Gesta Gaúcha no Sertão Baiano
Sujeito bronco e molambo por “Conselheiro” chamado... barba e melena revoltas qual fantasma estremunhado. ... a inquietude de antanho no bárbaro misticismo de um mero aleijão tacanho...
...passo lerdo mas preciso seguido pela matula de jagunços e matutos, cruzou o sertão remoto e aquartelou-se em Canudos.
Súcia de errantes malevas em paranoica desdita. Herdeiros ignorantes de antecedentes conflitos: “Calangos, Balaios, Cabanos.” Uma horda atrevida em avesso heroísmo, cabecilhas carniceiros num bizarro fanatismo.
Um encalço miliciano foi por total dizimado... Uma outra expedição também fora dizimada, trucidada, aniquilada com brutal barbaridade!
A Pátria vive uma afronta, insurreição e heresia. ... uma urgente reculuta se fez de pronto na Pampa rumo ao sertão da Bahia!
Ao comando “Carlos Telles” valente igual a Sepé, Coronel que virou mito no mais recente conflito quando do cerco em Bagé...
... na vanguarda o patriotismo com marca remanescente, dos empíricos centauros do extremo continente.
Trajeto mais que macabro... A corvada corpulenta em asqueroso repasto... Os crânios decapitados arcabouços e ossadas pendurados com assombro nos escombros do cerrado.
Canudos... satânico vilarejo! Viragos famigerados misturavam matraqueares da mais maldita contenda ao merencório murmúrio de ladainhas horrendas...
Legião de almas crendeiras num sinistro purgatório... psicose perigosa num engodo de vitória... Só se curvavam contritos quando a voz do “redentor”, profetizava o futuro num sermão aberrador.
Era Antônio Conselheiro, mestre sombrio do arraial... um insano protegido pregando um velho ideal.
Ao retumbarem clarins o esquadrão bombachudo em cavalhada estrondosa avança como avalanche pelos boléus da vereda! Na carga impetuosa a bravura rediviva dos farroupilhas de outrora numa epopeia decênia mitificada na história...
O nordeste estremece ao truculento trompaço... furor materializado resplandecendo no aço!
... ateiam sobre Canudos o pavor incinerante que tem o rubro medonho do inferno vivo de “Dante”!
Fim dramático e terrível que a própria história resume, não houve bandeira branca nem lamento, nem queixume...
Um verdadeiro massacre com ira fria e mortal... Até o último jagunço, até o mestre do arraial, que tombou com ousadia pregando sua heresia numa última oratória de esdruxula profecia... Canudos ponto final!