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2.870 poemas no acervo
Apparício Silva Rillo
Meu nome é Guitarra. Sou vento e cigarras, sou risco de garras e sou algodão.
Jurema Chaves
Como dói ver a guitarra emudecida A poeira adormeceu, bordões e primas E em mim uma dor, que não se cala Pendurado na parede aquele pala...
Getúlio Abreu Mossellin
Peço licença indiada, Vou contar a minha vida, Da minha querência querida Na campanha do Alegrete.
Adão Quevedo
Eu sou um guri do campo arrancado da raiz, assim como outros tantos que a cidade não diz.
Apparício Silva Rillo
Como me agrada, Guri, ver-te rasgar a cordeona - uma raiz redomona que havia dentro de ti.
Joseti Gomes
Ser mãe nos dias de hoje é uma coisa complicada! Tenho três filhas de pano costuradas, ponto a ponto...
Marcos Roberto Paines Nunes
Floreando a barbela, “tiflando” uma copla - que há tempos é a mesma... Estampa “grongueira”, jeitão de fronteira, me vou... trote lento.
João de Deus Vieira Alves
Ventava , como ventava O frio do amanhecer cortava como punhal Invadindo o barraco ínfimo João aos sobressaltos
Apparício Silva Rillo
Naqueles tempos, sim, naqueles tempos as casas já nasciam velhas. Naqueles tempos, sim, naqueles tempos, sim,
Colmar Pereira Duarte
Vim de um tempo em que as distâncias eram léguas de silêncio e o pampa, um deserto verde.
Derly Silva
Nos pagos de Estância Velha Te esperamos meu irmão Pra entreverado conosco Na roda de chimarrão
Dimas Costa
Dos que vieram de além-mar Aportando nestes rincões, E desbravando sertões, Nas serranias selvagens,
Alberto Sales
Sou filho do tempo que não se curva sou neto da cinza espalhada ao chão, minha pele é terra que o vento turva quando o mundo nega meu coração,
Jurema Chaves
Lembro com muita saudade da minha vida lá fora via o romper da aurora com papai junto ao fogão
Jadir Oliveira
Olhando o rancho tapera com o semblante já puído O telhado esburacado e o oitão quase caído. Fiquei parado em silêncio ao lembrar porque eu vim Pra ver de perto as histórias que o vovô contou pra mim.
João Benito Soares
Se perguntam de onde sou Eu te respondo bem ligeiro Sou Riograndense altaneiro Aqui mesmo fui criado
Jurema Chaves
Sou herdeiro deste pampa Peãozinho farroupilha Criado nessas coxilhas Ouvindo o berro do gado
Osvaldo Machado
Há muitos anos passados, quando vovô era vivo, carregou sempre consigo, um traste de estimação.
Sebastião Teixeira Corrêa
A trilha guardou a história Daqueles que abriram a trilha, Desenhando geografias Pelos rumos dos cargueiros;
Alberto Sales
Deixou todos os tesouros guardados No sótão, do galpão do meu avô, Registros nas prateleiras de encantos Repletas de memórias bem antigas
Jorge Lima
No galope deste tempo Janeiros venho cruzando Nos versos ando cantando As memórias do meu pago
Jayme Caetano Braun
Está chovendo, eu mateio, do meu fogão de espinilho; alargo a mente
Edson Marcelo Spode
Antigos tambores rufavam Por pulsos negros libertos Brindando os ritos incertos Gestas tribais de uma gente
Francisco Scaramussa
Sou um perfil de luzeiro do sonho de muitas eras, que um par de amorosas vontades tornou realidade. Doçura vertida numa estampa de prenda, que esta terra vai pintando nos olhos da alma.