Um Verso Xucro ao Futuro
O Transcendente futuro desprovido de exemplo, buscará nos ancestrais inspiração para seu tempo...
E o quase máquina homem num sistemático luxo, seguirá rastos na história campeando o tal de gaúcho!
Nos antigos povoadores... Gregos, Romanos, Hebreus, passado que se perdeu no pó, no vento, na terra, numa cruz sem inscrição donde renasce um pagão após tombar numa guerra.
Num primata aborígene, Quíchua, Bugre ou Ameríndio, um precursor com origem de Maia, Asteca ou Inca... Por Hispanos predadores, Latinos miscigenados por primórdios campeadores...
Nas cruzas sacramentadas, de Minuano com Tupi, Charrua com Guarani, Caingangue com Coroado, primitivos castiçados no rude cio das legendas, instinto ritualizado em sanguinárias contendas.
Mas... só no gene inconfundível de um povo nobre e altivo encontrarão o Gaúcho, imortal e redivivo indiferente ao milênio, qual um rei petrificado no trono de um potro Bueno...
E o mundo mecanizado artificial e amargo, já sem ter identidade e nem alma certamente. descobrirá no gaúcho a mais criola semente, que a mão do homem não soube mudar geneticamente...
Verão em seu atavismo que o modernismo e a ciência não teve muita valia na recôndita querência, não sucumbiu por arcaica nem caiu em decadência, conservou sua raízes por ter razão e consciência...
Verão na estranha cultura um orgulho requintado, por ter bases no passado jamais se perdeu a esmo, limitou anseios ousados para não matar a si mesmo...
Verdade... O transcendente futuro desprovido de exemplo buscará nos ancestrais inspiração pra o seu tempo...
O gaúcho será o mesmo... alma e matéria monarca, pois que esta terra tem marca gritará eternamente seja em qualquer geração! Vencendo a fúria do tempo Será mesmo um exemplo de amor por este chão...!!