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2.761 poemas no acervo
Xirú Antunes
Pelos galpões da Querência vi homens rondando agostos com olhares de setembro, adivinhavam seus medos
João Carlos da Fontoura
As lembranças são como as estradas, estancam as poeiras, mas não apagam-se os rastros, crescem os pastos,
Loresoni Barbosa
Um clarinaço descamba rasgando o fio do horizonte e um temporal vem rasante tapando a pampa de poeira,
Pedro Júnior da Fontoura
a estação ficou só Digo melhor: Quase só. Remoendo suas lembranças No seu baú de memórias.
Loresoni Barbosa
Um raio coiceou no espaço retumbando na madrugada muda. Ficaram rastros e pêlos bordando o chão da mangueira,
Eron Vaz Mattos
Sempre aparece de manso Num cotovelo de esquina De uma avenida, no centro; Além da estampa e o andar,
Adriano Frederico
Cada vivente que olhou o lindo céu, agradeceu ao patrão velho O rodeio tem início na categoria mirim, sinto em mim, a confiança. Talvez a pilcha preencha a minh'alma, com a paz e calma necessárias. Três nomes antes, enfim eu, outros dez ainda tentarão!
Jurema Chaves
Quando a saudade apertar abraço meu violão nas notas de uma canção desabafo a minha mágoa
Apparício Silva Rillo
Há um potro dentro de mim, pedindo cancha. Sinto-lhe o bater do coração inquieto como um tambor a rufar em véspera de peleia braba.
Carlos Eugênio Costa da Silva
Não vejo tropas nos campos e os matizes das divisas trazem arames partidos e moerões apodrecidos
Carlos Omar Villela Gomes
Gota a gota, afogou o que era belo E eu finei na torre alta de um castelo Que, sem base, foi criado pra afundar.
Adriano Medeiros
A noite chegou de manso E a lua a repontar lembranças... Nas estrelas lá do infinito, Parece que vejo
Joel Capeletti
Nesses arrimos de iguais caminhos, por entre diferentes semblantes, vão perambulando os dias...
Jurema Chaves
Sou uma gaúcha pampeana, Tenho beleza aragana, Sou como o brilho da lua, Enchendo campos e ruas,
Elton Saldanha
Eu sou Maria Pequena, Maria Morena, Maria do Povo. Eu sou da terra do ouro
Albeni Carmo de Oliveira
Num troar de cascos de cavalos, A voz do clarim ecoou. E a Província toda levantou Por campos, várzeas e coxilhas;
Djalma Corrêa Pacheco
Te peço desculpas, Por quase uma vida inteira De pouco afeto ofertado. Pelo mutismo exacerbado
Vaine Darde
( I ) Minha mãe me via louco por dizer que a lua era bacia d'água de luz.
Moacir D'Ávila Severo
Teu calor, como espinilho, Braseando um fogo de chão, Vem secar-me das angústias De uma chuva solidão.
Apparício Silva Rillo
Ah, china maula! No dia em que te trouxe pro meu rancho engarupada na anca do picaço,
João Benito Soares
Eu tropeava neste tempo Viajava de escoteiro Carregava muito dinheiro Fazia muitas andanças
Jurema Chaves
Dia quatro de dezembro De mil, novecentos e noventa e um, Foi um dia incomum, Marcou a fatalidade
Vaine Darde
A tarde cai mais cedo no horizonte porque sabe que te vais... As estrelas vestirão ponchos de nuvens Esta noite
José Paulo Fialho
Desde a tua fundação, Fizeram tanta maldade, Pra você, bela cidade, Contra ti, Gravataí.