Galpão do Verso
Poetas

Mateus Neves da Fontoura

11 poesias

Poesias

  • Anhangüera

    Mateus Neves da Fontoura

    Venho do fundo do tempo Me chamam diabo por velho. Fui santo anjo no Império Banido por traição

    12ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Batalha

    Mateus Neves da Fontoura

    O frio que me corre a espinha percorrendo o corpo, Que me gela os ossos, o espírito e que me escarnece a alma.... É o gêmeo calafrio ... O arrepio-irmão da arritmia que me aquece a carne! Enquanto a boca me insiste em salivar as fantasiosas divagações de noite e calmaria... lembranças de um tempo que está logo ali, parece ontem!

    23ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Das Solidões de um Proscrito

    Mateus Neves da Fontoura

    Com a mesma estrada nos olhos Encerro o dia ao meu jeito... Enquanto o sol, por direito, Se vai apagando as brasas,

    16ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Esteios

    Mateus Neves da Fontoura e Zé Renato Daudt

    Escora o peso do mundo, Com ombros de imensidão... Tesoura, caibro, oitão, Telhado, quincha e morada...

    V Esteio da Poesia Gaúcha
  • Êxodo

    Anderson Fonseca e Mateus Neves da Fontoura

    Novos tempos... velhos rastros! E a ilusão povoeira vai seguindo a sina de fazer estrada... Parece mesmo que até o campo resolveu fazer as malas... ...e agora, desarranchado, também se fez incerteza.

    10ª Querência da Poesia Xucra
  • Meu Galpão ao Meio Dia

    Mateus Neves da Fontoura

    Mansas corujas descansam Nos cernes dos contramestres E as horas até que parecem Se espreguiçarem pacholas

    22ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • Na Sesmaria de uma Folha em Branco

    Mateus Neves da Fontoura

    O campo aberto de uma folha em branco É terra entregue à inspiração inquieta... É sesmaria onde se planta a alma Quando o sesmeiro teima em ser poeta!

    15ª Sesmaria da Poesia Gaúcha
  • O Porquê dos Meus Silêncios

    Mateus Neves da Fontoura

    Na verdade ninguém soube O porquê dos meus silêncios... Têm coisas que a gente sente E que simplesmente não conta.

    17º Bivaque da Poesia Gaúcha
  • Onde Repousarão os Meus Versos?

    Mateus Neves da Fontoura

    Foi-se o tempo em que as gavetas Solitas guardavam o corpo De um poema natimorto Que sucumbiu … incompleto,

    2º Parador da Poesia Crioula – Bagé
  • Sangrador

    Carlos Omar Villela Gomes e Mateus Neves da Fontoura

    Pulsa um verso dentro da alma Pela artéria da poesia, Onde a vida principia E a folha, em branco, inquieta

    IV Tertúlia da Poesia - Santa Maria
  • Saudade Não Cicatriza

    Mateus Neves da Fontoura

    A lembrança arranca a casca Da epiderme do tempo E a carne do sentimento Sangra de novo... e de

    16º Bivaque da Poesia Gaúcha