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2.775 poemas no acervo
Renato Silva
Tiraram minha identidade Tiraram a terra que eu tinha! A terra que era minha Que hoje já não é mais
Jayme Caetano Braun
O TRUCO é um jogo tão guasca Como a Tava e as Chilenas. Velhas cartas Sarrancenas Quatro a quatro, do Ás ao Rei
Albeni Carmo de Oliveira
Jovem deixaste teu pago Onde viveste tua infância. Recordas tua ansiedade? Grande então foi a distância
Apparício Silva Rillo
É muito, muito difícil, fazer-se um poema de José, como, sobre, a respeito do avesso ou do direito
Marco Póllo Giordani
Dos meus recuerdos de piá, Me vem - o velho Jovino. Corpo sofrido - franzino, Chapéu grande e barbicacho;
Odilon Ramos
Que judiaria, guria... nós dois se querendo tanto, tão perto e tão apartados.
Dimas Costa
Tem na alma a tradição. Quando vai numa festança O Juvêncio pula e dança Que parece um gurizão.
Léo Ribeiro de Souza
Ruas talhadas no bater de cascos, casebres toscos, num dos quais nasci, xirús campeiros de estampa honesta de um telurismo que igual não vi.
Joseti Gomes
Grades não aprisionam O soco da mão fechada Que jura amor desse jeito! No sangue quente da briga,
João Antônio Marin Hoffmann
Assim cresceram os dois, com parescença de irmãos. O branco, fez-se maestro no manuseio da pena! O mulato, mais campeiro, com precisão de doutor No manuseio da faca, fez graduação no carneio.
Albeni Carmo de Oliveira
Eu sempre fui gaudério E quando parava na estrada Era para alguma sesteada, Ou beber água em vertente.
Jayme Caetano Braun
Apeado junto a legenda Da tapera e do umbu Revivo em teu vulto nu Meu velho laço trançado
Marco Antônio Dutra
Cresci no meu faz de conta, Bombeando para esse homem Trazia na sua estampa E no aço bronze dos braços
Jurema Chaves
Senti o manto do céu me recobrindo E meus sonhos indeléveis pressentindo Esse reencontro de anseios libertados Os anjos a cantarem no paraíso
Salvador Ferrando Lamberty
Num paraíso de sonhos Marlene e José se amavam, toda vez que se encontravam juravam eterno amor...
Apparício Silva Rillo
As estrelas pediram, pediram um espelho pra Nosso Senhor.
Alex Brondani
Na solidão noturna da coxilha, dorme a lagoa Inundada de estrelas bailarinas celestes Envolta em brumas e ninada por grilos... Recanto de vida que reluz como espelho
João Pantaleão Gonçalves Leite
Patrício peço licença Para cantar minha terra, Fica no alto da serra Debaixo d’um céu de anil;
Sebastião Teixeira Corrêa
Os sulcos fundos das rugas São rios de águas salgadas Que a erosão do meu rosto, Formando um mar de desgosto,
José Machado Leal
Lugar de mulher é no rancho, Lavando, passando e cuidando dos filhos As vezes chorando, quando o homem não vem.
Francisney
Na fazenda coxilha rica No município de Pau Fincado Eu nasci e fui criado Sem nunca ter visto luxo
Vargas Neto
Lança dos farrapos sem medo e sem trégua, que nas três pontas dos galhos do teu ferro eras uma aemaça de morte sem remédio no punho bronzeado dos centauros,
Mauro Ubiratan Pereira da Rosa
Trago uma lança encravada Nas suplicas do meu peito E as bandeiras do eletismo Silenciam meu clamor.
Leonardo Charrua
Trago um grito Guarany Corcoveando na garganta! Sou Passado que levanta Na missioneira paisagem;