A La Deriva
Colmar Pereira Duarte
Dónde irás, pescador con tus sedales, noche a dentro en el rumbo de un lucero? La inmensidad tranquila del remanso guarda el secreto azul de tu pesquero.
37 poemas
Colmar Pereira Duarte
Dónde irás, pescador con tus sedales, noche a dentro en el rumbo de un lucero? La inmensidad tranquila del remanso guarda el secreto azul de tu pesquero.
Colmar Pereira Duarte
Conto como me contaram, Vendo assim como comprei. Aqui vai tudo o que sei - misto de lenda e de historia -
Colmar Pereira Duarte
O coitado era louco... Descansou. Que Deus o tenha em sua santa glória!
Colmar Pereira Duarte
vida imita as estações Ao vê-las em ciclos sempre iguais, Sempre girando. Sem pressa ou pausa
Colmar Pereira Duarte
La risa de la mañana de cara reciém lavada espantó para otra noche el suicidio que él passara mateando
Colmar Pereira Duarte
O verdadeiro amor a si se basta, Embora posto à prova A toda hora.
Colmar Pereira Duarte
Pedro Veloso está preso. Sentado à um canto da cela rumina recordações...
Colmar Pereira Duarte
Quando me dei por conta A vida potra ia de cola alçada campo a fora.
Colmar Pereira Duarte
Que segredo esconderás Incompreendido e sisudo? Tua rudeza de espinhos, Num silêncio ponteagudo
Colmar Pereira Duarte
Gaudério. Sem cabrestos nem colheras Para me tironear o coração. Atrelava nos ventos meu destino.
Colmar Pereira Duarte
Meu amor pela Terra não é cego. Não é paixão feroz, desenfreada. Nem tem o espanto, o ciúme e a saudade Desse amor da primeira namorada.
Colmar Pereira Duarte
Se a terra tinha dono E se foi dito ou não, por Tiarajú, A quem bania os índios Pra dividir a posse desse chão.
Colmar Pereira Duarte
Cai a chuva E vai matando a sede Da terra, aberta em bocas ressequidas; Serpenteando nos sulcos, dando a vida
Colmar Pereira Duarte
Quando me descobri, Mudo de espanto, E alcei os olhos para o horizonte, Vi os tropeiros
Colmar Pereira Duarte
De que me vale a força destes pulsos que enforcam xucros, sujeitam baguais, se não puder prender suas frágeis mãos,
Colmar Pereira Duarte
Nós não mudamos o tempo; com o tempo nós mudamos. Hoje nas canchas de tava
Colmar Pereira Duarte
Na pedra somente o nome e duas datas, mais nada. Nas datas, os dois sinais: para o nascimento, a estrela,
Colmar Pereira Duarte
Ao vê-las em ciclos sempre iguais, Sempre girando. Sem pressa ou pausa O tempo vai passando
Colmar Pereira Duarte
Me perco, às vezes, contemplando a estrada que se prolonga ao rumo do infinito; Atrás, há um rastro de ilusão passada, à frente, os sonhos de um viver bonito.
Colmar Pereira Duarte
Vim de um tempo em que as distâncias eram léguas de silêncio e o pampa, um deserto verde.
Colmar Pereira Duarte
Seu pai fora bolicheiro. Por essas razões da vida Que até mesmo quem mais sabe
Colmar Pereira Duarte
Um poeta, ao abrir os olhos No passaporte pra sonhos traz nas mãos a própria cruz que desconhecem fronteiras, - prantos de outras Marias, um visto de permanência sonhos de outros Jesus. com prazo pra vida inteira.
Colmar Pereira Duarte
Que ele era uma alma boa todo pago já sabia. O ser bom depois que morre
Colmar Pereira Duarte
Esse baio era maleva! E o Quirino bem sabia. Bulido,
Colmar Pereira Duarte
Olhos longe, no verde das coxilhas, a espera pelo filho a cada tarde, como se ele voltasse das guerrilhas e não de seu ofício de campeiro.
Colmar Pereira Duarte
Aprendi a montar com um charrua. Moldou-me o sentimento lusitano e este porte, altivo e soberano foi herança do homem andaluz.
Colmar Pereira Duarte
Cresci no meio dos pastos buscando o sol, por instinto. E foi a ânsia que sinto de desvendar minha sorte,
Colmar Pereira Duarte
O pingo atado ali no parapeito, mascando o freio, farejando a noite,
Colmar Pereira Duarte
esse poema sou eu, nessas palavras que floresceram de mim, na minha fala, se há espinhos e o poema cala, a flor dos lábios – úmida, entreaberta-
Colmar Pereira Duarte
Amanhece sobre os campos. A bruma que se esgarça nos banhados E esconde as sangas E o capim molhado,
Colmar Pereira Duarte
Como rugas na testa da coxilha, vão-se estendendo as huellas paralelas. Ocultando, entre cardos e flexilha, o que a vida escreveu
Colmar Pereira Duarte
Foi domador, como tantos, mas domava como poucos. Do berço trouxera a sina de ginete e “saidor”;
Colmar Pereira Duarte
Com pão e vinho celebrei a vida Com os olhos no céu Trancei meu norte. Com mil cruzes
Colmar Pereira Duarte
Um dia, Eu teria talvez uns vinte anos, Tomei coragem e encilhei o pingo Pra campear a sorte em outros pagos.
Colmar Pereira Duarte
São tantos os bois da tropa que vão berrando, por diante; seguindo o som do berrante e o aboio dos repontes.
Colmar Pereira Duarte
A morte chegou de quieto, com alpargatas farpudas de tanto campear viventes.
Colmar Pereira Duarte
Alheio às conquistas espaciais, longe dos homens que engenham guerras, sabe apenas das coisas que o rodeiam nesse seu mundo,