A alma que mora no galpão
Carlos Maurer
A alma que mora no galpão O sol paira nos umbrais Onde a réstia de sol se agiganta
18 poemas
Carlos Maurer
A alma que mora no galpão O sol paira nos umbrais Onde a réstia de sol se agiganta
Carlos Maurer
Açude da infância Açude de minha infância... Nos barrancos deste chão
Carlos Maurer
Da janela do bolicho Vinha ponteando o horizonte Alumiando como farol
Carlos Maurer
Devaneios Esta estampa de domingo Que moldo sobre os arreios
Carlos Maurer
Doutor Emir Doutor Emir por certeza Estes versos de improviso
Carlos Maurer
Fecundo Rio Grande Sou andejo dos corredores Nesta querência sem luxo
Carlos Maurer
Inventário da partida Ao se encontrar na subida No derradeiro sono
Carlos Maurer
Manifesto do silêncio Nas cercanias do povoado E nas colônias lindeiras
Carlos Maurer
Memorial do mate O amargo que rompe o dia Verdeja o brilho dos olhos
Carlos Maurer
Mientras Enquanto a chaleira chia Um amargo vou sevando
Carlos Maurer
O Açougueiro Traz pela morte um ofício No mais infame semblante
Carlos Maurer
O MASSACRE DOS BRAVOS Nestes campos cebrunos Por galopes moldados
Carlos Maurer
O que é um poeta? É pretensionismo do átomo Falar da grandeza da célula
Carlos Maurer
O Silêncio O silêncio me quita os ouvidos Numa pampa requeimada
Carlos Maurer
O Silogeu das esporas Se aprochegue pajador Aos galanteios da espinela
Carlos Maurer
O Verniz da alma A lealdade que me toca Neste universo plural
Carlos Maurer
Papo de vento O parlapatão estridente Se resume em bravatas
Carlos Maurer
Tempos de Seca No estender a mirada Ao descampado horizonte