Luzindo
Não é todo dia que eu falo Dos meus sentimentos Onde os vis momentos São perfumes que exalo Ante as tristezas que calo Frente a seus olhos brilhantes Dias que viram instantes Rebuscando lugar ao sol Fazem a luz guia do farol Brilhar como dois diamantes
Esta caneta que percorre As linhas deste poema Faz do canudo, uma pena Ao poeta que discorre Quando o poeta morre Outros tantos afloram Entre os versos que vigoram Os pajadores letrados Trazem no verso rimado As doutrinas que elaboram
Entre décimas e oitavas Ou entre prosa e verso Nos causos que converso E nas trovas rebuscadas Cada palavra rimada Em tom de evocação Luzem para o coração Em composição campestre Onde se enaltece os mestres Da chama viva da tradição