Galpão do Verso
Poetas

João Antônio Marin Hoffmann

12 poesias

Poesias

  • Carta ao Amigo Rio Grande

    João Antônio Marin Hoffmann

    Meu velho amigo Rio Grande, Na voz dos bichos, da chuva, a noite pranta lamentos, Pois é tempo d’invernia destoutro lado da terra. . . Também eu, choro o momento ao te contar tal enredo,

  • Dois Amantes

    João Antônio Marin Hoffmann

    A vida (este parêntesis) entre nascimento e morte, É um intervalo de tempo com todo tipo de sorte... Pr'alguns cancha reta muito curta, vivida de forma agreste, Mas não foi pra o João da Nica, que viveu na plenitude

    IV Tertúlia da Poesia - Santa Maria
  • Domandas

    João Antônio Marin Hoffmann

    Qual palavra proferida, que não retorna pra fonte, Feito seta disparada, busquei um novo horizonte... Não nasci pra ter arreios, muito menos pra ter baia, Ninguém pra quebrar meu “queixo”, nem sequer moldar meu lombo,

  • Flor de Liz

    João Antônio Marin Hoffmann e Sebastião Teixeira Corrêa

    Quando o sol vai repontado Pela lua no horizonte... Na sombra d’um tarumã, Me bombeiam d’outro lado

  • Lá no Cerro dos Porongos

    João Antônio Marin Hoffmann

    Assim cresceram os dois, com parescença de irmãos. O branco, fez-se maestro no manuseio da pena! O mulato, mais campeiro, com precisão de doutor No manuseio da faca, fez graduação no carneio.

    21ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Lira de Campo e Rio

    Juarez Machado de Farias e João Antônio Marin Hoffmann

    A paisagem que eu carrego na garupa da lembrança é uma sanguinha cantora, olhando quem vai na estrada...

  • Madrugada de Novembro

    João Antônio Marin Hoffmann e Sebastião Teixeira Corrêa

    Retesou-se o nó dos dedos, quando beijou a madeira. Isaura, sempre a primeira nas lides do amanhecer, Da porta de duas abas, frinchou o cume da mesma, Numa cautela arredia, pois estas horas, diacho,

  • Na Tafona do Seu Duga

    Sebastião Teixeira Corrêa e João Antônio Marin Hoffmann e João Adauto da Silveira

    Prás bandas do palmital, onde o sal tempera o chão, Nas manhãs frias de julho a lida desperta o sol, Pr’alguns Joões que a vida, não foi assim generosa, Pois, nesta plaga arenosa, quando opções se consomem,

    14ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • O Braço Forte do Avô

    Sebastião Teixeira Corrêa e João Antônio Marin Hoffmann

    A mão cansada do velho A muito custo segura O frágil braço do neto, Na iminência do abismo

    Querência da Poesia Xucra Virtual – 27 Anos
  • Reculuta de Versos

    Sebastião Teixeira Corrêa e João Antônio Marin Hoffmann

    Matear ao pé do fogo divaga nossos pensares, E nestas horas que a gente dá asas pro pensamento... O meu, engarupou-se no vento,

    II Querência da Poesia Xucra
  • Romance d'um Pôr de Sol

    Sebastião Teixeira Corrêa e João Antônio Marin Hoffmann

    Por de sol é fim de tarde. Cambona escuta calada Do braseiro o cochichado… A fumaça matizada

  • Sesmaria d'Água e Sal

    João Antônio Marin Hoffmann e Sebastião Teixeira Corrêa

    Tava incrustrado no couro, já era herança de vidas... Queria cambiar deveras, de posteiro, minha lida, Quando o capataz matreiro deu-me um presente de grego, Já me esperava ençilhado, o maula de cabos negros...

    13ª Sesmaria da Poesia Gaúcha