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2.751 poemas no acervo
Luís Lopes de Souza
“Como uma clave de vento entre rudes cantilenas, é o assovio do adejo fazendo acordes, das penas...”
Ari Pinheiro
O vento de abril deixou um rastro De folhas mortas pelo chão... Levou as andorinhas Levou as largas tardes quentes E até uma pequena réstia,
Matheus Costa
No silêncio mais genuíno, chora o grampo do farpado... Não por ser aprisionado e findar junto dos fios,
Elomar Luiz Parizotto
Esta garoa fria e fina, que cai fazendo barulho no zinco do meu galpão. E um vento meio oitavado,
Carlos Eugênio Costa da Silva
Campo grande qual tapete verdeando o campo do pago, ao longe o vulto imponente de uma figueira grandiosa
Osmar Ranzolin
Levanto cedo e já saltei pra fora que o dia é curto pra quem tem andança, a mãe me intica se já vou embora e depois recorda que ainda sou criança.
Sebastião Teixeira Corrêa
Há um momento em que o passado, Por mais que esteja distante, Parece voltar, num upa, Cavalgando um pensamento;
João Carlos da Fontoura
Quando a tarde adormece nos braços da noite e as vacas mansas vêm berrar na frente da estância, no peito de uma mulher solita berra uma tropa de saudades...
João Carlos da Fontoura
A forte garoa guasqueada que vinha do sul, se aninhava nas quinchas do galpão tosco.
Osvaldo Machado
Venho do fundo do tempo seguindo o curso da história. Buscando na trajetória resgatar alguns valores,
Estanislau Robalo
À Noite vem os lamentos Dentre meio aos escombros Das almas fazendo assombros Nas ruínas do saladeiro
Rodrigo Canani Medeiros
Quando um guri de campo, aportava na cidade pras lides do alfabeto, chegava mui desconfiado
Mateus Neves da Fontoura
Com a mesma estrada nos olhos Encerro o dia ao meu jeito... Enquanto o sol, por direito, Se vai apagando as brasas,
Gujo Teixeira
Ponteou de longe o agosto pras bandas dessa fronteira trazendo um tempo escuro sem estrelas madrugueiras.
Silvio Aymone Genro
Quando vejo essas taperas esquecidas, na campanha tenho a sensação estranha de olhar pra dentro de mim...
Estanislau Robalo
Nasceu num fundo de campo, já gurizote taludo, num rancho feito de leiva demonstrava, sobretudo, chão batido e santa-fé inclinação pros arreios. Aficcionado ao lombilho,
Joseti Gomes
Loucura que chega sem data ou recado Que fosse, pra gente saber, de antemão... Loucura de dia, de noite, de tarde, De ‘Lurdes, tão moça, tão determinada,
Marco Antônio Dutra
Da alma de um campeiro Nascem viagens de sonhos. Pois mergulham, nos seus íntimos... Embalando as esporas,
Carlos Omar Villela Gomes
Retoçou o peito feito potro arisco renegando freio... Já mirei na volta, procurando as portas pra saltar bem longe dessa solidão.
Milton César Hoff
Quão longe se vai o tempo Escorrendo pelas mãos As chuvas, também o vento E o barro feito torrão.
Marcelo d’Ávila
De barro moldei meu verso: Do mesmo barro pisado Pelos caminhos das tropas, Sovado de pata e casco
Aureliano de Figueiredo Pinto
Com aquela revolução, os homens tinham se erguido ao flanco de um só esquadrão. Ficou só a gurizada
Apparício Silva Rillo
Claro, são necessários mas não fundamentais os materiais.
Carlos Omar Villela Gomes
De costas, fora de pulha, é assim que vejo o mundo... É assim que vejo os dias que passam ao meu redor, Contemplo o chão, deixo as casas, reviro a alma nas brasas E bato meu par de asas pra revoar da razão.