A Canção da Minha Infância
Jurema Chaves
Naquela casinha branca que, hoje, é uma triste ta\pêra vivi tantas primaveras semeando e colhendo flores
138 poemas
Jurema Chaves
Naquela casinha branca que, hoje, é uma triste ta\pêra vivi tantas primaveras semeando e colhendo flores
Jurema Chaves
Nas asas azuis de um sonho-ilusão Partiste, levando teu mundo e o meu São cicatrizes que o tempo adormece Porém não esquece o tempo feliz
Jurema Chaves
Chegara não sei de onde vinha num potro cansado de tanto buscar distâncias. Pilchas surradas de tempos
Jurema Chaves
0 guitarreiro é uma lenda Que voa entre os acordes De seis tentos afinados! Quando a dor aperta o peito
Jurema Chaves
Eu renasci dos escombros Das lutas tribais, em guerra, Para semear na terra Essências embalsamadas
Jurema Chaves
Vi uma linda criança sentadinha na calçada trazia a face molhada no seu pranto silencioso
Jurema Chaves
Minha alma voa silente Pelas campinas do pago Bebe o céu, colhendo estrelas Para contê-las num verso...
Jurema Chaves
O porquê dos meus silêncios Dessas ausências que trago Só tu conheces o segredo Só tu entendes meus medos
Jurema Chaves
Amanhã, quando a vida se extinguir de mim estarei presente, em tudo que amei nos versos que escrevi, no sonho que sonhei. Serei uma energia a flutuar no espaço
Jurema Chaves
Quando à noite A chorar se finda A esvair-se linda Atrás do horizonte
Jurema Chaves
Não me ofereças assim o teu sorriso Pois em mim, não há mais tempo pra sonhar Teu riso ascende em mim tantos anseios Mas a mão do tempo, já me botou o freio
Jurema Chaves
Minha alma é livre Como um colibri Mas se prende a ti, Minha flor cheirosa,
Jurema Chaves
Eu sinto tanta saudade Da aurora da minha vida, De uma casinha escondida Entre as sombras do quintal.
Jurema Chaves
Meu nome é......... Sou uma prenda mirim Gosto de viver assim, Cultuando a tradição
Jurema Chaves
Sou a beleza do pampa Desabrochando com graça, Orgulho de uma raça Altaneira e varonil,
Jurema Chaves
Cinqüenta anos vividos dia a dia, lado a lado tantos trabalhos passados tantas coisas pra contar
Jurema Chaves
Sou eu que sinto alegria plantando brilhos de estrelas pra depois ficar a vê-las brilhando no meu jardim
Jurema Chaves
Essa bruxinha de pano Que adormece em meus braços É filha da tradição A mais doce criação
Jurema Chaves
Minha bruxinha de pano, onde andarás esta hora? Não sei se te joguei fora ou se te esqueci em algum canto.
Jurema Chaves
Vejo sombras de tristeza No riso rubro da tarde Que desfalece aos pouquitos Nos braços mornos da noite
Jurema Chaves
Ah! Que saudade do céu da minha terra, De molhar os pés nos campos orvalhados, Beijar o entardecer afogueado. Ver o arco-íris se deitar na sanga
Jurema Chaves
Quero sair por aí, parar no meio do nada Buscando novas estradas, antigos rastros perdidos Ter a brisa perfumada a despertar meus sentidos E um sussurro de prece, a acariciar meus ouvidos.
Jurema Chaves
É a terra cantando a embalar o pampa a minha linda estampa de um céu multicores
Jurema Chaves
Minha terra e um poema Que tem de mais puro e belo Meu pampa verde-amarelo Berço da raça caudilha
Jurema Chaves
Cantando a terra que amo me sinto muito feliz para meu pago crioulo mil versos de amor eu fiz
Jurema Chaves
Terra que canto e que amo, Terra linda onde derramo Todas minhas emoções Pra falar às multidões
Jurema Chaves
Cansou de chorar ausências Por isso volta ao rio grande. Já emalou seus pertences O pouco que ainda guardara
Jurema Chaves
A noite constrói castelos Com paredes sonolentas Num tramado de recuerdos Rebocos de fantasias
Jurema Chaves
Leve dentro do teu peito. O encanto de Encantado pedaço de chão sagrado que representa pra mim.
