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2.870 poemas no acervo
Lisandro Amaral
Quando o “vidro dos meus olhos” se quebrar ... lá no fim, vou matear com o velho Rillo num fogão – celeste enfim – aquecer águas de vida ... da cacimba que há em mim ...
Cláudio Silveira e Cristiano Ferreira Pereira
...A meia luz da candeia, Se projeta amarelada, Numa nesga de aprisco, nos ‘bretes de um arrabalde’... Que se confunde ao brilho perdido
Adriano Medeiros
São estas tardes assim Que me fazem pensador. Lúgubre! Percorro a estrada
Roberto Mara
Nos pagos do faz-de-conta todo piazito e patrão, calça botas de garrão, fuma palheiro sem fumo,
Athos Ronaldo Miralha da Cunha
Na minha mente esta milonga induz, Notas mágicas de um clarão da lua, Dos meus dedos que a guitarra conduz, Polvadeira de sonhos na noite escura,
Vaine Darde
Sinto-me triste a mirar os trastes sob o desastre que o destino impôs... Sorvendo a ausência que prolonga o mate; sendo a metade do que já foi dois...
João Batista de Oliveira Gomes
Num tranquito meio lento Já com o pingo estropeado, Chapéu e pala empoeirado De uma longa tropeada,
Joel Capeletti
Quando eu era piá, a gurizada do meu tempo atava bois de sabugos às caixas de sapatos para eternizar os viajantes quixotes.
Moisés Silveira de Menezes
Mal despertara a manhã, - Ao tranco do colorado -, Guitarra atada nos tentos, O mestre agarrou a estrada
Maria Luiza César
No fundo do cemitério Onde o mato está crescido Num olhar quase perdido Leio um “descanse em paz”
Zeca Alves
Seu mundo findou inteiro No interior de uma “botella”... Por melhor que um trago seja Não se deve o exagero...
Gonçalves Chaves Calixto
Depois que deixei o campo E me embretei na cidade Esta malvada saudade Nunca mais me abandonou
Dimas Costa
(Para menino ou menina) Eu aprendi o ABC Como manda a tradição.
Danilo Kuhn
O abraço da saudade tanto fere quanto afaga. É corte lento de adaga de prata, com fio de seda.
Carlos Maurer
O Açougueiro Traz pela morte um ofício No mais infame semblante
Eron Vaz Mattos
A cambona molhou o lombo da pedra com água do barril que veio da cacimba. Adelgaçaram-se os machados para interromperem a seiva dos vimes
Luís Lopes de Souza
As musas, chegam silentes... No adeus vago e remoto brilham auras derradeiras de santas de um só devoto...
Maria Luiza César
Estrelas desceram do firmamento Na hora em que te encontrei A brisa cálida rondava a noite No momento em que te beijei
Lauro Antônio Corrêa Simões
A luz brotou, qual um clarão de vida No alvorecer do pampa verdejante. Tingiu com seus raios de luz Essa quilate que o ouro não emparda...
Juarez Machado de Farias
Raimundo lembrou Drummond, É nome sonoro e bom A quem tivesse o profundo Gosto de virar o mundo,
José Machado Leal
A coisa mais linda que Deus pôs na terra, mais linda que o canto das aves campeiras
Ubirajara Anchieta
A terra bravia nunca teve limites. Nem oceanos, nem montanhas, Impediram a busca de encontrar
Carlos Omar Villela Gomes
Poesia é flecha, a alma é um arco... Futuro é um alvo que a alma tem; Estamos todos no mesmo barco... Se ele naufraga vamos também!
Guilherme Collares
Foi num tempo, há muito tempo Que este estória se passou. Tempo que os bichos falavam -Minha avó, assim contou: