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2.770 poemas no acervo
Vaterloo Camejo
Na Estância das Três Marias A tarde vinha morrendo... O sol ia se escondendo Sob sangrenta mortalha.
Adão Quevedo
Me urbanizei, de repente, Contra a própria vontade: Mais por necessidade... Do que por... Inconsequente,
Maximiliano Alves de Moraes
Nascia fronteiro Como tanto outros Que a própria vida amadrinha Pra que percorram a linha
Carlos Eugênio Costa da Silva
Num rancho, tosco e pequeno um taura era velado, num caixão improvisado, pobre como quem o usava,
Mano Terra
Hoje a tristeza pealou-me e a dor está dentro do peito. O luto se impõe por respeito e como um ritual entre os homens.
Athos Ronaldo Miralha da Cunha
A ausência preencheu o vazio, quando minha mãe foi embora… não clareou… os raios da aurora: no remanso na curva do rio…
Vaine Darde
Velho, sem retovos, genuíno na retina dos espelhos.
Bianca Bergmam
Amargurando as partidas, Desafiando as estradas... Se vai pela vida estranha Sem limites, nem lugar.
Dimas Costa
Como um fantasma, vagando Pelo silêncio das peças Da casa, onde a família, Mulher, filhos e netos,
Carlos Omar Villela Gomes
O velho testamenteiro abriu quieto o envelope Que exigia sua função... Na sala escura a família, num luto dos bem sentidos, Aguardava o conteúdo do envelope timbrado...
Rodrigo Bauer e Matheus Bauer
Num fim de tarde, na Pampa, no fundo de um campo aberto os cascos ferem silêncios que testemunham, ao certo, a estampa de um homem velho plantado sobre os arreios de uma égua - muy serena - mascando o ferro do freio!
Márcio Buzelin
Voe por todo mar e volte aqui Voe por todo mar e volte aqui Pro meu peito... Se você for, vou te esperar
Jayme Caetano Braun
O vento caminhador, cantava porque era vento, mas faltava o sentimento que vem do mundo interior
Rodrigo Bauer
I Viajante! Por mais que me despeça e lote a mala,
Joseti Gomes
A dor que escondo do mundo não se esconde de mim. Amanhece nas janelas e invade a casa em que habito,
Loresoni Barbosa
Desprovido de vaidades com a alma impregnada de bondade e de clemência, saí pra ver a querência
Carlos Omar Villela Gomes
O ocaso deu “-oh de casa!”, sem nem eu ver de onde vinha... Chegou bem mais que montado, mas sequer se apresentou; Quando notei, fui tomado de assombros e ladainhas Em uma prosa mesquinha com quem jamais me escutou.
Jayme Caetano Braun
Lendária Fronteira Oeste Falquejada a ferro e bala Que em cada marco nos fala De fogo e cargas de lança,
Jéferson Rogério Valente de Barros
No rancho de chão batido, Única herança do peão, Velam o corpo: A viúva, os filhos
Marco Póllo Giordani
Fulgentes moirões da história Lances marciais do passado. Chão vermelho que legado Por sangue dos ancestrais,
Moisés Silveira de Menezes
Bela e amável senhora apareça no terraço deixe que a brisa brejeira bata leve seus cabelos
Vaine Darde
Não, não invejo os pássaros... Pois só tem asas quem não tem mãos. E foi pela vocação das mãos Que construímos caravelas,
Jayme Caetano Braun
Pedaço eterno da história Desarvorado ao relento Que à sombra do esquecimento Solitário se enfumaça
Joseti Gomes
Dona Antônia faz a reza, Que a gente quase não ouve, Porque nasceu noutro tempo… Dona Maria dos chás