Galpão do Verso
Poetas

José Luiz Flores Moró

36 poemas

Poemas

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  • A Menina e os Pirilampos

    José Luiz Flores Moró

    O sonho galopava a juventude Por um tapete verde-musgo iluminado Quando a noite anoitecia as suas cortinas Para outra cena de contos e quimeras...

    1º Versos e Cantigas da Juventude Gaúcha – Farroupilha
  • A Saga das Carretas

    José Luiz Flores Moró

    No princípio... Foram patas de cavalos Que cortaram trilhas pelos campos virgens Transportando rumos e ombreando origens,

    15º Bivaque da Poesia Gaúcha
  • A Tasca da Terezona

    José Luiz Flores Moró

    Elas vieram se achegando Uma a uma.. Trazendo os corpos e os planos Empoeirados de lágrimas e estradas

    Concurso de Poesias Gauchescas – 32º Rodeio de Vacaria
  • Afogados

    José Luiz Flores Moró

    Mescla de barro e taquara Entaipei as quatro paredes, Cobrindo, devagarito, com feixes de santa-fé. Com leivas de tabatinga

  • Agnus Dei

    José Luiz Flores Moró

    I De olhar sublime no mirar do nada, doando o corpo para a oferenda, transporta a vida (morte de encomenda)

    6ª Tertúlia da Poesia - Santa Maria
  • Alma Tapera

    José Luiz Flores Moró

    Minha alma também é uma tapera Oculta aos muitos matagais dos anos, Sementando os grãos dos desenganos Que o vento planta no final das tardes,

  • Ânsias Libertas

    José Luiz Flores Moró

    I Escancarei porteiras da minha alma Pra libertar alguns potros do passado

    1º Festival Querência Amada - Rolante
  • Aquelas Luzes que Perdi no Dia

    José Luiz Flores Moró

    I É uma noite medonha... Muito fria, A que transponho solito... Cavalgando, Meio sem rumo, em trevas, procurando

    13ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Do Alfa ao Ômega

    José Luiz Flores Moró

    Havia uma rua... Uma noite de lua... E, inevitavelmente, Um borracho... com a alma de uma estrela xirua...

    2ª Tertúlia da Poesia - Santa Maria
  • Doces Bonecas

    José Luiz Flores Moró

    Dei luz à bruxa de pano Nos partos da brincadeira E beijei cabelos de linha Para mimar meu rebento!

  • Elo Perdido

    José Luiz Flores Moró

    Um ar de bruma entre a janela aberta contrastando o sol em primavera que o setembro derruba na manhã... O pai-de-fogo morrendo no galpão

    5º Esteio da Poesia Gaúcha
  • Em Nome do Pai

    José Luiz Flores Moró

    I Em nome do Pai cheguei ao Filho E aos antigos Seus ensinamentos... Vaguei pelos sagrados testamentos

    1º Esteio da Poesia Gaúcha
  • Eu Vi

    José Luiz Flores Moró

    Eu vi Que tinham me visto E que riam das pilchas que visto Dia desses, na cidade...

  • Guerra e Lavra

    José Luiz Flores Moró

    Nesses tempos Já não havia tempo para a paz... A boiada foi pastar silêncios no fundo da invernada, O arado perdeu o jeito de brincar com a terra

  • Luzes do Campo

    José Luiz Flores Moró

    Desde piazito que eu araganeava pelas lides teatinas das estâncias. Porém, necessitava ter constância e dar de rédeas à curiosidade,

  • Meu Mundo

    José Luiz Flores Moró

    Meu mundo antigo é de lonjuras vastas pra além de mim, a me forjar a estampa! E faz pensar que esse universo todo é só um pedaço que se ergueu do pampa.

    1º Festival Virtual Albeni do Carmo
  • Minhas Bonecas

    José Luiz Flores Moró

    Costurei bruxas de pano nos partos da brincadeira E eu sei, nesses meus conceitos, de que fui mãe verdadeira Da infância de minhas bonecas ...

