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2.842 poemas no acervo
Sérgio Carvalho Pereira
Como ferro de lança que vara a carne de um peito, o ponto negro a lo largo, de longe quase parado,
Moisés Silveira de Menezes
Invadiram meu recesso torpedearam meu exílio perturbaram meu idílio vou embora, vou embora
Ludwig Larré
Madrugada, 29. Agosto de chuva e frio. Pedro cruzava a picada no seu baio bom de rédea.
Jurema Chaves
A minha alma soluça Vendo as matas devastadas E as águas puras espelhadas, Ficando turvas e escassas
José Luiz Flores Moró
Os tambores são gritos não ouvidos Que o além mar engoliu destino a dentro... A terra desce do morro
Antônio Augusto Ferreira
A Kombi do cachorrão taí e é minha, quando o patrão vendeu o gado que tinha,
Jurema Chaves
Ruminando meus silêncios Abro a porteira do peito E me vou cancela a dentro Quando a saudade vem me fazer confidências
Matheus Costa
Está zaino o céu, com breu… Cor de guabiju criado… Não sei o instante marcado que ele, enfim, anoiteceu…
Telmo de Lima Freitas
Oriental Zitarrosa Por que partiste? Obrero de la pampa, Por que te fueste?
Carlos Roberto Hahn
No terreiro, se desfaz a madrugada. Na alvorada, há flores já murchas no chão. Ogum se foi. Ficou o Zé Francisco. O Chico empresta o cavalo pra Ogum.