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2.761 poemas no acervo
José Mauro Ribeiro Nardes e Dilamar Costenaro
A idade chega e vai moldando o pensamento, E a doce inocência aos poucos se cala, E o tenro piazito, já de voz engrossada, Sequer dá ouvidos quando a experiência fala.
Bianca Bergmam
Quando a solidão se achega e para na porta do rancho A tristeza por parceira puxa prosa com a saudade. Acendo as brasas, queimando sonhos e planos. Lágrimas buscam o rosto se olhos negam abrigo.
Sebastião Teixeira Corrêa
O inverno chegou mais cedo E a noite cobriu coxilhas com alvo lenços de prata O céu bordado de estrelas Parece estar tiritando no relento do universo;
Luiz Menezes
Depois que nossa vida amadurece Nossos dias têm sempre a mesma cor. Onde andarão nossos cantos juventude?
Paulo Ricardo Costa
Quando a vida perde o valor, Até a alma se pára ausente... E traz pra memória da gente, Tantos ritos de crueldade,
Jurema Chaves
Quando um sol de primavera Pintou sonhos nas campinas Um jovem taura campeiro Buscou num olhos brejeiros
Maria Luiza César
Quando a eletricidade Acaba no interior Acendem luzes da alma E é em meio a essa calma
Élson Lemos
Não se ouviu hoje cedo na mangueira, o arrastar das esporas nem bufos de redomões, um palanque solitário
Sebastião Teixeira Corrêa
Quando me sento Nos fins de tarde, de fronte ao rancho, E sorvo ausências No gosto amargo das cevaduras;
Luís César Soares
Num findar de tarde mormacento... Por birra com o angico, o Jacarandá roceiro pulou o alambrado, e foi crescer na beira do barranco abaixo do olho d’água. Queria fazer sombra pra cacimba!
Colmar Pereira Duarte
esse poema sou eu, nessas palavras que floresceram de mim, na minha fala, se há espinhos e o poema cala, a flor dos lábios – úmida, entreaberta-
Athos Ronaldo Miralha da Cunha
Quando essa pandemia passar eu quero chutar o balde... e o pau da barraca. Quero sentar na rede na varanda
Carlos André Siqueira
No dia em que eu me for Não quero choro nem vela Quero um brazedo queimando Um lampião na janela
Tulio Souza
Avisarei aos amigos com antecedência, Pois vou querer a maior festa que um defunto já fez! Não quero saber de outro velório tristonho, Vai ser um funeral de quem já tem experiência,
Juca Ruivo
Quando eu volver para o meu pago, um dia, e ouvir de novo a glória da querência na cordeona do pássaro gaúcho, encarnarei, — por tão curtida ausência -,
Lucas Augusto Rohde
Verdes... Verdes eram os olhos dela naquela tarde de maio. O Outono trazia
Paulo Ricardo Costa
Um dia, eu peguei a estrada, Sem saber para onde ia... Pois o mundo que eu queria, Não tinha rumo, nem parada,
Sebastião Teixeira Corrêa
Todo o verde do meu campo sobrou na cuia de mate, que sorvo ao pé do braseiro nas horas de solidão
Caine Teixeira Garcia
Um bom dia morno Que se faz suplício, Serve um mate frio Que à mão alcança...
Cândido Brasil
O dia vai fechando os olhos e a tarde relaxa o músculo, puxa o pala do crepúsculo e vai cobrindo restolhos, deixando imagens em molhos, ao calor dos raios do sol
Caine Teixeira Garcia
Quando o poeta chorou A dor feriu, mortal como bala! Puseram-se sonhos na mala Que o destino guardou.
Carlos Omar Villela Gomes
Quando o sol caiu não solucei, Enchi o peito com o ar que ainda tinha E pensando estar pensando não pensei.
José Luiz Flores Moró
No princípio... Foram patas de cavalos Que afundaram trilhas pelos campos virgens E ombrearam rumos, difundindo origens,
Alcindo Neckel
Um gris de tarde perpassa as planuras do horizonte ... a inspiração já escassa lhe visita novamente!