A Mangueira e o Simplício
Rafael Ferreira
Mangueira feita de pedra, Com a dureza resistente, Teimosa segue presente Neste chão que está mudado.
12 poemas
Rafael Ferreira
Mangueira feita de pedra, Com a dureza resistente, Teimosa segue presente Neste chão que está mudado.
Rafael Ferreira
Vergílio saltou bem cedo, Antes de algum movimento, O ar pairava bem lento… E no galpão a fumaça
Rafael Ferreira
É este costume antigo De me fazer recordar, Nas vivências do lugar, As imagens, o galpão,
Rafael Ferreira
O vento sopra de lado Sarandeando no topete, Daquela que já foi flete, De toda e qualquer parada.
Rafael Ferreira
Galpão é casa de encilha, É rancho do mate amargo, É lugar do trago largo Na madrugada tordilha,
Rafael Ferreira
É uma saudade tamanha de te olhar sem insistir, tentar buscar tudo em ti, numa inocência engraçada.
Rafael Ferreira
Recebi como regalo um laço do “Quage Morto”, trança de seis, como poucos, l’e vi assim tão parelho.
Rafael Ferreira
-Gaitita, além do instrumento de nobre sonoridade, despertas curiosidade com teus duendes por dentro. -
Rafael Ferreira
Aqui o galpão ressona numa fumaça branquita bocejando desenganos, campeiros refazem planos
Rafael Ferreira
A língua fina de ferro lambe a pedra, de arrasto, e molda o fio do machado num sonoro vai e vem.
Rafael Ferreira
‘Stão de redor do fogo, numa prosa faceirita, regada ao doce do vinho num posto (do Pinheirinho).
Rafael Ferreira
Hoje dorme entre as paredes De um bolicho abandonado, A réstia de algum passado, Aranhas tecendo redes,