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2.788 poemas no acervo
Matheus Costa
Eu, rancho de palha seca… ...barro de três, quatro dias; Num fundo de sesmaria, toldado pela saudade,
Jayme Caetano Braun
Voltei ao rancho, da querência onde nasci, vinha ao tranquito, assobiando uma vaneira,
Maicon Cigolini
Foi por causa da guerra Que fiquei só neste mundo, Já sem mãe, agora sem pai. Enquanto, na guerra, eles matam e morrem,
Jayme Caetano Braun
Mais um ano entra na forma Da tropilha dos meus anos. Baio - tordilhos - tobianos, Mas o índio se conforma.
Maicon Cigolini
Sentado...ele apreciava o horizonte As ondas do mar, os batimentos de seu coração... Pareciam até estar em harmonia. Pra ele, o amor estava em tudo!
Antônio Augusto Ferreira
Outra vez mais um inverno chegou nas noites de maio. Só eu mesmo e meus silêncios nos recolhemos pra dentro.
Everton Michels
Se findando a primavera, O dia! se põe nublado, Me quedei... abichornado Ao som de uma milonga,
Silvio Aymone Genro
Chica Bacuda é a chinoca Mais amada e odiada E também a mais mal-falada Entre as mulheres da vila!
João Batista de Oliveira Gomes
Agora eu vou falar Aquilo que eu não falei, Vou contar bem direitinho Esta estória que eu sei,
Loresoni Barbosa
Debandaram-se os poetas a descobrir novos caminhos, que nos levem ao passado sem nos tirar os sentidos.
Arabi Rodrigues
Velha mangueira crioula De pedra moura amontoada, Tu, cerca abagualada, É marco da história viva,
Jayme Caetano Braun
Velha mangueira crioula, Curral de pedra empilhada Que até o pastor da manada Bombeia com desconfiança,
Iberê Machado
Meu baio Florão de Tropa Sabe o rumo do cambicho E leva o trecho a capricho Na sua marcha andarilha.
Osiris Rodríguez Castillos
Ni sé qué pensar a veces d'estas manos que yo tengo... pa’cualquier cosa me sirven;
Matheus Costa
Estranha o sestro e a cisma que perdeu, sentindo a idade; E, talvez, tenha saudade dos retovos, d'um tirão.
Carlos Roberto Hahn
Manuelzinho dispensou o amadrinhador pra declamar seu poema de vida. Andou sempre de ombros vergados por ter uma carga sofrida.
Loresoni Barbosa
CONHEÇO UM PAR DE MÃOS CALEJADAS DE ESPERANÇAS, AMPARO DOS MEUS SEGREDOS, DOS TEMPORAIS A BONANÇA, QUANDO A ESTRADA ME CARREGA PARA SEGUIR UMA TROPA, SÃO O ADEUS NA PORTEIRA, O ABRAÇO PRA MINHA VOLTA.
Iberê Machado
Pilchas e arreios, o meu lenço bem atado. De rédea curta, o meu tobiano rosilho Conhece trilhos, hoje em dia, onde um gaúcho, Mesmo sem luxo, ainda andeja no lombilho.
Athos Ronaldo Miralha da Cunha
O meu chimarrão é virado Com a cuia xucra dos dias Num domingo de ventania O meu churrasco é salgado
José Hilário Retamozzo
Andava de pago em pago teimando em querer um lenço, mas diz que mais colorado do que boca de sangria.
Iberê Machado
Garoa guasqueada Na tarde de agosto. Os pingos no rosto, Pé firme no estrivo.
Carlos Omar Villela Gomes
0 tom do vento murmura teu nome Quando recorta a madrugada fria; Tem sonhos, sombras e assombros... Tem gosto de nostalgia.
Iberê Machado
Rio Grande, confiante Trincheira Brasil. Arado e fuzil Da união nacional,
Zeca Alves
Na pampa grande do Sul Lá por mil e setecentos. Quando esta etnia,