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2.770 poemas no acervo
Cândido Brasil
Campo aberto, sobejo... onde o pago suspira, o vento toca sua lira com um campeiro arpejo e o senhor tempo, andejo, ao tranquito se embala, com seus passos de bengala, entre um e outro bocejo...
Sebastião Teixeira Corrêa
Que pena, o campo tombando, Sob os discos de um arado A coxilha está chorando Por ter seu ventre rasgado.
Jurema Chaves
Ah! Que saudade do céu da minha terra, De molhar os pés nos campos orvalhados, Beijar o entardecer afogueado. Ver o arco-íris se deitar na sanga
Lauro Teodoro
Quando uma família sai do campo E se arrancha na cidade, Os sonhos viram luz e fumaça, E o campo vira a saudade.
Jurema Chaves
Quero sair por aí, parar no meio do nada Buscando novas estradas, antigos rastros perdidos Ter a brisa perfumada a despertar meus sentidos E um sussurro de prece, a acariciar meus ouvidos.
Apparício Silva Rillo
Rosa, Rosinha, mocinha, à beira rio, sob o sol,
Moisés Silveira de Menezes
Minha terra sem palmeiras muitos palmos, muitos palmos de terras enconflitadas sabiás sabicantantes
Augusto Meyer
Negrinho, Você que foi amarrado num palanque, rebenqueado a sangue pelo rebenque do seu patrão,
Jurema Chaves
É a terra cantando a embalar o pampa a minha linda estampa de um céu multicores
Maria Luiza César
Vim da terra mais gaúcha Onde canta o sabiá Um recanto bem campeiro Pago flor de hospitaleiro
Nitheroy Ribeiro
Quantas recordações tu me trazes a lembrança, das vezes que em tí montado em meus brinquedos de criança
Osiris Rodríguez Castillos
Me llaman el “radomante” pues Dios quiso que surgieran donde quiera que yo pase manantiales de agua fresca.
Apparício Silva Rillo
és a chinoca ruiva mais acesa que jamais gauderiou pela campanha. Para encontrar-te basta bater à porta de um bolicho,
Luciano Salerno
Desperta a aurora do dia, vejo o sol sobre rio a brilhar, Com as mãos, desenho horizontes e nuvens aquareladas, Pintando mosaicos telúricos, com o amor a transbordar, Guardo doces lembranças, uma pura herança encantada.
Pedro Darci de Oliveira
Meu senhor dono da casa ... A dalva desperta o dia Que adormeceu na lagoa. Os seus olhos preguiçosos
Júlio César Paim
Chegam... Trazendo nos braços Muitas dúzias de cansaço. Roupas sujas encardidas
Vinícius Antônio Machado Nardi
Singular. Que tu eras assim, Até mesmo as quinas de tua alma Sabiam.
Adriano Medeiros
Bem ali junto das pedras das aguadas cresceu e se criou cada dia mais forte. Com uma formação de lei muito antiga Onde era possível ver sua genealogia.
Luís Lopes de Souza
Gaúcho...! Um baita Gaúcho!! Patrício miscigenado que na inquietude do tempo reza glórias e ressábios.
Apparício Silva Rillo
Parei rodeio no Tempo... ...e as cordeonas, os botões graves e as primas, o rechinar das carretas,
Luís César Soares
O minuano matreiro timbra os ares com assobios compassados... De carancho, adentra os ranchos nessas invernias xucras,
Joseti Gomes
“Ora et labora” O corpo e suas marcas de vida inteira. Tronco morto plantado em terra viva, moldado para um fim: “servir”.
Moisés Silveira de Menezes
Meu Irmão de Rimas livres permisso pede o cantor para opinando saudar terra dos ancestrais
Ari Pinheiro
O tempo estava quieto lá fora... O véu sebruno da noite estendera um tapete de luto no pago...