O Verniz da alma
O Verniz da alma
A lealdade que me toca Neste universo plural Torna por si imortal A alma que lhe invoca De verniz ela retoca As cores de quem carrega Como um barco que navega Por este mar de insensatez Traz na vela a lucidez D'um espírito que se entrega
Como um manto que se veste Sobre os ombros do moral Lealdade é fraternal Como dizeres de um mestre Lealdade é um teste Da divina providência Lealdade é querência Nestes pealos da sorte Que anseia vida e morte Mostrando a todos sua essência
Lealdade é como presente Nestes dizeres profundos Unificar... vários mundos Plantando a mesma semente Lealdade é uma vertente D'onde surgem mananciais Rios das águas morais Que embarcações destemidas Seguem as correntezas da vida Para atracar n'outro cais.
Por certo, que a dignidade Caminha de braços dados Com motivos ancorados No valor de uma amizade Certeza que a lealdade É o traço mais cativo Deste instinto primitivo Que visa valer a pena Lealdade é um dilema Num ponto que é ruptivo
Lealdade é confiança Em devoção desmedida É cautelar de vida... Daquele que te afiança Lealdade é aliança Entre seres em gratidão Que guarnecem no coração A ligação seja qual for Lealdade é como amor Entre almas em ascensão
Lealdade é ser divino... Amar como Jesus amou Entregar como ele entregou Lealdade é cristalino... O viver constante... peregrino Uma amostra de identidade Que se mostra pela verdade Como prenúncio celestial Para apartar o bem e o mal Deus mandou a lealdade