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2.770 poemas no acervo
Apparício Silva Rillo
Dou rédea aos potros que monto na concha das invenções, puando esporas de tempo no pelo dos redomões.
Arabi Rodrigues
Caramba que tenho orgulho de ser gaúcho sangue puro. Tranqueio de lombo duro e por qualquer dá cá uma palha
Estanislau Robalo
Pra soltar meu canto largo Neste começo de noite, Quando Rio Grande se ermana Pra confrarias dos versos.
Apparício Silva Rillo
Na estreita da canoa a linha longa. Nela o anzol - garra na sombra líquida O remeiro e seu ofício de paciência
Cyro Gavião
Esse petiço trancho que, ao passito, Vem chegando co’a pipa, lá da fonte, Foi quebra noutros tempos...foi bonito, Foi mestre, num rodeio e num reponte.
Jayme Caetano Braun
Meu pobre petiço baio Trancho, lonanco e maceta, Que ainda guarda na paleta Tanto csinal de chilena
João Batista de Oliveira Gomes
Na fazenda São José Onde uns dias eu passei, Pois lhe digo que gostei E não esqueço jamais,
João Batista de Oliveira Gomes
Deu bueno mesmo de fato Este petiço rosilho, Que criei desde potrilho. Às vezes ficava olhando
Apparício Silva Rillo
Este petiço, veterano aqui da estância, foi o meu pingo de infância, meu orgulho de guri.
Antônio Augusto Fagundes
Senhores, eu sou um piá Ou melhor um gauchito Não tenho medo de grito Nem de luz de boitatá
Paulo de Freitas Mendonça
Da Vila Nova foi pro velho mundo do mundo velho vem pro mundo novo e o piá se fez um pajador do povo sem esquecer de onde é oriundo...
Jurema Chaves
Meu ranchinho abandonado Lá no meio da campina Onde até mesmo a neblina parecia te enfeitar.
Jorge Lima
Há tempos que eu não cantava E o verso potro aporreado Vinha sendo anunciado Na idéia deste vaqueano
Jayme Caetano Braun
Ao EDUARDO e ao LUCIANO, Dois netos- prolongamentos, Das ânsias dos quatro ventos, Do pajador veterano,
Jurema Chaves
Piazito órfão, De roupas rasgadas, De faces marcadas Pelo sofrimento.
Matheus Costa
Na volta da encruzilhada vão quatro sombras adiante. Pastando a lua minguante num espelho de banhado.
Getúlio Abreu Mossellin
Deu cria a égua moura, Um potrilho tostado, Estrela e de pé cruzado, Foi crescendo despacito
Apparício Silva Rillo
Pinho velho, empoeirado, escutei neste momento as notas que a mão do vento te surrupiou ao passar.
Guilherme Schultz Filho
. . Em uma carga das feias
Egiselda Brum Charão
Sendo vindas de além-mar elas traziam os olhos prenhes de luz e de Lua e do calor dos mormaços.
Apparício Silva Rillo
Sobre um rodado leve de carreta, puxada por um petiço mui velho, lerdo e maceta, esta pipa veterana
José Luiz Flores Moró
Nas guaritas bambas das porteiras fui sentinela em tardes de guri da teatina vida das estradas... Olhos distantes, de lonjura a fora,
Marco Póllo Giordani
Os horizontes se achicam aos olhos do campeador. Aqui... as barbas de bode
Apparício Silva Rillo
Não, não me procurem mais no meu velho endereço la no campo. eu estou me mudando,