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2.770 poemas no acervo
Jayme Caetano Braun
Candieiro chucro incendiado Sobre os altares do campo Teu vulto de pirilampo Que na velha noite pisca
Apparício Silva Rillo
A noite nasceu agora do ventre deste luar e eu morri no fogo-morto que foi luz em teu olhar.
Luiz Menezes
Mas oigate vida “braba”! Que profissão desgraçada... Era um forte e, no entanto Vivia a margem da sorte.
Joseti Gomes
Não tive opção, Foi olhar e perder-se... Foi a essência exalada da pele Desprendida no ar.
Jurema Chaves
Eu nasci pra ser poeta Trago n´alma a poesia Transformo a melancolia Em versos de amor ao pago
Luiz Antonio Weber
Era tempo de colonização... Alemães...pomeranos, polacos... Fritz, Bertholdo, Gustavo.
Adriano Silva Alves
Um resto de noite na idade dos olhos tingidos de luz... Um Cristo ao avesso, e um novo começo pra os braços da cruz.
Moisés Silveira de Menezes
Não, não me pintem por favor, pilchado, bem montado em flor de flete; pelas bailantas, fandangueando alpedo, arrastando a asa pra morochas lindas.
Jurema Chaves
Procuro olhar a vida, Com os olhos da alma. Da melancolia faço versos para cantar. Vejo teus olhos verdes,
Cândido Brasil
O sul rural nativista é uma obra idealista do Deus supremo artista, arquiteto e dramaturgo, cuja inspiração divina iluminou a retina e na Santa Catarina criou a bela Fraiburgo.
Moisés Silveira de Menezes
I Kaingang no campo aberto, Xokleng nas araucárias. Ao olvido das plegárias,
Ana Lúcia da Silva Morais
Joia rara de encantos a brilhar, entre pomares e montanhas a se estender, tua beleza está sempre a encantar, cá onde a paz é o bem maior a se colher.
Luciano Salerno
Sou frente... do rubro crepúsculo no firmamento, Trago por dentro o gen do centauro das coxilhas, Levo pelas trilhas a coragem da gesta guerreira, A fibra da casta campeira onde o orgulho rebrilha.
Rodrigo Canani Medeiros
Um quero-quero que habita o sul deste Continente não vislumbra diferenças entre a pampa castelhana
Jayme Caetano Braun
...O grito de exaltação de passado e de presente, na invocação permanente do homem que se preocupa
Osiris Rodríguez Castillos
I Sujeto el caballo junto a la frontera...
Fátima de Jesus Armesto
Aos olhos do homem comum, o mistério perde-se no tempo e à vezes me pergunto: “Quem é mais ludibriada
Joseti Gomes
Sinto que é chegada a hora. Canto em versos minha voz que guardei nas grutas escuras e, agora, deixo-a fugir sem pena
Moacir D'Ávila Severo
A tropa aponta na ponta da estrada Maleva que leva ao Juízo Final. Ergue-se à poeira, parda bandeira, Em cerimônia a um funeral.
Juarez Machado de Farias
Morreu o vaga-lume. Menos uma estrela no campo. O verão pincel das noites
Apparício Silva Rillo
Velha gaita fiel de duas falas, intérprete crioula de emoções, que chora na rudeza dos galpões e ri de gosto no esplendor das almas!
Jayme Caetano Braun
Te abre - cordeona machaça, me deixa ver o teu miolo, e canta as glórias da raça no teu compasso crioulo!
Jayme Caetano Braun
Valente galo de rinha, guasca vestido de penas! Quando arrastas as chilenas No tambor de um rinhedeiro,
José Hilário Retamozzo
Emponchados acorrem aos galpões e o calor que se transmitem explode em lavaredas no fogão.