Anhangüera
Mateus Neves da Fontoura
Venho do fundo do tempo Me chamam diabo por velho. Fui santo anjo no Império Banido por traição
11 poesias
Mateus Neves da Fontoura
Venho do fundo do tempo Me chamam diabo por velho. Fui santo anjo no Império Banido por traição
Mateus Neves da Fontoura
O frio que me corre a espinha percorrendo o corpo, Que me gela os ossos, o espírito e que me escarnece a alma.... É o gêmeo calafrio ... O arrepio-irmão da arritmia que me aquece a carne! Enquanto a boca me insiste em salivar as fantasiosas divagações de noite e calmaria... lembranças de um tempo que está logo ali, parece ontem!
Mateus Neves da Fontoura
Com a mesma estrada nos olhos Encerro o dia ao meu jeito... Enquanto o sol, por direito, Se vai apagando as brasas,
Mateus Neves da Fontoura e Zé Renato Daudt
Escora o peso do mundo, Com ombros de imensidão... Tesoura, caibro, oitão, Telhado, quincha e morada...
Anderson Fonseca e Mateus Neves da Fontoura
Novos tempos... velhos rastros! E a ilusão povoeira vai seguindo a sina de fazer estrada... Parece mesmo que até o campo resolveu fazer as malas... ...e agora, desarranchado, também se fez incerteza.
Mateus Neves da Fontoura
Mansas corujas descansam Nos cernes dos contramestres E as horas até que parecem Se espreguiçarem pacholas
Mateus Neves da Fontoura
O campo aberto de uma folha em branco É terra entregue à inspiração inquieta... É sesmaria onde se planta a alma Quando o sesmeiro teima em ser poeta!
Mateus Neves da Fontoura
Na verdade ninguém soube O porquê dos meus silêncios... Têm coisas que a gente sente E que simplesmente não conta.
Mateus Neves da Fontoura
Foi-se o tempo em que as gavetas Solitas guardavam o corpo De um poema natimorto Que sucumbiu … incompleto,
Carlos Omar Villela Gomes e Mateus Neves da Fontoura
Pulsa um verso dentro da alma Pela artéria da poesia, Onde a vida principia E a folha, em branco, inquieta
Mateus Neves da Fontoura
A lembrança arranca a casca Da epiderme do tempo E a carne do sentimento Sangra de novo... e de