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2.852 poemas no acervo
Jurema Chaves
Meu ranchinho abandonado Lá no meio da campina Onde até mesmo a neblina parecia te enfeitar.
Jorge Lima
Há tempos que eu não cantava E o verso potro aporreado Vinha sendo anunciado Na idéia deste vaqueano
Jayme Caetano Braun
Ao EDUARDO e ao LUCIANO, Dois netos- prolongamentos, Das ânsias dos quatro ventos, Do pajador veterano,
Jurema Chaves
Piazito órfão, De roupas rasgadas, De faces marcadas Pelo sofrimento.
Matheus Costa
Na volta da encruzilhada vão quatro sombras adiante. Pastando a lua minguante num espelho de banhado.
Getúlio Abreu Mossellin
Deu cria a égua moura, Um potrilho tostado, Estrela e de pé cruzado, Foi crescendo despacito
Apparício Silva Rillo
Pinho velho, empoeirado, escutei neste momento as notas que a mão do vento te surrupiou ao passar.
Guilherme Schultz Filho
. . Em uma carga das feias
Egiselda Brum Charão
Sendo vindas de além-mar elas traziam os olhos prenhes de luz e de Lua e do calor dos mormaços.
Apparício Silva Rillo
Sobre um rodado leve de carreta, puxada por um petiço mui velho, lerdo e maceta, esta pipa veterana
José Luiz Flores Moró
Nas guaritas bambas das porteiras fui sentinela em tardes de guri da teatina vida das estradas... Olhos distantes, de lonjura a fora,
Marco Pollo Giordani
Os horizontes se achicam aos olhos do campeador. Aqui... as barbas de bode
Apparício Silva Rillo
Não, não me procurem mais no meu velho endereço la no campo. eu estou me mudando,
Egiselda Brum Charão
Eu sabia que virias, com toda fúria indomável, cobrar o tanto que a vida devagar te veio usurpando...
Apparício Silva Rillo
Mocinha do rancho da beira da estrada, sem brinco, sem seda, sem chita floreada - a chita floreada que tem lá na venda, floreada igualzinha ao ipé da fazenda
Jurema Chaves
Mirando o espelho das águas A indiazita pequena Misto de anjo e mulher No olhar bailava a ternura
Érico Rodrigo Padilha
Sempre... Quando a noite grande, Se debruça na coxilha, Engolindo o dia em que passei distante,
Danilo Kuhn
Palavras de luz e céu despontam no horizonte da aurora dos olhos teus... Sou menos noite que antes;
Pedro Júnior da Fontoura
Na Tapera do Mariano de lendas tantas e mistérios, há flores recém colhidas enfeitando o cemitério.
Alex Brondani
Desencilho. A campereada se termina Quando termina a tarde. Arreios, pelegos, avios,
Moisés Silveira de Menezes
Andei buscando metáforas Para compor-te um poema Descartei muitas figuras Na relancina do olhar
Apparício Silva Rillo
Nesse tempo, as fotografias desse tempo não tinham a nitidez das fotografias de hoje Nem mesmo o colorido que as antigas o tinham no mais íntimo de si.
Gilberto Trindade
O tempo desperta sonhos Libertando a voz dos galos, Rebrota o matiz do dia E o campo expõe suas artes…
Matheus Costa
Rincão, caminho de esperas pra'o andante em tempo vago; Com silêncios que embriago o peito, quando tapera.