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2.870 poemas no acervo
Dimas Costa
Em tempos que já vão longe, - por culpa do Grã-senhor - o mundo era um carneador, - assim na comparação -
José Machado Leal
Estâncias de nuvens vagando no céu. No pampa silhuetas de potros Que pecham no vento, que sopra na noite
Bianca Bergmam e Carlos Omar Villela Gomes
Os primeiro ventos sopraram sobre a Terra imóvel... Dando movimento para as sangas rasas, Onde os anjos puros se banhavam nus.
Júlio César Paim
Olhe! Olhe pra mim - Não como se eu fosse Um malmequer ou uma mulher, Que bem te quer...
Matheus Bauer
I Eu sempre vou levar, junto comigo, os quatro velhos naipes do baralho
Luís Lopes de Souza
No trilho dois, a defesa, no trilho um, um tordilho. A defesa, monta o “Kida” jóquei de pua e culot
Fernando Saldanha
Vem vem vem Vento vem... Vem vem vem Vento vem... Vês...
Moisés Silveira de Menezes
Quando o sol se esparge em raios Sobre a coxilha e plainos Vozes antigas renascem Pelas encostas dos cerros
Jayme Caetano Braun
Esto cerrando mais um, janeiro - já nem sei quantos, só sei que - cerrando tantos, não desperdicei nenhum;
José Larralde
Pa' usted, señor, pa' usted que sabe tanto, pa' usted que cuando llega a una fiesta,
Jurema Chaves
No meu Rio Grande Quando o sol deita-se Para beijar a terra. Um arco-íres debruça-se na barranca
Guilherme Collares
Um manojo de recuerdos revive, longe do pago, as mesmas velhas saudades do que já tive e perdi…
Getúlio Abreu Mossellin
Quando visitei meu pago, Não vi gado na invernada, Só vi terra tombada, Pra cultivar soja e trigo.
Apparício Silva Rillo
Vago é meu pago. Este que trago, cicatriz em mim, Raiz de minhas íntimas origens,
Antônio Augusto Ferreira
Quando inauguro meu mate na madrugada uma revolta escondida libera as asas.
José Luiz Flores Moró
Sopra um minuano na pele do chão, Descansa o violão no colo de um banco E o pampa adormece num sono solito Ao lume proscrito de algum pirilampo...
Jurema Chaves
Meu pai, quando te vejo Sobre esse cepo sentado O olhar acabrunhado Talvez pensando na vida
Joseti Gomes
Quero pedir-lhe licença, quero falar com você. Gostaria que ouvisses um pouco de tantas coisas Que muitas vezes, na hora, eu não consegui dizer.
Antônio Augusto Ferreira
Calor de brasa carancho telha ferrão de abelha cobra coral.
Gujo Teixeira
quando aqueles olhos belos se "amorenaram" em mim trocaram o mundo de ponta mudando início por fim.
Moisés Silveira de Menezes
Baio estrela, cabos negros trote largo, Inácio Rosa recolutando recuerdos pela estrada das missões.
Jayme Caetano Braun
Eu tenteio mais um amate olhando o “açude brabo”, nesse barulhão do diabo como estrondos de combate,
Sebastião Teixeira Corrêa
Olhei o tempo, pelo vidro embaçado das retinas, onde uma nuvem mansa de neblina, aquerenciou-se, sem pressa de ir embora...
Jayme Caetano Braun
A tarde recolhe o manto, carqueja e caraguatá; na corticeira um sabiá floreia o último canto!