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2.870 poemas no acervo
Juarez Machado de Farias
Dona Tereza faz mate Numa “xicrinha” sem asa. Tão amiga e tão saudosa A alma é conforme a casa.
Guilherme Collares
Rol de bens a inventariar: 20 quadras de campo de baixa qualidade; Casa, galpão e mangueiras muito antigos e mal conservados;
Tonia Mariza Frizzo
Ela vinha, Do fundo das invernadas do tempo. Trazia, Amealhadas na tarimba do peito,
Egiselda Brum Charão
ANTES... “Terra era vida pulsando, exultando tons de beleza,
Marco Pollo Giordani
Meus filhos indagaram-me sobre o vento: - De onde vem o vento? - Ah!... o vento...falei-lhes com paciência... Esse campeiro inquieto,
Jurema Chaves
Mesmo com chuva caindo Eu sinto a vida sorrindo Aqui bem dentro de mim. Eu sinto amor e encanto
Albeni Carmo de Oliveira
Meu campo florido Meu jardim natural, Teu doce caudal De rara beleza.
Carlos Omar Villela Gomes
Jaime abriu os olhos mansamente, Num silêncio de poço... Sentou, fechou um palheiro, Olhou pra os lados mas não viu ninguém...
Jayme Caetano Braun
João Barreiro...João Barreiro... Velho pássaro bizarro Que dum ranchito de barro, Amassado com carinho,
Eudes Maria Pereira da Silva
A barra do dia já o encontra mateando solito... O fogo de chão já foi avivado muitas vezes... E muitas vezes ele lhe serviu de farol alumiando pensamentos, que agora quer esquecer!
Carlos Eugênio Costa da Silva
João Craúno nasceu pobre, desgarrado e teatino. Veio conforme o destino inventou de lhe mandar.
Xavier Valter Fritsch
“As feia trás as bonita” Dizia o João num ditado. Assim vivia o lasqueado retocando as balzaquianas.
Brenda Luiza Moreira Magni
Semblante triste Num corpo franzino Dobrado pela passagem dos anos. Estampa de um campeiro
Matheus Costa
Nos olhos, poeira e distância... Na alma, restos de adeus!... Desta forma, João Lonjura
Moisés Silveira de Menezes
João Maria, filho meu É tempo de boa nova toma o cajado e a estrada que a hora já é chegada,
Albeni Carmo de Oliveira
Com o progresso chegando Dia-a-dia sem parar, Com máquinas a empurrar Do campo o trabalhador,
Renato Silva
Tiraram minha identidade Tiraram a terra que eu tinha! A terra que era minha Que hoje já não é mais
Jayme Caetano Braun
O TRUCO é um jogo tão guasca Como a Tava e as Chilenas. Velhas cartas Sarrancenas Quatro a quatro, do Ás ao Rei
Albeni Carmo de Oliveira
Jovem deixaste teu pago Onde viveste tua infância. Recordas tua ansiedade? Grande então foi a distância
Apparício Silva Rillo
É muito, muito difícil, fazer-se um poema de José, como, sobre, a respeito do avesso ou do direito
Marco Pollo Giordani
Dos meus recuerdos de piá, Me vem - o velho Jovino. Corpo sofrido - franzino, Chapéu grande e barbicacho;
Odilon Ramos
Que judiaria, guria... nós dois se querendo tanto, tão perto e tão apartados.
Dimas Costa
Tem na alma a tradição. Quando vai numa festança O Juvêncio pula e dança Que parece um gurizão.
Léo Ribeiro de Souza
Ruas talhadas no bater de cascos, casebres toscos, num dos quais nasci, xirús campeiros de estampa honesta de um telurismo que igual não vi.