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2.775 poemas no acervo
Luís Lopes de Souza
Semeei pétalas de rosas sobre o mimo de teu rosto soprei com carinho o pó no cristal de teu sapato.
Silvio Aymone Genro
Braços abertos, em cruz, Que nem um Cristo Jesus, Perdoando nossos pecados... O espantalho se parece
Rodrigo Bauer
a cor da liberdade da janela; ninguém conseguirá passar por ela buscando o outro lado desparelho!
Matheus Costa
O espírito incessante que há na alma dos poetas… ...voa livre nos caminhos, pelos rumos que escolheu. É testemunha confesso dos resquícios da saudade... ...pois, sem ela, é só metade diante à tudo que viveu.
Luís Lopes de Souza
Um corisco...retumbou tremeluzente prenunciando a tempestade! E a tropa sobressaltada redemunha encontradiça
Carlos Omar Villela Gomes
O tempo tem movimentos que o eterno ignora, A eternidade é um momento que soma todas as horas. Não concebe pensamentos se esvaindo a cada instante, Pois somente resta eterna a ideia que se garante.
Alcindo Neckel
-*- O vento sopra o braseiro em tons vagos, efêmeros... Bordoneando socorros
Marco Póllo Giordani
Sobre esplêndida campa em verde-ouro, De nimboso recanto sobre o mundo, Muito além do Paraíso, Purgatório, Ou do inferno que Alighieri arremessou-nos,
Renato Silva
Quantos anos se passaram Da mais sangrenta batalha No peito invés de medalha Só cicatrizes restaram
Maria Luiza César
Ah esses teus olhos claros Dois luzeiros fulgurantes Devem ter algum feitiço Pois mesmo estando distante
Dimas Costa
Velho arroio de arrabalde, espelho de águas calmas, onde juntavam-se as almas de tantas mães deste mundo.
Odilon Ramos
Buenas parceiro! Tas querendo saber quem eu sou? Tas querendo me reconhecer? Pois sou eu mesmo!
José Luiz Flores Moró
Quando os primeiros fios de barba me mancharam o rosto E a pompa de ser homem deu-me asas No nômade motriz dos meus sentidos, Parti do rancho ninho dos meus pais
Odair Vieira Rodrigues
Se confirma a profecia Estamos no fim do mundo O bandido e o vagabundo São os senhores de agora
Juliano Javoski
Dormem sob a coberta de cinzas do fogão tropeiro, mil histórias das “mil e uma rondas”;
Juarez Machado de Farias
O Forneiro, pássaro pedreiro, fez a proposta ao porteirão;
Silvio Aymone Genro
O silêncio soluça No fundo do poço... Enquanto as roldanas Cantam aos ventos!
Marco Póllo Giordani
Resmunga a cordeona Nas largas manoplas E as chinas bombeiam Pros cantos da sala.
Matheus Bauer
I Na frincha aberta, a força do Minuano conta histórias de um tempo que descansa, no escombro da parede e na lembrança,
Luís Lopes de Souza
Gato preto é mau presságio malgrado na sexta feira, é o “coisa ruim” disfarçado rondando a lenda crendeira...
Julio Cezar Werner
O gaúcho é aquele cara tolerante, Em que todos os dias, Acorda pra tomar aquele mate. Em que os dias que passa,
Gabriela da Luz
Churrasco e chimarrão Roda de gaita no galpão. Muita música tradicionalista, Na fazenda Boa Vista.
Carlos Omar Villela Gomes
Os olhos voaram longe com asas rubras de sangue E até a penumbra calou... O gosto afiado do aço ainda pairava cortando O tempo escasso de alguém.
Carlos Omar Villela Gomes
O grande anão não usava alpargatas Nem botas de cano alto... Andava de pé no chão. Ia despacito criando rumos no seu itinerário incerto