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2.870 poemas no acervo
Maicon Cigolini
Não quero contar outras histórias... Quero contar a minha história! Mas minha história não é de contos de fada... Um gaúcho teatino se bandeou sem destino,
Paulo Sérgio Boita
E um carancho lá no mato E pra iniciar o redato Desta andança baguala Não dispenso a velha fala
Gonçalves Chaves Calixto
Gaudério é o índio que andeja Daqui pra ali na querência, Desfrutando a convivência Com todo o tipo de gente,
Glaucus Saraiva
Entre uma saudade e outra é assim que vive um gaudério, nesse imenso presbitério, encolunados de serras.
Apparício Silva Rillo
Homem não é como pasto que nasce de uma semente. Eu tive mãe, certamente, e um pai eu tive também.
Dimas Costa
Juvino, pobre gaúcho, Um dia se deu ao luxo De conquistar uma prenda; Moça, linda e ricaça,
José Rufino de Aguiar Filho
Gaudérios de boas pilchas, Cavalo bem aperado E um trinta e oito prateado, Para qualquer reboliço.
Valdorion Klein
Ali! No Sul Catarinense, No povoado de Laguna, Ninguém tinha fortuna, Era parada de tropeiro.
Henrique Fernandes
Vi meus pais ficarem velhos... Meus avós virarem quadros... ...meus bisavós tornarem-se lenda, e meus filhos homens feitos...
Guilherme Schultz Filho
Cemitério do Cordeiro, encostas do Camaquã. Ouvia-se de manhã o som de um clarim guerreiro.
Luís Lopes de Souza
Sujeito bronco e molambo por “Conselheiro” chamado... barba e melena revoltas qual fantasma estremunhado.
Lauro Teodoro
Ora minha querida mamãe, És gesto de amor e carinho. Sem você sou rio seco, Um pássaro fora do ninho!
Nivaldo Rosa
O garnizé, lá num canto do galpão, Soltou seu canto prenunciando alvorada, Que logo irá se desnudar, ali no horizonte. Já deve ser cinco e pico da madrugada,
Jayme Caetano Braun
A la putcha meu patrício, Como é lindo e perigoso Quando um bagual baixa o toso Corcoveando num lançante
João Benito Soares
Era um domingo bem cedo Lá pelo mês de Setembro A data eu nem me lembro Desta festa tão falada
Otávio Lisboa
Eu vi uma flor bonita, tinha nome de senhora! Abraçada em seus enredos, pendurada em suas demoras…
Luiz Menezes
Eu te agradeço o bem que me fizeste Por esta glória de sentir saudade; Eu te agradeço a lágrima que deste Em holocausto à minha mocidade.
Alceu Wamosy
Cavalheiro do sonho, a estrada flórea Sigo, da Vida, em límpida conquista, Disso que os outros homens chamam glória, E não é mais que uma visão de artista.
Jayme Caetano Braun
Deu cria a brasina velha Do gadinho das crianças -Vaca mansa, das mais mancas, leiteira, u’a maravilha,
Leonardo Charrua
Quem sou eu? Que persegue a tarde enrubescida! Que desperta a flor adormecida, Entre o silvido da flauta dos juncais!
Carlos Omar Villela Gomes
Como chegou, ninguém sabe, Ninguém viu nem se importou... Apenas passos cansados E um silêncio que restou.
Apparício Silva Rillo
Este oveirinho magrela que lá vai no rumo do galpão, não teve mãe que lhe lambesse o pêlo, foi criado mamão.
José Luiz Flores Moró
Nesses tempos Já não havia tempo para a paz... A boiada foi pastar silêncios no fundo da invernada, O arado perdeu o jeito de brincar com a terra
Jayme Caetano Braun
Velha e machaça guitarra Que eternece e que provoca, Tens o feitio da chinoca Na tua forma bizarra,