Galpão do Verso
Poetas

Colmar Pereira Duarte

37 poemas

Poemas

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  • A La Deriva

    Colmar Pereira Duarte

    Dónde irás, pescador con tus sedales, noche a dentro en el rumbo de un lucero? La inmensidad tranquila del remanso guarda el secreto azul de tu pesquero.

  • A Lança de Ébano

    Colmar Pereira Duarte

    Conto como me contaram, Vendo assim como comprei. Aqui vai tudo o que sei - misto de lenda e de historia -

  • A Vida Imita as Estações

    Colmar Pereira Duarte

    vida imita as estações Ao vê-las em ciclos sempre iguais, Sempre girando. Sem pressa ou pausa

  • Andante

    Colmar Pereira Duarte

    La risa de la mañana de cara reciém lavada espantó para otra noche el suicidio que él passara mateando

  • As Sete Provas

    Colmar Pereira Duarte

    O verdadeiro amor a si se basta, Embora posto à prova A toda hora.

  • Campo a Fora

    Colmar Pereira Duarte

    Quando me dei por conta A vida potra ia de cola alçada campo a fora.

  • Caraguatás

    Colmar Pereira Duarte

    Que segredo esconderás Incompreendido e sisudo? Tua rudeza de espinhos, Num silêncio ponteagudo

  • Caravoltas

    Colmar Pereira Duarte

    Gaudério. Sem cabrestos nem colheras Para me tironear o coração. Atrelava nos ventos meu destino.

  • Cheratã

    Colmar Pereira Duarte

    Meu amor pela Terra não é cego. Não é paixão feroz, desenfreada. Nem tem o espanto, o ciúme e a saudade Desse amor da primeira namorada.

  • Cheretã

    Colmar Pereira Duarte

    Se a terra tinha dono E se foi dito ou não, por Tiarajú, A quem bania os índios Pra dividir a posse desse chão.

    10ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Como a Chuva

    Colmar Pereira Duarte

    Cai a chuva E vai matando a sede Da terra, aberta em bocas ressequidas; Serpenteando nos sulcos, dando a vida

  • Conto sem Fadas

    Colmar Pereira Duarte

    Quando me descobri, Mudo de espanto, E alcei os olhos para o horizonte, Vi os tropeiros

  • De que Vale

    Colmar Pereira Duarte

    De que me vale a força destes pulsos que enforcam xucros, sujeitam baguais, se não puder prender suas frágeis mãos,

  • Domingueadas

    Colmar Pereira Duarte

    Nós não mudamos o tempo; com o tempo nós mudamos. Hoje nas canchas de tava

  • Duas Datas

    Colmar Pereira Duarte

    Na pedra somente o nome e duas datas, mais nada. Nas datas, os dois sinais: para o nascimento, a estrela,

    7ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Estações

    Colmar Pereira Duarte

    Ao vê-las em ciclos sempre iguais, Sempre girando. Sem pressa ou pausa O tempo vai passando

  • Estradas de Vida

    Colmar Pereira Duarte

    Me perco, às vezes, contemplando a estrada que se prolonga ao rumo do infinito; Atrás, há um rastro de ilusão passada, à frente, os sonhos de um viver bonito.

  • Herança

    Colmar Pereira Duarte

    Vim de um tempo em que as distâncias eram léguas de silêncio e o pampa, um deserto verde.

  • História Antiga

    Colmar Pereira Duarte

    Seu pai fora bolicheiro. Por essas razões da vida Que até mesmo quem mais sabe

    12ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Identificação

    Colmar Pereira Duarte

    Um poeta, ao abrir os olhos No passaporte pra sonhos traz nas mãos a própria cruz que desconhecem fronteiras, - prantos de outras Marias, um visto de permanência sonhos de outros Jesus. com prazo pra vida inteira.

  • Metamorfose

    Colmar Pereira Duarte

    Que ele era uma alma boa todo pago já sabia. O ser bom depois que morre

  • O Ciclo da Espera

    Colmar Pereira Duarte

    Olhos longe, no verde das coxilhas, a espera pelo filho a cada tarde, como se ele voltasse das guerrilhas e não de seu ofício de campeiro.

  • Por Isso Canto, Talvez

    Colmar Pereira Duarte

    Aprendi a montar com um charrua. Moldou-me o sentimento lusitano e este porte, altivo e soberano foi herança do homem andaluz.

  • Prá Ser Sombra

    Colmar Pereira Duarte

    Cresci no meio dos pastos buscando o sol, por instinto. E foi a ânsia que sinto de desvendar minha sorte,

  • Quando Digo um Poema

    Colmar Pereira Duarte

    esse poema sou eu, nessas palavras que floresceram de mim, na minha fala, se há espinhos e o poema cala, a flor dos lábios – úmida, entreaberta-

    6ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Reincidência

    Colmar Pereira Duarte

    Amanhece sobre os campos. A bruma que se esgarça nos banhados E esconde as sangas E o capim molhado,

    1ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Romance de Estrada e Tempo

    Colmar Pereira Duarte

    Como rugas na testa da coxilha, vão-se estendendo as huellas paralelas. Ocultando, entre cardos e flexilha, o que a vida escreveu

  • Romance do Domador

    Colmar Pereira Duarte

    Foi domador, como tantos, mas domava como poucos. Do berço trouxera a sina de ginete e “saidor”;

    9ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Saga

    Colmar Pereira Duarte

    Com pão e vinho celebrei a vida Com os olhos no céu Trancei meu norte. Com mil cruzes

    5ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Tempo de Viver

    Colmar Pereira Duarte

    Um dia, Eu teria talvez uns vinte anos, Tomei coragem e encilhei o pingo Pra campear a sorte em outros pagos.

  • Tropa

    Colmar Pereira Duarte

    São tantos os bois da tropa que vão berrando, por diante; seguindo o som do berrante e o aboio dos repontes.

  • Último Ato

    Colmar Pereira Duarte

    A morte chegou de quieto, com alpargatas farpudas de tanto campear viventes.

    4ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Universos

    Colmar Pereira Duarte

    Alheio às conquistas espaciais, longe dos homens que engenham guerras, sabe apenas das coisas que o rodeiam nesse seu mundo,