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2.770 poemas no acervo
Matheus Costa
Depois que o tino das mãos destina rédeas às casas, e o sol que veste o rincão vai morrendo em mornas brasas,
Carlos Omar Villela Gomes
Sob meus pés o silêncio, Sobe meus pés o destino De gerações estraviadas Pelas pateadas do tempo .
Jadir Oliveira
O campo que vive em mim é o mesmo dos meus avós, que por mais que a vida passe e a gente se vá embora ele permanece vivo pra sempre dentro de nós...
Luiz Menezes
Fica comigo um pouco mais, é cedo! O céu é negro... A chuva cai lá fora; Desfaz do rosto esse torpor de medo, Te aquece ao poncho, não te vás agora!
Estanislau Robalo
O homem desbravou matos criou vilas e cidades. Deu asas á imaginação abusou da liberdade
Ilton Carlos Dellandréa
Os ventos que rezam na pampa são ventos das fontes mais virgens, que passam ao longo dos campos, batendo nas portas dos ranchos
Marco Aurélio Campos
Brotei do ventre da Pampa que é Pátria na minha Terra. Sou resumo de uma guerra que ainda tem importância.
Osiris Rodríguez Castillos
Soy “brujo”. Vivo en el pago... cuasi al borde de l’ausencia. Siempre hay resabios de noche
Osiris Rodríguez Castillos
Había una vez... dos amigos; crecieron juntos los dos: Juan Corazón, el de cuento,
Osiris Rodríguez Castillos
No es fácil que’ me pregunten p' ande voy... ni de ande vengo... Me ven afluejar la cincha,
Marcelo Coelho da Silva
Amanheceu cerrado, escuro. Poucos entendem que a relação - peão e potro - Vento frio frestas adentro. Não mais se desfaz. A confiança é mútua, O velho galpão é testemunha. O auge não passa de um momento. Estrebaria cheia, fartos pastos, Regalo da vida, surpresa da morte.
Osiris Rodríguez Castillos
Falta el aire y sobran moscas, este domingo de enero. El sol fríe las chicharras. Duerme un matungo azulejo.
Loresoni Barbosa
Sombreando a beira da estrada passam os filhos bastardos que a pátria mãe esqueceu, buscam a parte que cabe
Luciano Salerno e Cristiano Ferreira Pereira
Noite fria de agosto... A garoa fina marcando o trote, Sem pausa e lento, do tempo... Contraponteando maus presságios
Sebastião Teixeira Corrêa
Olhei o terreiro grande, onde outrora o galo índio Exibia sua prole nas manhãs de primavera;
Lauro Teodoro
O inverno já chegou Num tranco de muito frio, E o tempo que fica vazio Pois de tudo ele e capaz,
Alvandir Oliveira
Foi numa tarde mormacenta Que se deu o sacrifício. O sol cingia lampejos
Loresoni Barbosa
As lembranças vem a galope com a saudade nos tentos, e atropelando a memória faz-me rever a história
Eron Vaz Mattos
A manhã respira fundo o aroma dos banhados; boceja a brisa que passa nos arvoredos calados
José Luiz Flores Moró
Um ar de bruma entre a janela aberta contrastando o sol em primavera que o setembro derruba na manhã... O pai-de-fogo morrendo no galpão
Vaine Darde
A chuva se derrama desde o cerro e a noite trás acordes de cincerros nas lágrimas da quincha sobre o balde... Ah, que triste a cantiga da goteira
José Luiz Flores Moró
I Em nome do Pai cheguei ao Filho E aos antigos Seus ensinamentos... Vaguei pelos sagrados testamentos
Rosângela Rosa
Se um dia eu fui semente, Semeada sem querer Se não pude escolher Entre nascer ou morrer,
Henrique Fernandes
Morri antes de mim... ...sucumbido neste tempo de vaidades e ganâncias... Morremos eu e a estância... galpão, mangueira e palanque. -arquitetura entalhada nos relicários da alma-...