Jurema Chaves
Nasci nas verdes campina E desde, muito menina, Pisando a relva molhada Cabelos soltos ao vento
Jurema Chaves
Velha chilena de prata Pendurada no galpão. Já riscaste muito chão Por este rincão, o fora.
Jurema Chaves
Canto em versos minha terra Em rimas canto meu pago Transmito o amor que trago Nas asas da emoção
Jurema Chaves
Cicatrizes são lembranças Adormecidas na alma De um sonho que feneceu Deixando leve perfume
Jurema Chaves
Se achegue para o Rio Grande se junte a nós no galpão se aqueça ao fogo de chão sinta a hospitalidade
Jurema Chaves
Estes meus cabelos pretos Eu sempre enfeito com flores É a tradição, meus senhores, Na campanha onde moro
Jurema Chaves
Quando a saudade apertar abraço meu violão nas notas de uma canção desabafo a minha mágoa
Jurema Chaves
Sou uma gaúcha pampeana, Tenho beleza aragana, Sou como o brilho da lua, Enchendo campos e ruas,
Jurema Chaves
Dia quatro de dezembro De mil, novecentos e noventa e um, Foi um dia incomum, Marcou a fatalidade
Jurema Chaves
O teu sofrer que me causa tanta dor Esta tristeza no meu rosto me angustia O teu olha, que outrora brilhou tanto, Vejo agora marejado de pranto
Jurema Chaves
Porque tua imagem invade meu mundo Invade meus sonhos Me deixa perdida de tanta ternura Envolvida no poncho azul dos teus olhos
Jurema Chaves
Que magia é essa que teu beijo exala Que feitiço existe nesse sorrir Que doce ternura o meu sonho embala Anjo meu não deixe tanto amor partir
Jurema Chaves
Que imenso orgulho me invade Por ter nascido gaúcha Mulher simples, que não luxa, Assim representa o Sul.
Jurema Chaves
Como é lindo o entardecer no meu pedaço de chão o céu vai ficando rubro e no silêncio eu descubro
Jurema Chaves
É mais um drama da vida, Escrito por mãos sofridas, Regado de riso e pranto, Tal e qual flores do campo,
Jurema Chaves
Numa manhã azulada Com melodias no ar, O meu olhar ofuscava Uma lagrima teimosa!
Jurema Chaves
No outro extremo da vida A alma livre passeia, Nas noites de lua cheia Sentada a beira do lago,
Jurema Chaves
Frondosa figueira centenária Guardiã dessa morada antiga, No aconchego de tua sombra amiga Gerações e gerações foram passando
Jurema Chaves
Minha pequena criança assim tão desprotegida pedacinho de uma vida de alguém que te ignora
Jurema Chaves
Nesse meu jeitinho simples De uma prendinha campeira Bem delicada e faceira Igual a flor da campina
Jurema Chaves
É triste ver o vento da saudade Despetalar as flores do nosso jardim Não mais ouvir da tua voz a alacridade Na soledade que deixaste em mim.
Jurema Chaves
Meu vestido é de chita Mamãe enfeitou com renda Assim vestida de prenda Eu represento meu pago
Jurema Chaves
Eu nasci pra ser poeta Trago n´alma a poesia Transformo a melancolia Em versos de amor ao pago
Jurema Chaves
Procuro olhar a vida, Com os olhos da alma. Da melancolia faço versos para cantar. Vejo teus olhos verdes,
Jurema Chaves
Eu vou falar meus patrícios sobre a minha descendência eu nasci nesta querência meu pai um gaúcho guapo
Jurema Chaves
Sou gaúcha meus senhores mesmo sendo pequenina adoro a verde campina toda bordada de flores
Jurema Chaves
Piazito quando te vejo De lenço atado ao pescoço Sinto no peito um alvoroço Do coração a pulsar.
