A Cor do Pago
Edson Marcelo Spode
No linguajar do meu povo De xucreza carregado Aflora o nosso passado, Forjado assim sem retovo,
10 poemas
Edson Marcelo Spode
No linguajar do meu povo De xucreza carregado Aflora o nosso passado, Forjado assim sem retovo,
Edson Marcelo Spode
Veio a galope aquele julho, Quase encordoando janeiro, Na mão do tempo caborteiro, Que sempre rebenta o sovéu,
Edson Marcelo Spode
Paixão....força rompante Trovão estouro, lampejo Tem por tempero o desejo Nos olhos só o que convém
Edson Marcelo Spode
No frio da pedra o entalhe Emblemas de eternidade Suspiro longo em saudade Que a nostalgia conduz
Edson Marcelo Spode
Se achega como candeeiro De pronto tudo se aquece E a própria vida floresce Em um reverdejo faceiro.
Edson Marcelo Spode
Surgiu lá por Dom Pedrito Num trote manso do pingo, Com uma proza tipo gringo, Em vestimenta povoeira
Edson Marcelo Spode
Antigos tambores rufavam Por pulsos negros libertos Brindando os ritos incertos Gestas tribais de uma gente
Edson Marcelo Spode
Tem pouca gente que sabe E bom nem dar muita cancha, Mas quando a noite se arrancha E só as estrelas tropeiam,
Edson Marcelo Spode
Dom Hilário, firmou a mirada Pro lado que a chuva encilha Balseiro de oficio e cartilha Bombeando as barras do poente
Edson Marcelo Spode
Extraviando o chão sulino Em cada sentar de cascos E o costeio dos carrascos São a sua única guarida