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2.743 poemas no acervo
Apparício Silva Rillo
Cuia morena queimada confeccionada a lo bruto, rude cálice matuto de amarguentas comunhões;
Antenor Miguel Monteiro
QUE SAISTE DE UM PORONGO; PASSAS DE MÃO EM MÃO; TRAZENDO DENTRO DE SI O GOSTOSO CHIMARRÃO.
Cyro Gavião
Porongo da tradição, Que floresceu no monturo! Pelo baraço seguro, Foste crescendo a preceito,
João Batista de Oliveira Gomes
Cusco amigo era um cachorro Que criei desde novinho Era feio e arrepiadinho Quando pra casa eu levei,
Jayme Caetano Braun
Entre os amigos que tenho, Irmãos da lida campeira, Há um cusco baio cólera Que vai junto, quando saio.
Apparício Silva Rillo
Este cusco brasino, cara branca, pequenote e rabão, que o parceiro está vendo enrodilhado aí perto do fogão,
João Batista de Oliveira Gomes
Este nome de Tózinho É um nome meio esquisito, Pois não é nome bonito Foi eu mesmo que escolhi,
Bianca Bergmam
O dia amanheceu cinzento... Eu não queria que fosse assim! Queria um belo arco-íris E as cores da primavera
Jayme Caetano Braun
Mãe bugra missioneira É a história que me pariu Na barranca desse rio Numa taba de fronteira
Nabuco Portes
O prenilúnio crescente Transpondo o véu da distância; E lá no fundo da estância Ela se vê, de repente
Jorge Lima
Dos payadores de antanho Herdei as tropas de versos E o patrão deste universo Senhor da vida e destino
Apparício Silva Rillo
Irmão do asfalto, do salto, do assalto, nos ranchos no alto e dos olhos no chão, esquece o imediato, vem ver este mato, beber deste rio - um crioulo Jordão.
Júlio César Paim
E nasceu mais um menino!... ...igual a todos os meninos de seu tempo, veio ao mundo pobre, sem nada...ou alguém já viu uma criança nascer com
Joseti Gomes
Quem vê este rosto de olhar distante, com marcas de um tempo antigo, talvez não possa entender que uma vida só de entregas,
Jayme Caetano Braun
Mataram meus infinitos E me expulsaram dos campos; Da terra nasceram gritos, Dos gritos brotaram cantos!
Carlos Eugênio Costa da Silva
Quem diz que mulher é frágil e aos homens não se compara, não sabe o que se depara na vida da mulher rural.
Luís Lopes de Souza
Como um mísero desprovido e coitado, só te ofereço um gesto acanhado e rude, este poema também pobre e tresloucado que ao teu sorriso alcançará plenitude...
Rodrigo Canani Medeiros
Num junho de renguear cusco, em pulperia distante, me atraquei numa canastra com o Tempo, velho matreiro.
Paola Aparecida Pimentel dos Santos
Na pista, sob holofotes brilhantes a dança se desdobra em movimentos, e como pássaro em voo segue adiante na coreografia que não para um momento.
Ari Pinheiro
Parei de criar cavalos na estância do improviso que pra chegar ao paraíso é preciso muito pouco
Ari Pinheiro
Cova, rama e folhagem. Raiz, tafona e farinha... Se foi a ilusão que havia No sem fim das invernadas...
Luís Lopes de Souza
“Como uma clave de vento entre rudes cantilenas, é o assovio do adejo fazendo acordes, das penas...”
Ari Pinheiro
O vento de abril deixou um rastro De folhas mortas pelo chão... Levou as andorinhas Levou as largas tardes quentes E até uma pequena réstia,
Matheus Costa
No silêncio mais genuíno, chora o grampo do farpado... Não por ser aprisionado e findar junto dos fios,