Jurema Chaves
Gauchita brasileira, Assim tão cheia de graça, Eu sinto quando tu passas, Mimosa flor campesina,
Jurema Chaves
Como dói ver a guitarra emudecida A poeira adormeceu, bordões e primas E em mim uma dor, que não se cala Pendurado na parede aquele pala...
Jurema Chaves
Lembro com muita saudade da minha vida lá fora via o romper da aurora com papai junto ao fogão
Jurema Chaves
Sou herdeiro deste pampa Peãozinho farroupilha Criado nessas coxilhas Ouvindo o berro do gado
Jurema Chaves
No vento xucro que sopra neste Rio Grande altaneiro sinto o amor verdadeiro vibrando em minha emoção
Jurema Chaves
No natal parei olhando Pra uma linda menininha Brincando com a bonequinha No balanço, abalançar,
Jurema Chaves
Assim é São Leopoldo aqui vai nosso convite conheça nossa cidade nos fazendo uma visita
Jurema Chaves
A vida abraçou o amor Dentro do meu coração Transportei para um poema Todo sonho e emoção.
Jurema Chaves
Mesmo com chuva caindo Eu sinto a vida sorrindo Aqui bem dentro de mim. Eu sinto amor e encanto
Jurema Chaves
Senti o manto do céu me recobrindo E meus sonhos indeléveis pressentindo Esse reencontro de anseios libertados Os anjos a cantarem no paraíso
Jurema Chaves
Conheci numa fazenda, Um negro já bem velhinho, Os cabelos tão branquinhos, Pareciam de algodão.
Jurema Chaves
Como é lindo ver o gado se espalhando na invernada cedito de madrugada o gaúcho e seu cavalo
Jurema Chaves
Quando o tempo te mostrar a realidade quando a neve em teus cabelos for caindo lembrarás, então...Momentos lindos, de infinito amor e de doçura
Jurema Chaves
Mãe,que palavra tão doce! De tão profunda expressão É um anjo-coração Para guiar nossos passos
Jurema Chaves
Lá vai Martim pescador Navegando em águas turvas Bebendo o sol entre as curvas Do rio tristonho, esquecido
Jurema Chaves
Sou um soldado do verde Pampeano, sim, e não nego! Vou à luta não me entrego Morro queimando cartucho,
Jurema Chaves
Vivo aqui neste cantinho Quando o silêncio chegou! Da antiga sala de estar, Esquecida, desbotada,
Jurema Chaves
Moço! Largue, desse vício, Que ao nada vai te levar. Não fiques a recordar E olhes a vida de frente.
Jurema Chaves
A tarde soluça sangrando o horizonte Tingindo de rubro os flancos do céu Entre perfumes da brisa, que disfarçada desliza No verde dos pastiçais
Jurema Chaves
Os malmequer floresceram Pintalgando de amarelo O pampa ficou mais belo Reverdeceu a campina
Jurema Chaves
No oitão da minha casa na sombra de um paraíso. Que põe na vida, um sorriso, Nas almas necessitadas.
Jurema Chaves
Aqui fica meu pedido Quando eu partir para o além Deixando tudo o que amo Amigos que eu quero bem
Jurema Chaves
Quando o monto em meu picasso Encilhadito a preceito Meu chapéu com barbicacho E um lenço em riba do peito,
Jurema Chaves
Rio Grande pago sulino Que carrego no meu peito Com todo amor e respeito Cultuo esta tradição
Jurema Chaves
São marcar, fragmentos de amor, Estas cicatrizes no flanco do meu peito. O bate casco solitário do meu pingo, Na estrada sem fim desta saudade.
