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2.842 poemas no acervo
Paulo de Freitas Mendonça
Quando o horizonte límpido Se emponchou de nunens Matizou o céu Refletindo sóis por imagens suas
Apparício Silva Rillo
Chininha reponta um sonho na lonjura ensimesmada de mais um domingo igual.
Jurema Chaves
Porque tua imagem invade meu mundo Invade meus sonhos Me deixa perdida de tanta ternura Envolvida no poncho azul dos teus olhos
Maria Luiza César
Às vezes saio a mirar o campo aberto Nas noites calmas e de verão Me sento junto a algum pé de macega Pra ver a lua alumbrar este rincão
Luís Lopes de Souza
A nitidez dessa geada prateando minha melena, reflete o quadro das eras inspirando em minhas penas.
Cauê Bampi
Dos cantos para a tal saudade Muitas coisas trazem em luz Tudo que o tempo conduz E os atos faltam, pra compensar.
Getúlio Abreu Mossellin
O dia nasceu sisudo O sol não apareceu E um trovão se perdeu Nos confins do firmamento
Getúlio Abreu Mossellin
Junta os cavalos num upa E encerra na mangueira. E o grito "FORMA CAVALO" Desperta a manhã campeira.
Marco Antônio Dutra
Fim do dia desencilho, Recolho o pingo pra dentro. Atiço o fogo Aqueço a água pro mate.
Alberto Sales
O dia nasce no corte na quarteada do novilho, onde o aço busca o trilho pra desafiar a sorte,
Vargas Neto
Madrugada: A noite amadureceu a madrugada e o dia vai abrir os lábios vermelhos da manhã, para engolir a sombra
Thiago Suman e Guilherme Suman
A vida floresce quando um Deusa despetala Em um bem-me-quer de cor tão cálida Que se abre inteira na mais terna primavera; É feito a borboleta que, depois de tanta espera,
Vinícius Antônio Machado Nardi
“Que não se diga que não tentei!” Rumino minhas fronteiras, na quietude do meu leito onde se banham as estrelas!
Léo Ribeiro de Souza
A chuva torrencial lambe a grama fina, as abas do chapéu, a ponta do palheiro. Enquanto frouxo a chincha do flete molhado com o resto de alento, com o olhar gelado,
José Wilmar Pereira de Medeiros
Parado no parapeito Nicácio olha o horizonte, Mas não consegue ver nada; Conversa consigo mesmo
Hulse Enderle
Do rodeio voltei acabrunhado, indagando das lembranças: onde foi parar a dignidade ingênua do sangue campeiro? por dias campeei e, se não fosse os cavalos, as bombachas e as botas...
Chico Fontella e Rodrigo Lopes
Vou teimando em fazer versos Em soltar minha alma inquieta Porque a sina de ser poeta Eu trago por dinastia
Cândido Brasil
Abre-se a pálpebra do dia descortinando a manhã, bocejando num afã de alumbrar sesmaria,
Leo Santos Brun
O peão da madrugada cumprimentando O capataz do sol que vinha bandeando A tronqueira d'horizonte, Tirava da cabeleira ruiva das flexilhas
Paulo de Freitas Mendonça
Lembro Dom Jayme Caetano, o pajador missioneiro, como um pajé feiticeiro do xucro verso pampeano.
Moisés Silveira de Menezes
I Hum mil e oitocentos e sessenta e seis o ano. Na Vila Boca do Monte
Luiz Menezes
Oh rudes varais da vida! Velha porteira dos sonhos Que aprisionaram meus cantos No potreiro do luar...
Carlos Eugênio Costa da Silva
Meu mundo, meados de junho, chega-se o tempo que espero na estação tão friolenta que aquece minh’alma fecunda.
Moisés Silveira de Menezes
Sem recordar os seus olhos Dois luzeiros cintilantes, Mirando um ponto qualquer, Lembro a vã tentativa,