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2.842 poemas no acervo
João Arthur Mayer
Era cedo, quase alvorada, no campo ainda em silêncio, quando Miguel, homem firme, de coração puro e denso, montou no zaino tordilho com a lança e a devoção, pra ir lutar por seu povo nas causas da região.
Rodrigo Bauer
Talvez tenha sido morto na Guerra do Paraguai... Ninguém o sabe por certo, que o tempo longe se vai... Num cemitério de campo plantou-se mais um cristão e a Cruz de cedro, ainda verde, ficou cravada no chão!
Rodrigo Borges Bueno
Quantas vezes solitário, ao derredor de um fogão Quentura pra o coração, nas longas horas de espera Vivendo em rancho ou tapera, no ocaso da existência O posto virou querência, sem devaneio ou quimera.
Athos Ronaldo Miralha da Cunha
Solitária na curva do caminho, a cruz ostenta o lenço maragato. Evoca um silêncio de retrato, na Picada de São Martinho.
Gilberto Trindade
Será que sabem os que me vêem aqui corpo ainda teso e braços bem abertos, junto de alguém que nem sei ao certo qual foi o nome que ganhou pra si,
Carlos Omar Villela Gomes
Se não estás aqui não tenho culpa, Mas se eu estou aqui, a culpa é tua! Não soube dos teus trancos e teus sonhos, Nem lembro dos teus passos pelas ruas.
Bianca Bergmam
Foi há muito, muito tempo, Ou quem sabe, ainda nem foi... Muito pó e pouca vista a confundir os olhos
Paulo Ricardo Costa
Dom Inácio foi campeiro, Foi tropeiro e changueador, Foi guerreiro e peleador... Foi posteiro e capataz,
Telmo de Lima Freitas
A lua foi testemunha, Já quase clareando o dia, O redomão Ventania Não aceitou o baixeiro.
Luciano Salerno
Um dia, parei meu olhar... Na vastidão da estância, a manhã estava serenada, Vi um cavalo parado, nos olhos um brilho a prevalecer. Entre o verde dos campos e a relva, um tobiano pastava...
Balbino Marques da Rocha
E um potro baio-amarelo, Que não pelava o lombilho, Com cada um coromilho De assustar um domador,
Arin Neri de Oliveira e Silva
Correu notícia que havia Um fazendeiro afamado... Que tinha um potro aporreado Haragano e muito arisco
Silvio Aymone Genro
Aquela, Não era a primeira vez Que ele domava cavalos Lá na Estância da Caleira...
Cláudio Silveira e Cristiano Ferreira Pereira
Dor... Que é sofrimento... ... das feridas; tormento, aflição
Maximiliano Alves de Moraes
Não sei se foi de saída Lá na barranca da sanga Ou na boca da picada Onde o zaino se assombrara
Sebastião Teixeira Corrêa
Quando a saudade vem bater nas casas Varando a noite, pelas horas mortas. Os pensamentos logo criam asas E os corações deixam abrir as portas
Antônio Augusto Ferreira
Eu prefiro a dor visível, a dor que apareça, dessas que, alguém vendo, não esqueça, que mostre o quadro como o mais horrível.
Carlos Omar Villela Gomes
A espada é feito uma pena que escreve com cor de sangue... O instinto e a loucura refletindo no metal; Os motivos e a bravura
Juca Ruivo
Quando chegar esse tempo, pelos galpões das estâncias, se ouvirão as ressonâncias das cordeonas melodiosas.
Lauro Teodoro
A ESSÊNCIA DO RIO GRANDE JÁ ULTRAPASSOU AS FRONTEIRAS, NA RAÇA E NA PROCEDÊNCIA, DESTA TERRA HOSPITALEIRA.
Zeca Alves
A esperança é um par de esporas Roseteando a consciência, Quando se deixa a querência Para andejar mundo a fora...
Maria Luiza César
Silêncios e calmaria… O encontro, a euforia… Planos, sonhos, ansiedades… Ceifados pela cruel realidade…
Moisés Silveira de Menezes
A faca, lâmina, cabo ferro e pau-ferro fundidos a faca parte, reparte corta, perfura, ponteia
Moisés Silveira de Menezes
A faca, lâmina, cabo ferro e pau-ferro fundidos a faca parte, reparte corta, perfura, ponteia