Carregando poemas…Acervo
2.870 poemas no acervo
Maximiliano Alves de Moraes
É sempre assim... Decisões são tomadas Em consulta com a razão, Mas a vida
Egiselda Brum Charão
Eu tenho Molduras nos olhos para enquadrar as distâncias das andanças nas coxilhas.
Luiz Menezes
O Tempo, caramba! Tropeiro da vida Repontou-lhe os dias Mais lindos vividos
Mário Amaral
Um laço é mais do que um sovéu caso a mão de quem o lance pulse em si o som do vento que se desfaz pelas tranças nesse embate acampeirado mais que uma disparada uma peleia ramalhada de vivenda na sorte que desempata
Mateus Neves da Fontoura
O campo aberto de uma folha em branco É terra entregue à inspiração inquieta... É sesmaria onde se planta a alma Quando o sesmeiro teima em ser poeta!
Sebastião Teixeira Corrêa e João Antônio Marin Hoffmann e João Adauto da Silveira
Prás bandas do palmital, onde o sal tempera o chão, Nas manhãs frias de julho a lida desperta o sol, Pr’alguns Joões que a vida, não foi assim generosa, Pois, nesta plaga arenosa, quando opções se consomem,
Marco Pollo Giordani
1ªparte MACHO
Juca Ruivo
O sereno chorou no santa-fé do banhadal, onde o pássaro filósofo assuntava num pé só, segredos que os homens não penetram...
Francisney
Sempre gostei de fandango De dançar bem apertado E me sinto contrariado Se uma china me dá carão
Caine Teixeira Garcia
Os meus longos e negros cabelos Emolduravam histórias na minha pele rude Tal qual a noite com a sua veste escura Morada da lua em toda a sua plenitude!
Joseti Gomes
Já não existem segredos Mistérios soltos no ar Já não fazemos suspense Não há o que revelar...
Rodrigo Bauer
I Não me perguntes do gaúcho velho! Do lenço branco a esvoaçar no vento... Há a nossa essência no seu testamento
Gilberto Trindade
Já viu a luz como guacho Por deserdado da sorte… Depois de enganar a morte Pegou entono ligeiro…
Cabo Déco
Restou um cavalete e uma cuia extraviada,... Um rolo de fumo, uma yerba mofada,... Uma boneca de pano e uma palha sovada...
Antônio Augusto Ferreira
(Comemorativo aos 150 anos da Revolução Farroupilha) Faço um retorno no tempo de cento e cinqüenta anos
Jurema Chaves
As lembranças calçam esporas... de repente... Sorrateiramente... vem sangrando os flancos Há tantos e tantos caminhos pra andar.
José Luiz Flores Moró
Nem sei se há em nós a mesma idade... Mas crescemos sorvendo o mesmo mate Que as manhãs derramam, feito orvalho, No corpo-caule da árvore-guri.
Fernando Araújo
Hoje eu acordei triste, pois lembrei do nosso passado... E vasculhando minhas recordações, algumas que já nem lembrava mais,
Adriano Medeiros
De fronte aos olhos, espalha-se No céu a cor de sangue aguado, Depois vem um tom azulalo limpo E vivíssimo quando abre o dia.
Colmar Pereira Duarte
Esse baio era maleva! E o Quirino bem sabia. Bulido,
Albeni Carmo de Oliveira
Era noite de Natal A festa da cristandade, Porém longe da cidade Sem o badalar do sino,
Jayme Caetano Braun
A cuia do chimarrão, É o cálice do ritual, E o galpão é a Catedral Maior da terra pampeana,
José Itajaú Oleques Teixeira
No meu Natal de gaúcho Vou evitar imposições Que contrariam tradições De um nascimento sem luxo
Carlos Roberto Hahn
Ele nasceu de novo, no meio de outro povo, numa imagem sem qualquer retovo, num catre de papelão usado, num berço improvisado, sob um viaduto, ali perto da favela.