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2.870 poemas no acervo
Jurema Chaves
Conheci numa fazenda, Um negro já bem velhinho, Os cabelos tão branquinhos, Pareciam de algodão.
Gonçalves Chaves Calixto
Quando me vem na lembrança, Até meu coração dança Quando pego recordar Meu tempo de carreteiro
Cyro Gavião
Sou gaúcho e não renego As tradições do meu pago, Por isso é que, às vezes, pego Na garrafa e tomo um trago.
Tatiane da Rosa Crestani
Cheiro de terra molhada! Gosto de algodão doce... Assim são os avós!
Jurema Chaves
Como é lindo ver o gado se espalhando na invernada cedito de madrugada o gaúcho e seu cavalo
Andressa Maiara Morel
Ainda me lembro bem da casinha de madeira, de chão batido, 0 fogão a lenha feito de barro,
Brenda Luiza Moreira Magni
Olhos perdidos a contemplar o horizonte, Palheiro aceso entre os calejados dedos, Cabelos ralos, olhos fundos, corpo franzino. Sentado em um pequeno banco
João Batista de Oliveira Gomes
Às vezes estou lembrando Da terra onde nasci, Dos meus tempos de guri Onde passei minha infância,
Jurema Chaves
Quando o tempo te mostrar a realidade quando a neve em teus cabelos for caindo lembrarás, então...Momentos lindos, de infinito amor e de doçura
Rodrigo Bauer
I Eu trago um lenço branco no pescoço... O velho lábaro republicano que vence o posto trivial do pano
Antônio Augusto Fagundes
Nascido de alma caudilha - nem por isso menos franca - Deus te deu essa cor branca que até de noite rebrilha.
Glaucus Saraiva
Pedaço de sol poente no meu pescoço amarrado! Velho lenço colorado batido pelo minuano,
Glaucus Saraiva
Nasceste de um raio guacho na alquímia do espaço. O tento azul de teu aço veio da lonca do céu.
Simões Lopes Neto
Sentado num tronco de corticeira, forrado de couro curtido Já de pontas mascadas, do tronco era abrigo Adorno do meu rancho, herança de Santa Fé Pensava na vida de como foi, na vida de como é.
Glaucus Saraiva
Nos velhos tempos de antanho, quando o campo era sem dono O guasca era um rei no trono verde-escuro das coxilhas...
Osiris Rodríguez Castillos
A mi amigo Dn. Justo Dorrego que fue estanciero fuerte de Paso de los Toros y de cuyos labios conocí esta tradición.
Moisés Silveira de Menezes
I Vem de longe, genuíno! Um tostado frente aberta, olhar de águia em alerta.
Mano Terra
Ah! O tempo! Onde o tempo? Percebo agora, que o potro-tempo passou, assim, tão disparado!
Matheus Costa
Este par de asas miúdas - gigante pra quem as sente - com destino diferente rompe lonjuras do tempo.
Valdorion Klein
É a asa do quero-quero Que alça lindos vôos, Pra encontrar firmes pousos. É o João barreiro,
Moacir D'Ávila Severo
Sou sede de tanta gente Por este mundo sem fim, Sou clamor dos sufocados Que acham falta de mim.
Leo Bilac V do Carmo
As lembranças das raízes Que no pensamento galopa São momentos de glória De lutas, de tantas vitórias,
Alex Brondani
Esta história vem de um tempo Perdida no próprio tempo; Vem do fundo dos requerdos, Essência crua da alma
Lauro Antônio Corrêa Simões
Quem carrega uma prece nos lábios E um refrão de amor dentro ao peito, Quer um mundo de paz, sem ressábios, Com justiça, bondade e respeito.