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2.761 poemas no acervo
Cyro Gavião
Que fica à beira da estrada, Quando se volta pra o pago, Eu sinto um tal de remorso, Que, pra esquecê-la, me esforço,
Sedenir Oliveira
Tu que andejas coxilhas, cerros, fronteiras e rios. Tu que tratas de igual tudo o que tem vida, não importa que sejam animais, plantas ou seres humanos. Tu és mandalete de Deus, Patrão da Estância do Céu,
Antônio Augusto Ferreira
Eu tava me aprontando pro baile da noite, mandaram me chamar, encilhe o gateado, toque a galope, a velha tá mal, precisa remédio, não passa de hoje, um pé lá outro cá, parará, parará, parará, parará. Mas logo hoje, na noite do baile, a Marica decerto nem sabe da velha, não vai esperar. Tanto dia pra morrer e logo hoje! Coitada da velha, patroa tão boa, no outro verão, quando a Castiana andou por aqui, me metendo os olhos, rebolejo pra lá, rebolejo pra cá, a velha me avisa, cuidado meu filho, essa não serve, é que nem coruja de corredor.
Luís Paulo Pizolotto dos Santos e Luciano Salerno
– I – Nós não vimos a chegada – ele habitou entre nós – Em filhos, netos e avós fez sua própria morada. Quarentena decretada, regras de isolamento.
Edson Marcelo Spode
Veio a galope aquele julho, Quase encordoando janeiro, Na mão do tempo caborteiro, Que sempre rebenta o sovéu,
Gonçalves Chaves Calixto
Eu que sempre fui gaudério Certa feita ia viajando De longe fui avistando Num rancho á beira de estrada,
Jurema Chaves
Nasci nas verdes campina E desde, muito menina, Pisando a relva molhada Cabelos soltos ao vento
Colmar Pereira Duarte
Meu amor pela Terra não é cego. Não é paixão feroz, desenfreada. Nem tem o espanto, o ciúme e a saudade Desse amor da primeira namorada.
Colmar Pereira Duarte
Se a terra tinha dono E se foi dito ou não, por Tiarajú, A quem bania os índios Pra dividir a posse desse chão.
João Pantaleão Gonçalves Leite
Negro Chico carijó, Rude escravo de fazenda, Sua miséria era tremenda, Seu perfume pura arruda.
Gonçalves Chaves Calixto
Tava reunida a peonada No galpão grande de trás Foi quando entrô o capataz Falando pra todo mundo:
Jurema Chaves
Velha chilena de prata Pendurada no galpão. Já riscaste muito chão Por este rincão, o fora.
Jayme Caetano Braun
Velha chilena de prata, Arruaceira e caprichosa Que vai tinindo chorosa, Num versejar campesino
Vargas Neto
Chimarrão! Desculpa boa pra eu apertar os dedos da chinoca, quando, horas a fio, ela me alcança esse amargo, que é tão doce!
Iberê Machado
Pra fazer o mate amargo, Erva nova de primeira. Uma bomba, uma chaleira, Uma cuia bem curada.
Gonçalves Chaves Calixto
Quanta alegria que sinto Quando venho do roçado Com fome, sede e cansado. Me dói até o coração
Glaucus Saraiva
Amargo doce que sorvo num beijo em lábios de prata! Tens o perfume da mata molhada pelo sereno.
Dimas Costa
Levanto sempre cedito, bem na penumbra do dia e embebido na poesia duma xucra inspiração;
Cyro Gavião
(À memória de Aureliano de Figueiredo Pinto) Bem cedo deixo os pelegos - Velho costume que trago -
Aureliano de Figueiredo Pinto
Não sei por que nesta noite o sono velho sebruno ergueu a crina e se foi! E eu que arrelie ou me zangue.
Jurema Chaves
Canto em versos minha terra Em rimas canto meu pago Transmito o amor que trago Nas asas da emoção
Jayme Caetano Braun
Mate do estrivo bendito, Amargo que a gente chupa, Já de poncho na garupa Para a tropeada do mundo,
Jayme Caetano Braun
Meu amigo - meu irmão, de campo - serra e fronteira, alma da terra e tronqueira, da gaúcha tradição,
Jayme Caetano Braun
O payador missioneiro Sente o calor do braseiro Batendo forte no rosto E vai mastigando o gosto