poesia - Santa Maria
  • Solidão e Paz

    Carlos Omar Villela Gomes

    Meu olhar revoa nesta hora mansa, talvez um anjo me acarinhe agora; os sonhos vertem cores, a singrar lembranças... As cores de paisagens que jamais perdi.

  • Toda Gente que Eu Conheço...

    Carlos Omar Villela Gomes

    Hoje eu descobri uma coisa E vou lhes dizer o que é... Toda gente que eu conheço Tem cinco dedos em cada pé.

    1ª Tertúlia da Poesia - Santa Maria
  • Todos os Ventos

    Carlos Omar Villela Gomes

    O coração que nos leva pulsa forte E mostra em seu sangue porque veio... Porque se inscreveu nestes silêncios Que marcam suas pegadas pela areia.

    12ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Últimos Carreteiros

    Carlos Omar Villela Gomes

    Não sou as rugas e os cortes Que a vida marca em meu couro... Sou bem mais que algum lamento À beira deste fogão.

    10ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Um Sonho e Nada Mais...

    Carlos Omar Villela Gomes

    Espalhou na madrugada seu olhar, Como campeando os motivos Dos tantos rastros deixados, Dos retratos apagados

  • Um Violão Abandonado

    Carlos Omar Villela Gomes

    A noite beijou meu rosto com ar de mãe carinhosa, Desenredou sua prosa entre sussurros perdidos;

    14º Bivaque da Poesia Gaúcha
  • Uma Corrente Chora

    Bianca Bergmam e Carlos Omar Villela Gomes

    Uma corrente chora a dor de seus fantasmas, Na dor da morte, a eternidade a lhe assombrar; Aprisionada por si mesma ela soluça Prantos ocultos pelos uivos do lugar.

    17º Bivaque da Poesia Gaúcha
  • Verso e Reverso de uma Medalha de Guerra

    Carlos Omar Villela Gomes

    Tremem minhas mãos neste momento, A voz que chama tem um timbre ácido... O espelho frente aos olhos refletindo as cores De uma bandeira linda que empunhei sem medo.