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2.775 poemas no acervo
José Machado Leal
Se ainda hoje me levanto cedo, é um costume que me vem da infância. No terceiro canto do galo mestre, salto e vou direito ao fogão de lenha
Joseti Gomes
Os olhos da madrugada vêem bem mais do que eu supunha pensar... Nem a lua, nem as estrelas, nem a luz dos pirilampos
Jayme Caetano Braun
Ô nobre Tupãbaé, Filho de reis da planura Da procedência mais pura Da querência de Sepé
Érico Rodrigo Padilha
De mansinho, sorrateiro, o inverno chega e senta as garras. Um vento frio me corta o pensamento, entangue a alma por dentro
Marco Póllo Giordani
Sangra a coxilha na aba do poente... Esvai-se a tarde!! Há um cheiro de capim vindo do campo E um rumor de água da vertente.
Sebastião Teixeira Corrêa
Caiu a noite mais braba D’uma invernia de agosto, Onde a neblina trançada Batia de encontro ao rosto
Osvaldo Machado
Abrindo o baú do tempo a saudade mete a cara... Aquento a cambona, cevo o mate,
Jorge Lima
A noite ronda a querência Prenúncio de vento e geada E a tarde que fez morada Num pôr de sol colorado
Luiz Menezes
Nasceu na invernada Comprida dos fundos No rancho do posto Bem longe de tudo
Jaime Brum Carlos
Os grilos fazem seresta pra insônia dos quero-queros. Uma estrela gaviona rumbeia outras querências
José Henrique Azambuja
O velhito, frente ao campo sem olhos para enxergar. O tempo, no seu rodar foi lhe sombreando a visão.
Gujo Teixeira
noite grande...! dos retratos antigos pendurados na parede.
Apparício Silva Rillo
A noite é negra macia que eu amo em pratas de lua, a me aquecer os pelegos com brasas de estrelas nuas.
Sebastião Teixeira Corrêa
Noites de inverno, quando a geada fria, E alvo véu a recobrir a pampa, Enquanto, ao gancho, uma chaleira chia, Golpeio as mágoas, no cantil de guampa.
Juca Ruivo
Como esperança de pobre, que nem estrada real, são compridas, por igual, as tristes noites de inverno...
Jurema Chaves
Meu carinho, meu afeto, à todas mães do universo na ternura do meu verso poder te homenagear
Antônio Dirceu Barbosa
Rondando mansa, pelas frestas de um galpão com trastes de monarquia - releitura presa em dias -
Pedro Darci de Oliveira
Junto ao alpendre do rancho diviso as cores do mundo. Procuro firmar os olhos
Lisandro Amaral
Quando o “vidro dos meus olhos” se quebrar ... lá no fim, vou matear com o velho Rillo num fogão – celeste enfim – aquecer águas de vida ... da cacimba que há em mim ...
Cláudio Silveira e Cristiano Ferreira Pereira
...A meia luz da candeia, Se projeta amarelada, Numa nesga de aprisco, nos ‘bretes de um arrabalde’... Que se confunde ao brilho perdido
Adriano Medeiros
São estas tardes assim Que me fazem pensador. Lúgubre! Percorro a estrada
Roberto Mara
Nos pagos do faz-de-conta todo piazito e patrão, calça botas de garrão, fuma palheiro sem fumo,
Vaine Darde
Sinto-me triste a mirar os trastes sob o desastre que o destino impôs... Sorvendo a ausência que prolonga o mate; sendo a metade do que já foi dois...
João Batista de Oliveira Gomes
Num tranquito meio lento Já com o pingo estropeado, Chapéu e pala empoeirado De uma longa tropeada,