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2.870 poemas no acervo
Cândido Brasil
O sul rural nativista é uma obra idealista do Deus supremo artista, arquiteto e dramaturgo, cuja inspiração divina iluminou a retina e na Santa Catarina criou a bela Fraiburgo.
Moisés Silveira de Menezes
I Kaingang no campo aberto, Xokleng nas araucárias. Ao olvido das plegárias,
Ana Lúcia da Silva Morais
Joia rara de encantos a brilhar, entre pomares e montanhas a se estender, tua beleza está sempre a encantar, cá onde a paz é o bem maior a se colher.
Luciano Salerno
Sou frente... do rubro crepúsculo no firmamento, Trago por dentro o gen do centauro das coxilhas, Levo pelas trilhas a coragem da gesta guerreira, A fibra da casta campeira onde o orgulho rebrilha.
Rodrigo Canani Medeiros
Um quero-quero que habita o sul deste Continente não vislumbra diferenças entre a pampa castelhana
Jayme Caetano Braun
...O grito de exaltação de passado e de presente, na invocação permanente do homem que se preocupa
Osiris Rodríguez Castillos
I Sujeto el caballo junto a la frontera...
Fátima de Jesus Armesto
Aos olhos do homem comum, o mistério perde-se no tempo e à vezes me pergunto: “Quem é mais ludibriada
Joseti Gomes
Sinto que é chegada a hora. Canto em versos minha voz que guardei nas grutas escuras e, agora, deixo-a fugir sem pena
Moacir D'Ávila Severo
A tropa aponta na ponta da estrada Maleva que leva ao Juízo Final. Ergue-se à poeira, parda bandeira, Em cerimônia a um funeral.
Juarez Machado de Farias
Morreu o vaga-lume. Menos uma estrela no campo. O verão pincel das noites
Apparício Silva Rillo
Velha gaita fiel de duas falas, intérprete crioula de emoções, que chora na rudeza dos galpões e ri de gosto no esplendor das almas!
Jayme Caetano Braun
Te abre - cordeona machaça, me deixa ver o teu miolo, e canta as glórias da raça no teu compasso crioulo!
Jayme Caetano Braun
Valente galo de rinha, guasca vestido de penas! Quando arrastas as chilenas No tambor de um rinhedeiro,
José Hilário Retamozzo
Emponchados acorrem aos galpões e o calor que se transmitem explode em lavaredas no fogão.
Jayme Caetano Braun
Galpão velho chamuscado No fogão de gerações Onde as velhas tradições Desentonadas e ariscas
Luiz Menezes
Velho galpão és o santuário do gaúcho Como o mais firme palanque de emoções. Tu representas toda a fibra de uma raça Que se tempera nos brasedos dos fogões.
Marco Pollo Giordani
Bandeou-se à noite – e com ela – Miragens de um sonho largo! Há um borralhão no nascente - meio de brasa e de cinza -
Apparício Silva Rillo
Meu tosco galpão de estância erguido sem aparato, aqui no mais te retrato sem te pedir permissão;
Rafael Ferreira
Galpão é casa de encilha, É rancho do mate amargo, É lugar do trago largo Na madrugada tordilha,
Jayme Caetano Braun
sala grande, chão batido onde passei minha infância querido galpão de estância que foste um dia meu lar,
Valdorion Klein
Quando! te olho galpão. Me agarro, na mão do vento, E me desprendo em pensamento, Recordo, o rancho onde cresci,
Getúlio Abreu Mossellin
Meu velho galpão do pampa, Parede beirando o chão. Bem no fundo um fogão, Pra fazer bóia campeira,
Jayme Caetano Braun
Meu velho galpão de estância da pampa verde-amarela que ficou de sentinela da história da nossa infância,