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2.770 poemas no acervo
Gonçalves Chaves Calixto
Eu recebi um convite Que caiu no meu agrado, De um amigo estimado Por sinal era chimango,
Gonçalves Chaves Calixto
Eu venho de outros tempos Diferentes dos de agora Cruzei o Rio Grande á fora Deixando rastro e sinal
Jayme Caetano Braun
Se me perguntam, respondo, venho da terra jesuíta, sou daqueles que acredita que o mundo velho é redondo,
Nenito Sarturi
Eu poderia ter nascido longe, do outro lado do vasto oceano, nas savanas da África Central, no tórrido deserto do Saara
Dimas Costa
JÁ DISSE UM DESSES CANTORES, GAITEIRO VELHO BAGUAL, QUE O RIO GRANDE É ORIGINAL EM TODA A SUA CRIAÇÃO
Apparício Silva Rillo
Porque os animais falavam Não os chamamos jamais de animais. Ademais porque adoramos seus retratos Porque viemos deles e os chamamos
Silvio Aymone Genro
Do avô, eu lembro a estampa, Com seu lenço maragato... Da avó, o sorriso terno, No silêncio dos retratos.
Rodrigo Bauer
Há bens que a gente não guarda no cofre nem no galpão... Não são passíveis de compra, de venda ou avaliação! Não há como compará-los com outros bens em questão... Só são visíveis aos olhos da alma e do coração!
Adão Quevedo
Estes teus cabelos brancos estas rugas no teu rosto, o tempo deve ter posto para irrigar o teu pranto...
Carlos Omar Villela Gomes
Os olhos nem se cruzavam desde a saída pra lida... Um vinha mais que montado num baio que era um colosso,
Marco Aurélio Campos
Quando as éguas já não derem mais cria nem cresçam mais as canas da taquara; quando nenhum garrão saiba de esporas com o luxo em cabrestilhos de ouro e prata.
Marco Antônio Dutra
Eram gaúchos de fato, Aqueles homens de outrora. Com barbas brancas na cara E, silhuetas de longos perfis.
João Antônio de Siqueira Lopes
Como é triste companheiro Quando a sorte se atravessa Eu jamais creio em promessa Ou mesmo em bruxaria
Hugo Ramires
Por Deus, como eram joviais, os tauras do tempo antigo! Troçavam face ao perigo, e ante maulas e baguais.
Aureliano de Figueiredo Pinto
Olho a coxilha...E os arvoredos jogados no horizonte e na distância. Nativos pagos! Pelas primaveras revivem a legenda de outras eras
Luís Lopes de Souza
Esses homens, mais parecem fantasmas que os julhos despertam, dos fundos escuros dos ponchos surrados ou das copas bojudas de mouros
Vasco Velleda
Houve um tempo, em que os chapéus conduziam os homens, que enxergavam por entre orelhas o mundo que os espreitava.
Maria Luiza César
Quando vai caindo a tarde Eu olho para o horizonte Vejo o Sol sumindo aos poucos Lá por trás daqueles montes
Vitor Lopes Ribeiro
Repousam em meus rascunhos Os destinos que escolhi... Uma tropa de quimeras, Rincões que não conheci,
Marcelo d’Ávila
Os olhos da infância bombeiam distâncias pra além das cancelas e erguem castelos
Fernanda Irala Gomes
Nessa tarde mormacenta Tomando quieto meu mate, Uma imagem vem de longe... Parece que de um cantinho
Dimas Costa
Em tempos que já vão longe, - por culpa do Grã-senhor - o mundo era um carneador, - assim na comparação -
José Machado Leal
Estâncias de nuvens vagando no céu. No pampa silhuetas de potros Que pecham no vento, que sopra na noite
Bianca Bergmam e Carlos Omar Villela Gomes
Os primeiro ventos sopraram sobre a Terra imóvel... Dando movimento para as sangas rasas, Onde os anjos puros se banhavam nus.