Carregando poemas…Acervo
2.870 poemas no acervo
Dimas Costa
Aprendi em meu colégio a mais sublime lição, que o Rio Grande, minha terra, tem forma de um coração.
Jurema Chaves
Rio Grande pago sulino Que carrego no meu peito Com todo amor e respeito Cultuo esta tradição
Jurema Chaves
São marcar, fragmentos de amor, Estas cicatrizes no flanco do meu peito. O bate casco solitário do meu pingo, Na estrada sem fim desta saudade.
João Benito Soares
Eu tenho desde peizito Um traste de estimação Uma relíquia de peão A qual dou muito valor
Jurema Chaves
Paizinho tanta saudade sinto daquela alegria desde que raiava o dia até que a noite chegava
João de Freitas
Meu velho galpão querido Que o tempo conservou E no Rio Grande ficou Para lembrar o passado
Mateus Lampert
Quando eu cheguei nesse mundo Ele já era mundo... já era pampa! Eu, mais um habitante... quis entender o sentido.
Jayme Caetano Braun
Quando te vejo, meu verso, Junto à multidão que passa, Entre os fidalgos de raça Da poesia aristocrata,
Henrique Fernandes
Larguei meus pingos de muda no canhadão do repecho... ...dois tordilhos e um - lobuno- este que me deu serviço pra deixar leve da boca... ...os outros dois sem costeio,
Caine Teixeira Garcia
Vai bem judiado o meu verso Já quase vencido, estropiado... Quem sabe, cansado da lida E de camperear com o gado.
Vitor Lopes Ribeiro
Um dia me perguntaram De onde veio o meu verso. Respondi: Vem bem de perto,
Cyro Gavião
Em sua sabedoria, Deus fez tudo como quis. Moldando nosso País, Fez do pago um pedestal...
Lauro Teodoro
Sempre gostei dos guachos, Que volteiam a casa e o galpão. Talvez porque são orfãos de mãe e do pai nunca tiveram atenção.
Nereu Ávila do Nascimento
Meu pai fazia brinquedos, Nem precisava pedir, Na pobreza do meu lar, Caminhãozinho de pau,
Cândido Brasil
Gaúcho flor de campeiro, assim nasci e me criei, tendo meus pingos de lei na forma, o tempo inteiro,
João Alves Garcia
Dei um pialo na memória Embora meio esgotada Pra contentar a indiada Deste glorioso rincão
Guilherme Collares
Cayó solita la tarde Musical de mis secretos... ...quedó la noche encendia de luna, cocuyo y suezos...
Vinícius Antônio Machado Nardi
Nosso tempo é de discussão de ritmos De temas e de lemas Construção de dilemas Na cega obediência a paradigmas
Carlos Maurer
Mientras Enquanto a chaleira chia Um amargo vou sevando
Joao Ruy Tatim
Eu queria ter nascido lá por mil e oitocentos, só para dar mais tormentos para as tropas do império.
Alceu Wamosy
À viva luz da forja, ao conto alto da incude, Vêde-o: um tipo viril, musculoso e possante; Brilha-lhe o sol do olhar, e o peito de gigante, É taurino e brutal, exuberante e rude.
Cristiano Medeiros e Adriano Medeiros
Temblaban las paredes de la vieja tapera, En una noche de invierno, casi al oscurecer, Como arriando su dolor, era grande la tropa, Negros nubarrones, hacían estremecer.
Apparício Silva Rillo
Afino as cordas do pinho nesta milonga campeira, mais chucra que uma tronqueira mordida pelos baguais.
Marcelo d’Ávila
Perdoa, minha guitarra: Hoje eu prefiro o silêncio... Minhas velhas mãos milongueiras,