A Cela
Luís Lopes de Souza
Aqui o tempo não urge a consciência me sepulta no mofo da solidão, como a larva do repúdio ruminando a realidade
54 poemas
Luís Lopes de Souza
Aqui o tempo não urge a consciência me sepulta no mofo da solidão, como a larva do repúdio ruminando a realidade
Luís Lopes de Souza
Desconforme e lerdarrona... longeva genialidade tracionando a história grega nos longes da antiguidade...
Luís Lopes de Souza
O tempo carrasco me condena... Mas os fogos do delírio não me cingem e os fantasmas do adeus não me assombram...
Luís Lopes de Souza
È um mistério legendário, O atavismo silente Do chimarrão solitário.
Luís Lopes de Souza
Na pampa de alma selvagem Urgia clarins tronando, Era a pátria dos caudilhos Outra vez se abarbarando.
Luís Lopes de Souza
Cá na última janela o vento zomba da vida, passa uivando pesares pra uma alma em despedida...
Luís Lopes de Souza
Gaúcho...! Um baita Gaúcho!! Patrício miscigenado que na inquietude do tempo reza glórias e ressábios.
Luís Lopes de Souza
Hoje a inquietude me perturba numa ressaca de incertezas e medo... - São meus ranços de casmurro certamente!
Luís Lopes de Souza
Gaúchos, da pampa brava, urgiam em discordância barbarizando a querência...
Luís Lopes de Souza
Como um mísero desprovido e coitado, só te ofereço um gesto acanhado e rude, este poema também pobre e tresloucado que ao teu sorriso alcançará plenitude...
Luís Lopes de Souza
“Como uma clave de vento entre rudes cantilenas, é o assovio do adejo fazendo acordes, das penas...”
Luís Lopes de Souza
A nitidez dessa geada prateando minha melena, reflete o quadro das eras inspirando em minhas penas.
Luís Lopes de Souza
Luzeiros de mil candeeiros se apagaram nos olhos como um legado proscrito, no estro da cantilena
Luís Lopes de Souza
Deixem falar o tropeiro pela memória do tempo... Pois o rol de sua memória é um lenitivo de glórias
Luís Lopes de Souza
Proposta não era ofensa pechinchar não era feio somavam as diferenças e repartiam ao meio.
Luís Lopes de Souza
A pampa em sua inquietude se rebelava outra vez... O conceito de bravura na mais medonha altivez,
Luís Lopes de Souza e Alcindo Neckel
Mãos pintoras de aquarelas transcedentes de outros tempos eternizaram momentos no matiz de cada tela...
Luís Lopes de Souza
Sujeito bronco e molambo por “Conselheiro” chamado... barba e melena revoltas qual fantasma estremunhado.
Luís Lopes de Souza
Não... não será preciso uma estátua de quem foi um monumento sem pretensões simplesmente... Sua memória é um ementário
Luís Lopes de Souza
Já faz tempo, muito tempo... Visto com certo malgrado enterrei velhos ressábios nos longes deste lugar,
Luís Lopes de Souza
Todo o pago conhecia, a louca, chamavam... mas seu nome, qual será?
Luís Lopes de Souza
Rude... mas para aqueles olhos, eu saberei cantar... meus dedos de sovar tentos arrancarão acordes
Luís Lopes de Souza
Hoje acordei entre as brumas de uma saudade secreta que acostumei a sentir...
Luís Lopes de Souza
Restou a imagem tosca Ruindo vã e fugaz, A quem fareja em concreto O cheiro escasso da paz ...
Luís Lopes de Souza
Eduardo Mendes - Serrote Sem dor, lamento ou porque... morreu por chegar a hora...
Luís Lopes de Souza
Voltei da boca do inferno já nem sei se sou humano...! Pois meus diabos em revolto confundiram minha insânia
Luís Lopes de Souza
As musas, chegam silentes... No adeus vago e remoto brilham auras derradeiras de santas de um só devoto...
Luís Lopes de Souza
“...Deus deixou, segundo sua vontade as coisas fracas para confundir as fortes e as coisas loucas para confundir as sábias...”
Luís Lopes de Souza
Um sol solene e longínquo se fez lume da ribalta no palco do barbarismo...
Luís Lopes de Souza
Asas negras preenchiam o esboço vazio da tarde... Misterioso e repudiado
Luís Lopes de Souza
Semeei pétalas de rosas sobre o mimo de teu rosto soprei com carinho o pó no cristal de teu sapato.
Luís Lopes de Souza
Um corisco...retumbou tremeluzente prenunciando a tempestade! E a tropa sobressaltada redemunha encontradiça
Luís Lopes de Souza
Gato preto é mau presságio malgrado na sexta feira, é o “coisa ruim” disfarçado rondando a lenda crendeira...
Luís Lopes de Souza
No fim do inverno o meu Pago sempre se veste de luto... Meu Deus do céu e dos campos
Luís Lopes de Souza
Se a pedra ficar polida meu labor não foi a esmo... Quando me for, vou cantando in memória de mim mesmo....
Luís Lopes de Souza
DEUS... por regra da criação fez o tempo em três etapas... e os chamava de irmãos. O mais velho era o PASSADO!
Luís Lopes de Souza
Esses homens, mais parecem fantasmas que os julhos despertam, dos fundos escuros dos ponchos surrados ou das copas bojudas de mouros
Luís Lopes de Souza
No trilho dois, a defesa, no trilho um, um tordilho. A defesa, monta o “Kida” jóquei de pua e culot
Alcindo Neckel e Luís Lopes de Souza
Um céu longe multicor estende o véu da aurora no meu olhar já sem cor... trazendo imagens vagas
Luís Lopes de Souza e Alcindo Neckel
Morte...! Sombria e real mas consagrada por mito, um ditame racional desde os primórdios escrito...
Luís Lopes de Souza
E mais uma vez Joaninha ia ao catre se esconder, pra chorar e ninguém ver que realmente era lindo
Luís Lopes de Souza
"Me gusta" de um verso livre... Velhas primícias prosaicas desprovidas de resumo. ... munícios para o consumo
Luís Lopes de Souza
Permísso meu caro vate, o momento é oportuno pra que este verso terrunho chegue pedindo um aparte...
Luís Lopes de Souza
Ali daquela porteira, que é um marco redivivo roído pela intempérie eu vi o andejo partir.
Luís Lopes de Souza
Na areia da ampulheta germina a desilusão, se o resumo da colheita não enche a cova da mão...
Luís Lopes de Souza
Do luzeiro incandescente sobeja só uma réstia... Esse corpo diminuto
Luís Lopes de Souza
O sol emborcou o lume na anca do horizonte, como apagando os braseiros dos fogões do universo...
Luís Lopes de Souza
Joelhos rotos vão semeando gotas rubras no trajeto de tortura e de louvor, a carne viva cada vez fica mais viva num martírio que exorciza a própria dor.
Luís Lopes de Souza
Seu peito também tapera... Sua alma também ruína... Da estância, vagos sobejos Na palidez da retina...
Luís Lopes de Souza
Longito... Cruzando por um atalho, no descambar da coxilha de um campo de cima da serra,
Luís Lopes de Souza
De onde vens meu parceiro? Três vezes peço permísso venho pronto pra o serviço
Luís Lopes de Souza
O vento sola milongas Em monótonos rituais Num salmodiar aos que passam No rumo do nunca mais
Luís Lopes de Souza
O Transcendente futuro desprovido de exemplo, buscará nos ancestrais inspiração para seu tempo...
Luís Lopes de Souza
Um clarão... arregaçou as pupilas de quem fazia retorno, rasteando o vestígio amargo