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2.770 poemas no acervo
Leo Santos Brun
O peão da madrugada cumprimentando O capataz do sol que vinha bandeando A tronqueira d'horizonte, Tirava da cabeleira ruiva das flexilhas
Paulo de Freitas Mendonça
Lembro Dom Jayme Caetano, o pajador missioneiro, como um pajé feiticeiro do xucro verso pampeano.
Luiz Menezes
Oh rudes varais da vida! Velha porteira dos sonhos Que aprisionaram meus cantos No potreiro do luar...
Carlos Eugênio Costa da Silva
Meu mundo, meados de junho, chega-se o tempo que espero na estação tão friolenta que aquece minh’alma fecunda.
Moisés Silveira de Menezes
Sem recordar os seus olhos Dois luzeiros cintilantes, Mirando um ponto qualquer, Lembro a vã tentativa,
José Luiz Flores Moró
Havia uma rua... Uma noite de lua... E, inevitavelmente, um borracho... com a alma de uma estrela xirua...
Fabrício Marques
Pelo cantar da cambona E o versejar dos gravetos, É madrugada na pampa E o galpão acordou cedo ...
Luís Lopes de Souza
Luzeiros de mil candeeiros se apagaram nos olhos como um legado proscrito, no estro da cantilena
Márcio de Andrade Madalena
Meados de mil e quinhentos Numa província da Espanha, De Ronda o Mundo ganha O pai de muitos talentos,
Danilo Kuhn
Os braços fortes regendo a lavoura, agora a enxada é a sua batuta. Música da terra, nova labuta. Sementes notadas na partitura...
Juarez Machado de Farias
A estrada que corta a serra Leva a traz rodas ligeiras Diferentes do passado Com carretas cantadeiras.
Yago Rodrigo Vidor
Na planície de pomares coberta no oeste de Santa Catarina, uma terra de progresso repleta, dá seus passos na aurora matutina
Alberto Sales
De guri fui galponeiro Manuseava no galpão Loro, rédea e travessão, Lonqueava o dia inteiro
João Benito Soares
Se olhares o meu presente Não dirás o meu passado Eu fui um piá desprezado Sinto vergonha em falar,
Vinícius Antônio Machado Nardi
Muito embora não tenha água, nem praia e tão pouco maré, tem alma de campo e estrada - o que deixa sempre o ouvido em pé-.
Paulo de Freitas Mendonça
Vim sorrindo do meu pago, chorei estando distante, mas levei a vida avante, co’a solidão por afago.
Guido Moraes
Quando os olhos pestanudos me olharam umedecidos; tudo o que tinha perdido... Negrinho do Pastoreio
Carlos Eugênio Costa da Silva
CTG Coronel Thomaz Luiz Osório - Pelotas Foi nas tropilhas de osso que compuz meu regimento, e o sentinela atento
Carlos Omar Villela Gomes
Suspira a folha amarela De um caderno envelhecido, Como buscando respostas Que ninguém mais encontrou;
Joseti Gomes
Porteira aberta pra trás... Saltaram vultos dos cantos das paredes da morada. Eram mudas as conversas.
Guilherme Collares
Como um rancho abandonado, desprovido da energia vital que o ampara e acalenta, e que se debruça sobre si
Matheus Costa
Do sereno no alambrado, até os olhos dos campeiros... Há uma lágrima insistente que compõe seu pranto antigo. Há um silêncio incompreendido, das esperas e lonjuras...
Carlos Eugênio Costa da Silva
Na quietude do silêncio “alargou-se” os horizontes e a saudade qual açoites repontou recordação,
Jayme Caetano Braun
...vou tentiando o chimarrão da madrugada clareando, enquanto escuto, estralando, o Velho brasedo vivo,