Carregando poemas…Acervo
2.770 poemas no acervo
Apparício Silva Rillo
Os avós eram de carne e osso. Tomavam mate, comiam carne com farinha, campereavam. Sopravam a chama dos lampiões, dormiam cedo.
Lauro Teodoro
Existe dentro de nós uma brasa acesa, queimando os costumes de outrora.
Jurema Chaves
Minha terra e um poema Que tem de mais puro e belo Meu pampa verde-amarelo Berço da raça caudilha
Jurema Chaves
Cantando a terra que amo me sinto muito feliz para meu pago crioulo mil versos de amor eu fiz
Apparício Silva Rillo
I Não vou cantar teu vulto de legenda perdido no impreciso dos tempos e das lendas. Nas entrelinhas da história se retraça
Jurema Chaves
Terra que canto e que amo, Terra linda onde derramo Todas minhas emoções Pra falar às multidões
Antônio Augusto Fagundes
Tudo que eu quis desta vida foi ser um dos teus poetas para cantar-te, Alegrete.
Fernando Araújo
O vento soprava forte pelas frestas do galpão. Ao pé do fogo-de-chão
Júlio César Paim
Terra de Homem Campeiro... e... mulheres... sem igual... Nesse Sul, meu Continente... ...se conhece a nossa Gente
Jurema Chaves
Cansou de chorar ausências Por isso volta ao rio grande. Já emalou seus pertences O pouco que ainda guardara
Apparício Silva Rillo
Morre o pai e fica o filho, morre o filho e fica o neto e o sangue não se perdeu. Da raiz rebrota a rama,
Odilon Ramos
Sou rude como o homem da caverna. Bárbaro, primitivo, indelicado: Mas um teu gesto, uma palavra terna, Me fazem manso, dócil, dominado.
Luiz Menezes
Na senzala das calçadas Seu poncho agora é a lua Como um retrato da fome -Canto negro da poesia- Insano ser que foi homem Um errante em agonia Inerte a dor que o devassa Na indiferença da rua.
Ubirajara Raffo Constant
Dos reis magos no céu brilha A estrela clara e viajeira; De uma igrejita campeira Soa ao longe a voz do sino;
Jorge Lima
Da xucra essência pampeana Que carrego no meu peito Brota o verso deste jeito Neste estilo galponeiro
Leandro Araújo
I Eis o Campo! Imensidão verde e viva
José João Sampaio
Venho das matas e selvas Das pampas e pantanais Das tabas e dos quilombos Senzalas e canaviais
Colmar Pereira Duarte
Que segredo esconderás Incompreendido e sisudo? Tua rudeza de espinhos, Num silêncio ponteagudo
Colmar Pereira Duarte
Gaudério. Sem cabrestos nem colheras Para me tironear o coração. Atrelava nos ventos meu destino.
Cyro Gavião
Grudada ao chão da querência; Forcejando na subida; Na caminhada da vida, Vem tranqueando uma carreta...
Marco Póllo Giordani
Primeiras penas cobriam O vulto do caranchinho Que aos poucos ia crescendo... Olhando o mundo tão vasto
Juca Ruivo
Como adeus em despedida, vai-se a tarde, tristemente. Pelas bandas do poente um sol de seca esmaece.
João Batista de Oliveira Gomes
Quando vejo uma carreta Quanta saudade me dá, Começo a recordar Os velhos tempos passados,
Apparício Silva Rillo
Recavém , chedas , cadeias, tablado de duas braças, raios, cambotas e maças de guajuvira ou de ipê