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2.775 poemas no acervo
João Batista de Oliveira Gomes
Naquele tempo que as estâncias Eram ilhas culturais, Pra cercar os animais Sem taipas nem alambrados,
Jayme Caetano Braun
Quando de noite transito No meu gauderiar andejo, Me paleteia o desejo De encontrar-te, duende amigo,
João Benito Soares
Eu vi um negrinho criado No tempo da escravidão. Foi mandalete do patrão Em muitas frias madrugadas
Chico Ribeiro
A mão da noite fechara a porta grande do dia, era noite e dentro dela a tempestade rugia...
Dimas Costa
(Para menino ou menina) Vovozinha me contou Uma lenda dum negrinho
Jorge Claudemir Soares
Nasci rei na minha querência, e fui dono do meu chão; Andei livre como o vento já fui pai, já fui irmão.
Glaucus Saraiva
Em Ponche verde te espera nesta cívica tapera o Canabarro imortal... Segue, no teu mesmo trajeto,
João Alves Garcia
Lá em São José do Ouro Uma terra mui gaúcha Conheci o negro Tucha Tinha dois metros de altura
Ruth de Farias Larré
São muitos dias de espera, ansiedade, fantasia. O sonho desata, louco, a inventar mil quimeras.
Cristiano Ferreira Pereira
I Era um bolicho, num ranchito tosco, barreado,
Apparício Silva Rillo
Traga de vez a garrafa, bolicheiro! me despacha, que hoje no mais se emborracha quem nunca se emborrachou.
Sebastião Teixeira Corrêa
Quando as rastras sobrarem das cinturas E os bicharás sumirem dos invernos, Quando morre o verde das planuras E quando a noite e o frio forem eternos.
Marco Póllo Giordani
Amoitam-se fêmeas Nos cantos da sala Do rancho barreado.
Henrique Fernandes
CANTATA: Se eu não sei onde ir Não vou a lugar algum Peço a benção aos Orixás,
Ari Pinheiro
Ha muito tempo que ando Meio encilhado às avessas Pois as antigas promessas São dividas precatórias
Joseti Gomes
Rasgaram o couro da terra num tempo, hoje perdido, onde embaçam os vidros das janelas das retinas,
José de Jesus A Camargo
Quero voltar a ser criança e encontrar meu antigo açude brincar nas águas voar no meu pingo
José Luiz Flores Moró
No meio de um mate e outro Remonto as sobras de mim Que se perderam a lo largo Quando a vida me quedou
Athos Ronaldo Miralha da Cunha
No meu lugar havia uma sanga E pitangas nos matos da infância Trilhos para brincar de maquinista E uma vista carregada de distâncias
Egiselda Brum Charão
A praia é laço gaúcho duma armada sem igual que une em tento sem luxo os campos e o litoral.
Moisés Silveira de Menezes
Um manto de sete séculos um clamor que não se cala sonhos, visões de justiça nos porões da tirania.
Alberto Sales e Joseti Gomes
“- O tempo tá firme! Amanhã, antes do galo cantá, pegamo o rumo da roça... Não podemo mais esperá...”
Paulo Ricardo Costa
No tempo das carretas até o tempo era diferente... As casas, já pareciam terem nascidas velhas, Com moças debruçadas nas soleiras das janelas, Invejavam os jasmineiros, entre Rosas e Camélias;
Jorge Luiz da Rosa Chaves
Um tirador cabeludo bombacha, remento e pano. Botas de garrão de potros Ou...Tamancos castelhanos.