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2.761 poemas no acervo
Matheus Costa
Para os olhos da tapera - curiosos e sonolentos - quanto mais vertem lamentos, mais recorda-se o que era.
Otávio Lisboa
Benzido… corpo e raíz… Na inconstância do tempo; Eu que já chorei lamentos Pelas frestas da minha copa,
Eron Vaz Mattos
sorvi mel de lechiguanas... Junto aos sotaques dos ventos soltei o doce das rimas
Ubirajara Raffo Constant
Ali na porta do rancho, junto ao cusquito nervoso, o velho guasca orgulhoso olhava o filho partir. Também desejava ir com a mesma disposição, levando a lança na mão, p'ra se unir aos farroupilhas
Lauro Teodoro
Minha tropa chegou cansada, Lá das bandas da fronteira. Se recostou numa aguada, Bem na frente da mangueira.
Delci Oliveira
Decerto guardava luto porque sóbrio era o vestido. Na linha austera dos lábios nem sinal do riso ausente
Luiz Menezes
Chegou, sem pedir licença Me viu sentado, sentou. Eu esperei que falasse Ela falar, não falou.
Antônio Augusto Ferreira
Estas botas parecem da família, desbotadas de suor e água de sanga, lustrosas das correias das esporas, com seus bordados que teceu o mato,
Neiton Perufo
Eu nunca notei que as casas antigas Perdidas pelas vielas da cidadela aninhavam do porão ao telhado, entre cada tábua ou quarto
Joseti Gomes
Quatro moças perfiladas posavam para o retrato... Quatro desejos distintos sob a estampa colorida... Quatro olhares pra vida, sem traços de sofrimento... Uma lente revelando quatro moças bem vestidas...
João Batista de Oliveira Gomes
Aconteceu um encontro Entre amigos e família, Na semana farroupilha No aconchego de um galpão,
Aureliano de Figueiredo Pinto
No meu rancho... rancho velho missioneiro (como cupim na coxilha) desbarrigado no oitão norte, desquinchado no oitão sul, numa tarde de outono (outono já quase inverno)
Albeni Carmo de Oliveira
Aqui me tens novamente Terra que um dia deixei; Por muitos lugares andei Por força da profissão.
Xirú Antunes
Um resto de tarde mansa com soluços de invernera, Vem aos olhos do agosto a fumaça dos galpões Vem também destes seus olhos os corações da saudade
José Ramão de Freitas Saratt
E revoltou-se o gaúcho Com a abusada monarquia E num grito de rebeldia Convocou a raça caudilha
Alcy José de Vargas Cheuiche
Perdoe Virgem Maria Por lhe tomar atenção, Envolvendo um coração Tão puro e tão adorado,
Juarez Machado de Farias
Nem só as estrelas clareiam as reentrâncias da alma. Também um fogo no centro de um galpãozito campeiro
José Luiz Flores Moró
“Olha o dourado Que bateu no espinhel...” As notas são grãos de orvalho
Henrique Fernandes
Quando apeia a primavera pintando cores nas ladeiras, perfumando os corredores e aguçando o cio das potras...
Getúlio Abreu Mossellin
Morada flor de tão buena em riba de um cerro chato e ali na costa do mato ergueu-se casa e galpão
Paulo Ricardo Costa
A chuva beija a vidraça, na insanidade dos tempos! E as lembranças rompem o silêncio, gritando dentro de mim.
João Benito Soares
Num bolicho de campanha Que tinha lá no povoado Foi num dia de feriado Deu a tal rinha de galo
Léo Ribeiro de Souza
Rio Grande é terra bendita, é pátria, campo e galpão. É baldas do coração quando um amor lhe palpita.
Jurema Chaves
Ser gaúcha não precisa Ter nascido aqui no Sul Basta amar o céu azul E qostar do mate-amargo