Jurema Chaves
Paizinho tanta saudade sinto daquela alegria desde que raiava o dia até que a noite chegava
Jurema Chaves
Tenho saudade de rever a minha terra Que ficou ao pé da serra Num lugar encantador. Era gostoso acordar de madrugada
Jurema Chaves
Quando ouço o minuano Soprando em minha janela Numa linguagem singela De amor à natureza
Jurema Chaves
Eu sou a mulher gaucha Que ama a vida nos campos Entre flores, pirilampos Cuido de casa e jardim
Jurema Chaves
És tu famosa morena Estes lábios de açucenas Encantam de tal maneira Que enfeitiçou minh´alma
Jurema Chaves
As lembranças calçam esporas... de repente... Sorrateiramente... vem sangrando os flancos Há tantos e tantos caminhos pra andar.
Jurema Chaves
Meu carinho, meu afeto, à todas mães do universo na ternura do meu verso poder te homenagear
Jurema Chaves
Nosso menino partiu! E a guitarra se calou Num protesto dolorido. Quedou-se triste em seu canto
Jurema Chaves
Saudade é algo que fica Nas marcas que o tempo deixa De sonhos, risos e queixas Para nunca ser esquecido
Jurema Chaves
São tão profundos os teus olhos Inflacionados de amor Duas lagoas bonitas Onde duas luas benditas
Jurema Chaves
Foi neste altar pampeano que aprendi a rezar. Numa prece fervorosa Do Minuano a soprar
Jurema Chaves
No meu Rio Grande Quando o sol deita-se Para beijar a terra. Um arco-íres debruça-se na barranca
Jurema Chaves
Meu pai, quando te vejo Sobre esse cepo sentado O olhar acabrunhado Talvez pensando na vida
Jurema Chaves
Á tanta força neste amor ao pago, Sou tua filha. Sou a tua estampa, É a tua voz em minha garganta, Que explode...levanta pra cantar amores.
Jurema Chaves
Nos verdes campos sulinos Sou prenda, botão de flor Essência pura do amor Que verteu na terra santa
Jurema Chaves
Linda flor, mulher gaúcha, Gaúcha flor, tão mimosa. Desse perfume de rosas Que exala pelos galpões,
Jurema Chaves
Pátria. Mãe, te agradeço Meu destino de poeta, Traçando a rima dileta Tuas belezas eu canto,
Jurema Chaves
Sou um peão do Rio Grande pequeno ainda senhores mas já sei cantar louvores me curvar em reverência
Jurema Chaves
Eu amo a terra e o campo o céu e a lua prateada o silêncio da madrugada o brilho do alvorecer
Jurema Chaves
Perdão te peço meu anjo querido perdão por tudo que tens sofrido perdão também pelo que sofri perdoe, querido, o meu pranto mudo
Jurema Chaves
Meu ranchinho abandonado Lá no meio da campina Onde até mesmo a neblina parecia te enfeitar.
Jurema Chaves
Piazito órfão, De roupas rasgadas, De faces marcadas Pelo sofrimento.