    19ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Na Pausa da Inspiração

    José Luiz Flores Moró e Ari Pinheiro

    Existem certos momentos Em que a inspiração adormece E o poeta parece Viver um estranho torpor...

    20ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Nas Buscas de um Cinamomo

    José Luiz Flores Moró

    Nem sei se há em nós a mesma idade... Mas crescemos sorvendo o mesmo mate Que as manhãs derramam, feito orvalho, No corpo-caule da árvore-guri.

  • No Meio de um Mate e Outro

    José Luiz Flores Moró

    No meio de um mate e outro Remonto as sobras de mim Que se perderam a lo largo Quando a vida me quedou

    4º Esteio da Poesia Gaúcha
  • O Filho Varão

    José Luiz Flores Moró

    Quando os primeiros fios de barba me mancharam o rosto E a pompa de ser homem deu-me asas No nômade motriz dos meus sentidos, Parti do rancho ninho dos meus pais

    12ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • O Retorno e o Princípio

    José Luiz Flores Moró

    O tempo rabiscou gris na paisagem Que o pingo amassa nas patas dessa volta... Os palanques, ainda em pé no corredor,

    3ª Tertúlia da Poesia - Santa Maria
  • Pago Vazio

    José Luiz Flores Moró

    Sopra um minuano na pele do chão, Descansa o violão no colo de um banco E o pampa adormece num sono solito Ao lume proscrito de algum pirilampo...

    2º Esteio da Poesia Gaúcha
  • Patas de Cavalo

    José Luiz Flores Moró

    Patas e patas de cavalo! Que o trecho é vago pra quem não tem rumo E a hora é longa pra quem não tem pressa!

  • Pechinchas

    José Luiz Flores Moró

    Ainda a pouco, Nas avenidas da cidade, Um índio velho oferecia, em altos brados, Quinquilharias que a ninguém interessava:

  • Pelos Caminhos das Cheias

    José Luiz Flores Moró

    Mas “oigate” mês de março Caborteiro e enchuvalhado ! Chorando léguas de mares Sobre os destinos molhados!

  • Pelos Sonetos da Guerra

    José Luiz Flores Moró

    Quando a primeira vez que fui à guerra, Perseguia meus instintos de guerreiro... De lança em punho... Como quem não erra...

    14º Bivaque da Poesia Gaúcha
  • Pó de Estrada

    José Luiz Flores Moró

    Nas guaritas bambas das porteiras fui sentinela em tardes de guri da teatina vida das estradas... Olhos distantes, de lonjura a fora,

    1ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Proseadas Solitas

    José Luiz Flores Moró

    Antes... Bem antes da luz da madrugada, Nessa hora tranqüila em que a peonada Busca sonos no campo das lonjuras,

    12ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Recuerdos

    José Luiz Flores Moró

    Embora apague a chama aventureira Que sustenta a luz da nossa história E vá nublando nos fachos da memória Os brios da epopéia farroupilha,

  • Rimas de Rios e Remos

    José Luiz Flores Moró

    “Olha o dourado Que bateu no espinhel...” As notas são grãos de orvalho

  • Sobras na Ausência

    José Luiz Flores Moró

    I Um pouquito de canha onde, agora, mergulha um limão seco tresnoitado e cinzas no cinzeiro abarrotado

    4ª Tertúlia da Poesia - Santa Maria
  • Um Olhar para Casturina

    José Luiz Flores Moró

    Eu vi Casturina no fogo de chão, Na fôrma do pão que vai para as brasas, Nas gastas bandeiras da roupa lavada Secando as aguadas na cerca "das casas".

    5º Celeiro da Poesia – Campos Novos – SC
  • Vestida de Prenda

    José Luiz Flores Moró

    Vestido moldado na extirpe gaúcha, Em mescla de bruxa e estampa monarca, Eu trago um Rio Grande bordado entre as rendas E a raça da prenda sem dono e nem marcas!

    21ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Vozes do Maçambique

    José Luiz Flores Moró

    Os tambores são gritos não ouvidos Que o além mar engoliu destino a dentro... A terra desce do morro

    1ª Tertúlia da Poesia - Santa Maria