Jurema Chaves
Mirando o espelho das águas A indiazita pequena Misto de anjo e mulher No olhar bailava a ternura
Jurema Chaves
A escrever poemas me liberto O longe é perto, sem limites pra sonhar Coração alado voejando liberdade Rumos mesclados de amor, sonho, saudade
Jurema Chaves
Mesmo com a alma machucada Seguirei, passo a passo, meu caminho Levando no peito uma dor cristalizada No olhar, a embriaguez do teu carinho
Jurema Chaves
Pelas várzeas do meu peito, onde deixaste semeada, uma seara de amores, hoje as lembranças florescem,
Jurema Chaves
Eu sou a prendinha............... Com meu vestido de chita Autentica gauchita Mimosa flor do rincão
Jurema Chaves
Sou uma prendinha feliz E o meu sorriso transmite O encanto sem limites Da pampa que me fascina,
Jurema Chaves
Abri a minha janela E te encontrei primavera Toda vestida de flores Salpicastes tantas cores
Jurema Chaves
NÃO, não me olhes assim Com este jeito e menino triste, Que ousado insiste, em me perseguir. Desvie estes olhos de dentro dos meus,
Jurema Chaves
Mamãe chamou-me outro dia Para fazer-me um pedido, -Olhe meu filho querido Aquela flor amarela,
Jurema Chaves
Quando um sol de primavera Pintou sonhos nas campinas Um jovem taura campeiro Buscou num olhos brejeiros
Jurema Chaves
na primavera da vida és uma prenda querida todos querem te abraçar encher teu mundo de cores
Jurema Chaves
Conservo minhas raízes Cultuando a tradição, Numa charla de galpão Eu participo contente
Jurema Chaves
A uma quietude de espera No escondido do pranto, Que se arranchou nos recantos De cada canto de mim,
Jurema Chaves
Batendo estribo comigo, Pela estrada poeirenta. Vai uma tropa saudosa de recuerdos Que a noite emponcha com manto negro
Jurema Chaves
Ser gaúcha não precisa Ter nascido aqui no Sul Basta amar o céu azul E qostar do mate-amargo
Jurema Chaves
As nuvens passam de pressa Empurradas pelo vento Igual o meu pensamento Na tropilha de ilusão
Jurema Chaves
O grande rodeio Coringa se ouvia na Farroupilha junto com minha família escutava emocionada
Jurema Chaves
Poema enviado por Kamila Souza Laurindo Prenda Juvenil CTG Os Praianos -7° RT – MTG SC – São José)
Jurema Chaves
Sou gaúcha meus senhores nasci nos pagos do sul tendo este céu azul para me encher de encantos
Jurema Chaves
Saudoso Gildo de Freitas, Lá do céu ouve meu canto, Lavaste nesgas de encanto Quando te foste, daqui,
Jurema Chaves
Senhor, venho pedir-te, Pelo Rio Grande do Sul, Que meu lindo céu azul Nunca perca o esplendor.
Jurema Chaves
Numa manhã de setembro Um par de olhos tristonhos Emoldurou-se à janela Parecendo um quadro antigo.
Jurema Chaves
Vejo uma pobre senhora vagando a beira da estrada no asfalto ou na calada mostrando a desproteção.
Jurema Chaves
Ser poeta é poder viajar na imaginação. vestida de ilusão. Vibrar a cada momento
Jurema Chaves
Homem simples, da campanha, É pra ti meu vercejar, Neste singelo cantar Que aprendi desde cedo
Jurema Chaves
Eu reponto meus baguais de sonhos Pela estrada, rumo ao desconhecido, Neste tempo que não para, E seus rastros deixam marcas empoeiradas,
Jurema Chaves
Já sei o que farei desses momentos Como guardarei o teu sorriso E do meu sonho em flor, despetalado Juntarei cada pétala, uma a uma
Jurema Chaves
Regressastes enfim, e agradeço a Deus Pelos sonhos meus, pela esperança. Que venceu o tempo e engoliu distancias. A esperar por ti, varei invernos,
Jurema Chaves
A pampa calma dormia E eu , que admirava, A leve brisa soprava, Brincando com vagalumes,
Jurema Chaves
Guardo na moldura dos meus olhos A imagem de um tropeiro Velho peão carreteiro Que tantos rastros deixou...
Jurema Chaves
Amadrinhando a saudade Vai a lembrança mais linda Que guardo dentro de mim Como esporas afiadas
Jurema Chaves e Negro Jaru
E o sentimento que escreve, palavras tortas no más... Palavras bem lá de trás, um tempo de cosas buenas De madrugadas serenas em que as cambonas chiavam E os galos inda acordavam,melodias pelas casas,
Jurema Chaves
Nasci no ventre da terra, Da minha pátria sulina, Tomei água cristalina Da murmurante cascata,
Jurema Chaves
A minha alma soluça Vendo as matas devastadas E as águas puras espelhadas, Ficando turvas e escassas
Jurema Chaves
Ruminando meus silêncios Abro a porteira do peito E me vou cancela a dentro Quando a saudade vem me fazer confidências